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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Ônibus em Sampa, eternamente um trabalho em andamento.

Desde que inventaram o Bilhete Único em SP, as possíveis rotas para se chegar e sair do trabalho têm se expandido em número exponencialmente em minha vida.
Hoje fiz algumas descobertas incríveis neste setor, no quesito "retorno do trampo".

Veja bem, os dois pontos eqüidistantes mais próximos de onde trabalho tem, um, um ônibus que passa freqüentemente mas sempre lotado, e o outro possui um ônibus que geralmente está vazio mas que demora uns 15 minutos parado enquanto o motorista descansa.
Ambos fazem praticamente o mesmo trajeto. Isto envolve uma avenida MUITO lenta devido ao congestionamento na hora do rush.

Devido a este último fator, ultimamente eu caminho cerca de 1 ou 2 quilômetros para pegar um destes ônibus mais à frente, sem encarar este trânsito.
O fato é que, neste dito ponto 1 ou 2 quilômetros distante, passam vários outros ônibus. Só 3 que posso pegar lá me levam até em casa, porém todos eles passam por um ponto onde eu posso descer e pegar 1 de 7 linhas de ônibus que me levariam para casa.

Me acompanharam até aqui? Ok. Bem, eis que naquele ponto distante do trampo, onde só 3 ônibus me servem, eu pego um que NÃO serve voluntariamente. Minha idéia era descer no ponto dos 7 ônibus.
Mas o ônibus passa pelo ponto e eu não desço. Tenho vontade de ver onde, afinal, este busão me levará.

Pois bem, qual não é minha grata surpresa quando ele me leva em meros 15 minutos a uma localidade que, com um dos ônibus que eu costumo pegar, eu chegaria em 45 minutos!
Mais vezes pegarei este tal busão que só hoje peguei!

Mas esta história incrível continua!
Veja bem, eu decidi que iria caminhar a pé o resto do trajeto até em casa. Eu poderia pegar outro busão de graça e caminhar menos, mas agrada-me caminhar.

Bem, eis que em minhas andanças eu percebi que moro razoavelmente perto do "Leona Pizza Bar".

E o que seria o "Leona Pizza Bar".
Bem, apenas um "Pizza Bar" em forma de Catedral Medieval.
Com direito a decoração incluindo vitrais.

Alguém doar-me-ia um fígado?!

Petrus.


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terça-feira, 12 de junho de 2007

Um dia de trabalho histórico!

Colegas, hoje em meu trabalho tive, efetivamente, minha iniciação!

Foi a primeira vez lá, depois de tantos meses no escritório, que o Windows me colocou à frente de sua Tela Azul da Morte! (ou BSOD)

Enfim.

Petrus

PS: Aprenda mais visitando a versão parva do artigo acima.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Air Sex: parvoices que se descobre quando trabalha.

Hoje tive de procurar informações, para meu trabalho, sobre um tal de "Jonah Peretti", um cara que co-fundou os sites "Huffington Post" e "BuzzFeed".

Tive a má idéia de procurar o que eram este sites na Wikipedia. O Huffington Post tinha lá uma página explicando o que era este site. Já o BuzzFeed...

Bem, digamos que fui parar na ÚNICA página que a busca da wikipedia pelo BuzzFeed me deu:

AIR SEX!

E o que sera "Air Sex"?! Sexo aéreo?!

Não... sabem o "Air Guitar", em que um ser finge que está tocando uma guitarra no ar? Bem, o "Air Sex" é basicamente um homem (vestido) fingindo que está fazendo sexo, neste caso em cima de um palco, no Japão, ao som de música, e com um prêmio para a melhor performance.

Japão... ser entediado no Japão deve ser triste...

Petrus.

sábado, 26 de maio de 2007

Pesquisando ruas em SP. Parte 1.

Ah, as utilidades públicas...

Dois amigos meus vêm de Londrina para São Paulo fazer um concurso público. Aqui, eles precisarão ser guiados até seus locais de prova.

Para os ajudar, peguei com eles o endereço de onde eles teriam de fazer a dita prova (uma tal rua Guaranésia) e, munido disto, fui atrás de uma fonte boa de informações sobre o assunto "Como chegar na rua Guaranésia?!".

Achei que seria uma boa tentar o "Terra Mapas".

Coloquei as informações lá. "Procurando Rua Guaranésia, número 425, em São Paulo, SP.".

A primeira tela que foi-me apresentada depois disto mostrou como realmente o serviço me dá a informação que eu preciso...

