Eu não sei se este foi o sonho mais caro do mundo. No entanto, acho que de 2008 ele provavelmente será.
A história: uma mulher em uma palataforma petrolífera no mar do norte (perto do Reino Unido) avisou às autoridades que havia uma bomba instalada em algum lugar na dita plataforma.
O lugar é extremamente bem vigiado, e ninguém exceto a mulher sabia de algo sobre alguma bomba. No entanto, o protocolo mandava obviamente evacuar a plataforma para ninguém se ferir.
Custo total da evacuação (que contou inclusive com a ajuda da RAF): 750.000 Euros.
Depois disso tudo, a mulher confessou que "tinha sonhado que uma bomba tinha sido colocada na plataforma".
Até agora, não acharam bomba nenhuma.
Enfim.
(Leia a reportagem aqui.)
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Terra notícias apronta de novo.
Este site do Terra...
Primeiro, teve aquele muito útil caso do Terra Mapas, que me ajudou excelentemente a encontrar uma rua em SP.
Agora, eu entro no Terra e clico em uma notícia que achei interessante:
"Motor de Plasma pode levar homem a Marte".
Clico na notícia e chego na página:
"Falta de teclado no Iphone pode ser problema."
(...)
Este é o problema da NASA. O Iphone.
Enfim.
Petrus.
Primeiro, teve aquele muito útil caso do Terra Mapas, que me ajudou excelentemente a encontrar uma rua em SP.
Agora, eu entro no Terra e clico em uma notícia que achei interessante:
"Motor de Plasma pode levar homem a Marte".
Clico na notícia e chego na página:
"Falta de teclado no Iphone pode ser problema."
(...)
Este é o problema da NASA. O Iphone.
Enfim.
Petrus.
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quinta-feira, 7 de junho de 2007
O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross) (filme)
Leitores, o que vocês acham de um filme baseado em uma peça de teatro (tal como "Closer - Perto Demais") e que no elenco tem AL PACINO, JACK LEMON, ED HARRIS, ALAN ARKIN e KEVIN SPACEY?
Vocês tem... um filme em que quem rouba a cena é Alec Baldwin!
Esta cena, onde Alec é um orador motivacional, é provavelmente a mais famosa da carreira cinematográfica do mais velho dos Baldwins. Ironicamente é a única cena dele no filme.
Em todo caso, com aquele elenco que mencionei acima (e mais Alec Baldwin), temos um filme sem ação e só com falatório, mas que prende a audiência devido às excelentes atuações. Tão excelentes, pro sinal, que na produção do filme, nos dias em que um ator não precisava estar no Set de filmagem, o ator estava lá do mesmo jeito só para ver seus colegas atuando.
Mais: o já falecido Jack Lemon comentou antes de morrer que neste filme reuniu o melhor elenco com quem ele já trabalhou em s vida.
Petrus.
PS: A palavra "fuck" e suas derivadas são proferidas no filme 138 vezes.
PS2: Um vídeo extra, a paródia do Saturday Night Live da famosa cena. Aqui, Alec Bladwin é um motivador de ajudantes do papai Noel.
Vocês tem... um filme em que quem rouba a cena é Alec Baldwin!
Esta cena, onde Alec é um orador motivacional, é provavelmente a mais famosa da carreira cinematográfica do mais velho dos Baldwins. Ironicamente é a única cena dele no filme.
Em todo caso, com aquele elenco que mencionei acima (e mais Alec Baldwin), temos um filme sem ação e só com falatório, mas que prende a audiência devido às excelentes atuações. Tão excelentes, pro sinal, que na produção do filme, nos dias em que um ator não precisava estar no Set de filmagem, o ator estava lá do mesmo jeito só para ver seus colegas atuando.
Mais: o já falecido Jack Lemon comentou antes de morrer que neste filme reuniu o melhor elenco com quem ele já trabalhou em s vida.
Petrus.
PS: A palavra "fuck" e suas derivadas são proferidas no filme 138 vezes.