Enfim.

Petrus.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Quando Jerry Seinfeld vai pra São Paulo.

O título do post é uma paródia da música "Quando Frank Zappa vai pra Martinica".

Hoje, no caminho para o trabalho, vejo da janela do ônibus um vetusto senhor fazer uma conversão à direita e seguir em frente dentro da via expressa a bordo de sua bike.
Obviamente que sua bike era uma daquelas máquinas práticas e velozes, com um banco e quatro rodinhas, que pessoas que não podem andar direito, especialmente vetustos senhores, se utilizam para se locomover.
Obviamente também que me lembrei da clássica cena de Seinfeld que envolve George Constanza em uma perseguição de alta velocidade nas ruas de Nova Iorque, onde ele e seu veículo são perseguidos por uma turba de veículos similares pilotados habilmente. Lá foi cunhada também a famosa frase:

Get the bikes!

Petrus.

PS: e por falar em "Nova Iorque", descobri ontem que a potência da antiguidade Cartago, na língua nativa da cidade (um tipo de hebreu antigo) queria dizer exatamente "Nova Cidade". Que nome original!

sexta-feira, 23 de março de 2007

Caminho até o Mini-Curso da Saraiva

Seguindo um conselho de um amigo meu, fui a um curso da Saraiva, Gratuito, sobre "Contação de Histórias".



Na minha ida até lá, descobri as maravilhas da nova estação Chácara Klabin. Meu trabalho é muito próximo do Metrô da Vila Mariana, mas caminhando um pouco mais chego no Chácara Klabin, e partindo de lá não necessito fazer baldeação da linha azul para a verde em meu caminho à ponte orca. Além disso, a estação é bem mais vazia e bem mais bonita e limpa. Visitá-la-ei mais no futuro, mas só quando estiver saindo do trampo. Quando estiver indo, vou pelo Vila Mariana, já que o caminho entre o Chácara Klabin e o trampo é uma subida (na volta, um descida).



Depois do metrô e da ponte Orca, temos o trem urbano. Desta vez ele estava um pouco mais vazio, e viajar longe da porta era até confrtável para alguém em pé (não era como uma lata de sardinhas). Por algum motivo, na estação Berrini, uma estação antes da estação Morumbi, do Shopping do mesmo nome, há um fluxo absurdo de gente entrando e saindo, ao menos no horário das seis e quinze. O fluxo é estraho porque nas estações anteriores e posteriores é muito menos intenso. Não entendo o que acontece, talvez realmente a Berrini seja um grande pólo de serviços de SP, talvez haja um terminalzinho de ônibus lá que gere este tráfego.



Não vou falar do curso em si aqui, porque o dito cujo é menos "blogável" que o que se antecedeu a ele. Na verdade é blogável sim, mas vou fazer isso depois.



É que antes de ir ao dito cujo, cansado e meio abatido, quis tomar um café para recuperar as energias. E pensei que este seria o melhor momento para experimentar o café da "Starbucks", que tem duas lojas no Morumbi Shopping.



Chego lá e fico confuso ante os vários painéis com preços altos e nomes que não entendo. O menu do Bar do Jaime era mais claro e o café de lá era extremamente bom. Idem para a banquinha do Japonês ao lado do dito bar, um PUB para mim.

De qualquer forma, pedi ajuda ao solícito caixa (bom atendimento). Ele me disse que eu escolhia alguma configuração muito louca de café, dava meu nome, e eles gritavam quando estivesse pronto. Meio atordoado ainda, sem pensar muito bem, acabei olhando o menu e vendo lá um "café da casa". Perguntei o que era e me disseram que basicamente era um café coado, como o de casa ou do Jaime.

É difícil conseguir este simples e belo café em um shopping, então escolhi-o.



Quando ecebi meu café, que aliás foi servido rapidamente devido a sua simplicidade, constatei duas coisas:

1- O café de lá é barato, ao menos para padrões de um shopping.

2- O valor mínimo do cafezinho coado a ser pago era $3,80.



Bem, você vai perguntar, mas $3,80 por um cafezinho é caro! Na verdade, eu paguei barato, de verdade. Qual o detalhe aqui.



O detalhe é que o MENOR café servido por eles é RIDICULAMENTE GIGANTESCO para os padrões de um cafezinho caseiro. São 300ml de café! Em comparação, na padoca costumam te servir 50ml.