PS2: Um vídeo extra, a paródia do Saturday Night Live da famosa cena. Aqui, Alec Bladwin é um motivador de ajudantes do papai Noel.
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terça-feira, 22 de maio de 2007
Capa desta semana da "The Economist".
É, realmente a "The Economist" é a "The Economist".

Petrus.
A capa desta semana está espetacular.
Petrus.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
É por isso que a "The Economist" é a "The Economist"!
A revista Inglesa "The Economist" pode parecer, e é de certa forma, voltada para o público porco-capitalista-chovinista.
Mesmo assim, é uma senhora revista!
Em uma reportagem especial de 14 páginas sobre as cidades do mundo e as péssimas condições de vida nas favelas do Brasil, da China e em especial da Índia, encontramos este parágrafo sobre as péssimas condições ambientais que seguem o rápido crescimento Chinês.
"Shenzen, uma cidade que cresceu à custa do meio-ambiente, está se declarando um exemplo que não deve ser copiado. Mas tem cidades na Ásia que querem mostrar que estão fazendo algo pelo bem da ecologia: em Riuli, uma cidade na fronteira de Myanmar, vende-se painéis solares com tanta naturalidade quanto se vende sexo."
Enfim.
Petrus.
Mesmo assim, é uma senhora revista!
Em uma reportagem especial de 14 páginas sobre as cidades do mundo e as péssimas condições de vida nas favelas do Brasil, da China e em especial da Índia, encontramos este parágrafo sobre as péssimas condições ambientais que seguem o rápido crescimento Chinês.
"Shenzen, uma cidade que cresceu à custa do meio-ambiente, está se declarando um exemplo que não deve ser copiado. Mas tem cidades na Ásia que querem mostrar que estão fazendo algo pelo bem da ecologia: em Riuli, uma cidade na fronteira de Myanmar, vende-se painéis solares com tanta naturalidade quanto se vende sexo."
Enfim.
Petrus.
sábado, 28 de abril de 2007
Procure "Musamar express" no google e veja o que acontece.
"Musamar Express" é uma rede de supermercados de Londrina. Não sei se ela é Londrinense ou não, só sei que existem vários deles na cidade.
De qualquer forma, vá no Google e faça uma busca por Musamar Express e veja o que aparece. Ou clique aqui.
O segundo link (ao menos hoje) vem para este blog!
O que é interessante sobre isso são estas coisas:
- Eu não tenho nenhum post (fora este) sobre o Musamar!
- O primeiro link do google NÃO É o do site oficial da empresa!
O pessoal do Musamar deixou esta passar, hein?!
Petrus
De qualquer forma, vá no Google e faça uma busca por Musamar Express e veja o que aparece. Ou clique aqui.
O segundo link (ao menos hoje) vem para este blog!
O que é interessante sobre isso são estas coisas:
- Eu não tenho nenhum post (fora este) sobre o Musamar!
- O primeiro link do google NÃO É o do site oficial da empresa!
O pessoal do Musamar deixou esta passar, hein?!
Petrus
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
O debate de armas nos EUA: algumas considerações.
Depois de ver o website da CNN, cheguei a ver um pouco da própria CNN na TV. A notícia em destaque: legislação de armas nos EUA.
A questão obviamente seria discutida. Na Virgínia, aparentemente existe a segunda mais permissiva legislação em relação a armas dos EUA. Isso me leva a uma pergunta: qual o estado número 1 nisso? Seria o Texas?!
De qualquer forma, um dos argumentos a favor da maior permissividade da legislação e contra mudanças restritivas é a de que desastres como este poderiam ser evitados se alguém com uma arma parasse o atirador. A lógica é que com menor permissividade, todos os cidadãos dentro de uma zona de tiroteio estariam assim desarmados contra tal ameaça.
Bem, é claro que o argumento é fundado em uma lógica meio absurda, pelo menos para mim. A solução para o problema dos matadores com armas em colégios são mais armas no colégio?!
Mas para mim o buraco é mais embaixo. Digamos que a lógica esteja correta e se alguém tivesse uma arma lá na faculdade atacada esta pessoa podia parar o matador antes dele matar mais gente. Daí minha pergunta passa a ser: porque afinal não tinha ninguém lá dentro com uma arma para parar o matador, se as leis de armas são tão permissivas?!
Acho que o grande detalhe na discussão toda envolve a natureza meio 8 ou 80 que os estadunidenses parecem mostrar de vez em quando. Acho que ninguém lá nos EUA quer banir armas no país por completo, acho que o interesse é só limitar um pouco o controle de armas para que pelo menos alguém fique atento quando um rapaz não muito confiável por as mãos em uma.
Será que a indústria de armas perderia com uma atitude destas?! Eles teriam talvez menos vendas e não contariam com a grana de alguns adolescentes frustados extras. Mas será que a "limpeza de imagem" obtida com ações do tipo não resultaria, talvez, em mais vendas por consumidores satisafeitos?!
No setor automotivo, as empresas mais preocupadas em deixar seus carros menos poleuntes estão gozando de mais lucros que as qe lutam por mais permissividade poluidora. Seria possível algo similar com a muito diferente indústria de armas? Será que algum dos executivos da Lockheed-Martin pensou no assunto?!
Petrus.
A questão obviamente seria discutida. Na Virgínia, aparentemente existe a segunda mais permissiva legislação em relação a armas dos EUA. Isso me leva a uma pergunta: qual o estado número 1 nisso? Seria o Texas?!
De qualquer forma, um dos argumentos a favor da maior permissividade da legislação e contra mudanças restritivas é a de que desastres como este poderiam ser evitados se alguém com uma arma parasse o atirador. A lógica é que com menor permissividade, todos os cidadãos dentro de uma zona de tiroteio estariam assim desarmados contra tal ameaça.
Bem, é claro que o argumento é fundado em uma lógica meio absurda, pelo menos para mim. A solução para o problema dos matadores com armas em colégios são mais armas no colégio?!
Mas para mim o buraco é mais embaixo. Digamos que a lógica esteja correta e se alguém tivesse uma arma lá na faculdade atacada esta pessoa podia parar o matador antes dele matar mais gente. Daí minha pergunta passa a ser: porque afinal não tinha ninguém lá dentro com uma arma para parar o matador, se as leis de armas são tão permissivas?!
Acho que o grande detalhe na discussão toda envolve a natureza meio 8 ou 80 que os estadunidenses parecem mostrar de vez em quando. Acho que ninguém lá nos EUA quer banir armas no país por completo, acho que o interesse é só limitar um pouco o controle de armas para que pelo menos alguém fique atento quando um rapaz não muito confiável por as mãos em uma.
Será que a indústria de armas perderia com uma atitude destas?! Eles teriam talvez menos vendas e não contariam com a grana de alguns adolescentes frustados extras. Mas será que a "limpeza de imagem" obtida com ações do tipo não resultaria, talvez, em mais vendas por consumidores satisafeitos?!
No setor automotivo, as empresas mais preocupadas em deixar seus carros menos poleuntes estão gozando de mais lucros que as qe lutam por mais permissividade poluidora. Seria possível algo similar com a muito diferente indústria de armas? Será que algum dos executivos da Lockheed-Martin pensou no assunto?!
Petrus.
sábado, 14 de abril de 2007
Uma Verdade Inconveniente (filme)
Para quem não sabe, este é o filme de Al Gore em que ele fala sobre o aquecimento global e os vários problemas ambientais que isto está causando.
Segundo uma pesquisa recente, acho que inglesa, os brasileiros são o povo no mundo mais preocupado com o assunto. Os Indianos e Estadunidenses são os menos. Não sei quão válida é a pesquisa, mas acho que ela deve ser válida o suficiente.
Se você está lendo este Blog, provavelmente já sabe muito bem da gravidade da questão do aquecimento global. Vamos então falar de alguns aspectos que surgem junto com este filme.
- Al Gore conseguiu, com este filme, ser mais poderoso que Bush pelo menos uma vez. Digo isso porque ele conseguiu por na boca do mundo a questão do aquecimento global. Qualquer revista de negócios do mundo fala do assunto. Visite o site do governo do Brasil, e voce encontrará de cara uma seção só falando de aquecimento global. E por aí vai.