Muita coisa passou pela minha cabeça neste momento. Achei que, se um dia eu fosse me sentir dentro do filme "Donnie Darko" devido a café, era esse dia. Bebi aquela monstrosidade de café, facilmente mais do que bebo em um só dia, com uma face de desesperança que deve ter sido registrada pelo guarda local.

Fico imaginando que poderia ser cena de um filme de Will Ferrel o momento em que pacientemente eu adocei o café com um saquinho de açúcar após o outro.



Depois comi uma refeição de $8,37 no restaurante por quilo do Viena. A quantidade era de menos de 250g. O Starbucks é mais barato que o Viena.



Petrus.





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quinta-feira, 15 de março de 2007

Saudades do tempo em que "rush" era apenas o nome de um ataque especial que provocava dano dobrado.

Minha vida como funcionário de um escritório anda bem. O trabalho é leve, a criatividade é recompensada, os colegas são boa gente.

Mas oh, São Paulo, cruel cidade senhora de sistema de transporte atroz.

O escritório fica ao lado do Metrô Vila Mariana. O Metrô de São Paulo é escelente. É rápido e dá conta do fluxo de maneira bastante razoável.
Melhor que isso, seria só seu morasse em algum lugar perto de algum metrô. Aí não haveria nenhum problema.

Sem poder voltar de metrô, o jeito é pegar um ônibus. Posso pegar dois ônibus em dois pontos diferentes do lado do metrô e que param perto de casa. Mas não tão perto assim. O caminho por ônibus demora, na queridíssima hora do rush e num dia ensolarado, UMA HORA para fazer trajeto. De manhã só me toma meia hora. A distância entre o ponto de ônibus e minha casa, calculada no Google Earth, é de 876 metros, a serem adicionados ao trajeto total tanto na ida quanto na volta.

Sempre há o caso em que o sol tira férias, e a chuva fica de substituta. Aí é divertidíssimo. Por DUAS HORAS fico como uma lata de sardinha para poder depois descer e caminhar mais um divertido bocadinho até em casa.

Farto de sofrer, fui buscar soluções para o dilema.
Ah, as soluções encontradas...

A primeira delas: caminhar até o metrô Santa Cruz (1200 metros de caminhada), e lá pegar um dos ônibus cujo ponto inicial é ali e que, efetivamente, param perto de casa (a 375 metros de distância). A maior caminhada somada se justifica por uma possibilidade de se sentar no ônibus.

O que ocorreu: A caminhada pelo agradável e poluído sonora, visual e ambientalmente caminho é tranquila e com só dois carros quase me atropelando. Mas ao chegar ao ponto de ônibus, vejo o pandemônio: em ponto de um ônibus que posso pegar, uma fila enorme com o suficiente para me garantirque eu não ficaria sentado no próximo ônibus vindouro e talvez nem entrasse no dito ônibus. No outro ônibus possível havia a mesma situação com um agravante, o ônibus já tinha chegado e várias pessoas estavam BRIGANDO FISICAMENTE para entrarem no ônibus.

No dia que vi esta imagem que epitomiza todo o problema do transporte público em São Paulo, stava ainda por cima chovendo. Achando um pedacinho de teto, fiquei mais ou menos seco enquanto esperava o ônibus. O problema é que o dito pedaço de teto não estava alinhado com a fila e duas pessoas aflitas me olhavam com um certo ódio totalitário em seus olhos.
Para resolver isto, decidi que era melhor pegar um ônibus no ponto seguinte, em que o ônibus ia parar depois de sair do terminal do metrô. Já que eu não ia poder sentar, não tinha problema.
A idéia foi boa, visto que este dito ponto era mais tranquilo e democrático. Esperei que passasse um ônibus e que eu pudsse desfrutar de apenas 375m de caminhada quando chegasse perto de casa.
Vinte minutos depois passou um ônibus que eu podia pegar e eu, farto de esperar, o peguei e fiquei UMA HORA E QUINZE MINUTOS enlatado lá. E mais, era O MESMO ÔNIBUS QUE PASSAVA NO PONTO DO LADO ONDE EU TRABALHO. Eu só o peguei uns 2.080m na frente de onde o poderia pegar e mais lotado, só isso. Aí desci ensopado no ponto certo e caminhei mais 876m sob chuva. Nada de mais.

Solução número dois:
ao invés de pegar o ônibus, pego o metrô da Vila Mariana, na direção norte (moro na direção sul). Faço a baldeação na linha verde e cruzo toda a sua extensão.Desço na estação Vila Madalena (sempre confundo a Vila Mariana com a Madalena) pego a ponte ORCA, transporte por ônibus gratuito para a estação de trem da cidade universitária e baldeação idem. De lá vou para a estação Berrini de trem, desço e termino o trajeto até em casa a pé.

O que ocorreu: Bem, pegar o metrô foi baba. Mudar de estação também. O metrô estava bem vazio e fiz todo o trajeto sentado, em quinze minutos. Então era hora de pegar a ponte ORCA.

O acesso ao ônibus da ponte ORCA envolvia pegar uma senha e enfrentar uma fila GRANDE. Mas a fila grande era muito rápida, então entrei em um ônibus até rapidamente. Eu era o último passageiro e tive de sentar no fundo do ônibus (ninguém vai em pé neste ônibus), ao lado de um rapaz um tanto quanto gordo, com um ar um tanto quanto animado demais, uma camisa um tanto quanto pequena e de cor azul-turquesa demais, e uma bolsa bem excessivamente rosa. Fora isso e a rádio de música sertaneja no ônibus a viagem na ponte ORCA foi tranquila.

Chegando na estação de trem, temi que tivesse de pagar outro bilhete para utilizar o transporte. Felizmente fui avisado que meu bilhete da ponte ORCA tinha um código de barras que servia como bilhete para o trem. Descobri isso depois de me avisarem pela segunda vez que eu estava colocando o bilhete no leitor errado. Aliás, se a fila para embarcar no ônibus da ponte ORCA que peguei era GRANDE, a que tinha se formado para ir da estação de trem para o metrô era ABSURDAMENTE GIGANTESCA, e cheia de jovens e graciosas universitárias da USP que me fizeram agradecer que eu passei foi no vestibular da UEL.
A viagem de trem parecia fadada ao sucesso absoluto. A estação estava relativamente vazia. Achei que o último trecho ia ser moleza. E aí chegou o trem. Fiquei impressionado com o conforto e beleza do trem, não brinco quando digo que seu interior parecia bem limpo e de design moderno. Também não brinco quando digo que foi terrivelmente desanimador ver que todo mundo que embarca em um vagão do trem parece querer ficar bem na porta do dito cujo. Entrar no vagão requer o exercício de empurrar pessoas no caminho. Estranhamente, passando da porta e indo para o meio do vagão encontrei um grau de conforto até adequado, cheio mas mesmo assim melhor que a lata de sardinha do ônibus do lado de casa. A viagem de trem em si é até agradável, vendo o cair da noite refletido no rio.
A saída do trem, por outro lado, é o CAOS, O CAOS! Porque será que TODOS OS PASSAGEIROS DO TREM FICAM AMONTOANDO A PORTA?!?! Era só eles irem mais para o fundo que eu não precisaria ter de empurrar cinco pessoas antes de chegar a cinco metros da porta, e depois empurrar mais três enquanto era empurrado por dois que queriam entrar no trem e amontoar mais ainda a maldita porta.

Mas enfim, saído do trem das portas do inferno, era só ir para casa a pé. Foram afinal só quatro baldeações! Ah, ia me esquecendo Minha casa fica, segundo o Google Earth, 1.789 metros da estação de trem da Berrini. Ah... pernas. Apenas UMA HORA E QUARENTA MINUTOS depois que saí do trabalho já estava em casa!

Amanhã vou pegar o ônibus do lado do trabalho e pronto.

Petrus.

terça-feira, 13 de março de 2007

Ano novo, trampo novo.

Hoje foi meu segundo dia de trabalho na Reciprhocal, empresa de consultores de empresas. Fui escalado lá para escrever resenhas de artigos de periódicos de negócios, como o McKinsey Quarterly e o "The Economist".

Resenhar o Economist é ótimo. Resenhar o McKinsey é um pé no saco. Mas vamos que vamos!

Querem saber a real tragédia do trampo?! Chama-se "buraco do metrô". Graças a ele, a linha amarela ficará pronta só sabe a CPTM quando. Até lá, tenho que enfrentar o congestionamento da hora do rush para pegar o ônibus para voltar ao lar.

O trágico não é o ônibus, é ficar parado no trânsito. Se eu pegasse um transporte sobre trilhos, ao menos estaria em constante movimento, mesmo se talvez a larga volta que eu fizesse fosse mais dispendiosa. Sobre rodas, não posso dizer o mesmo.

Mas enfim, como hoje passei pela rua Marselhesa, À La Battaille!

Petrus.