- O que achei mais interessante são os gráficos mostrando como ambientalismo está gerando riqueza. No trampo, leio muitíssimo sobre a Toyota, uma empresa que é a bola da vez, e a grana preta que ela está faturando com duas coisas que parecem ruins para a indústria de automóveis: redução de poluentes e atraso de lançamento de carros para corrigir falhas técnicas. A Toyota, que faz essas coisas, está nadando na grana. A Ford, que se faz isso faz menos, está afundando em prejuízos.
- Os congressistas dos EUA acham que se colocarem imposições de mais economia de combustível na legislação para carros, a indústria automotiva vai perder com isso. Na verdade, a indústria de automóveis dos EUA não está conseguindo exportar carros porque os carros que fabricam não passam na legislação dos outros países! Enquanto isso, a Toyota vai dominando o mercado de carros dos EUA.
É isso aí. Sejamos ecológicos. Além de fazer bem, dá dinheiro! E sem peso na consciência!
Petrus.
Segundo uma pesquisa recente, acho que inglesa, os brasileiros são o povo no mundo mais preocupado com o assunto. Os Indianos e Estadunidenses são os menos. Não sei quão válida é a pesquisa, mas acho que ela deve ser válida o suficiente.
Se você está lendo este Blog, provavelmente já sabe muito bem da gravidade da questão do aquecimento global. Vamos então falar de alguns aspectos que surgem junto com este filme.
- Al Gore conseguiu, com este filme, ser mais poderoso que Bush pelo menos uma vez. Digo isso porque ele conseguiu por na boca do mundo a questão do aquecimento global. Qualquer revista de negócios do mundo fala do assunto. Visite o site do governo do Brasil, e voce encontrará de cara uma seção só falando de aquecimento global. E por aí vai.
- O que achei mais interessante são os gráficos mostrando como ambientalismo está gerando riqueza. No trampo, leio muitíssimo sobre a Toyota, uma empresa que é a bola da vez, e a grana preta que ela está faturando com duas coisas que parecem ruins para a indústria de automóveis: redução de poluentes e atraso de lançamento de carros para corrigir falhas técnicas. A Toyota, que faz essas coisas, está nadando na grana. A Ford, que se faz isso faz menos, está afundando em prejuízos.
- Os congressistas dos EUA acham que se colocarem imposições de mais economia de combustível na legislação para carros, a indústria automotiva vai perder com isso. Na verdade, a indústria de automóveis dos EUA não está conseguindo exportar carros porque os carros que fabricam não passam na legislação dos outros países! Enquanto isso, a Toyota vai dominando o mercado de carros dos EUA.
É isso aí. Sejamos ecológicos. Além de fazer bem, dá dinheiro! E sem peso na consciência!
Petrus.
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
Supermercado Ouki
Nos primórdios do Blog falei do supermercado Dia %. Não falei muito bem dele.
Deste tal "Ouki", cujo símbolo é um panda, posso falar um pouco melhor. Ele me parece basicamente um mercado de bairro que tem as facilidades de um supermercado de grande rede. Ou seja, tem um caixa humilde, uma decoração humilde, uma seleção humilde, mas tem tudo que precisa e funcionando direitinho.
Na sua seleção, está um rol de cervejas aceitável. Nada sobrenatural, mas bom. O Pão-de-Açúcar é um pouco melhor, e o Dia % só tem cerveja barata e/ou cerveja de qualidade em quantidades mínimas.
De qualquer forma, comprei algumas cervejas Lager Heineken no Ouki hoje. O preço estava basicamente o mesmo do Pão-de-açúcar.
Quando saio de lá, eis que vejo a infame placa no guarda-volumes:
"Bebida alcóolica faz mal para a sua saúde, para a sua família, para a sociedade."
E eu saindo de lá com 3 latinhas de Heineken, faceiro.
Se é tão ruim assim para tanta gente, então porque raios vendem?
Aliás, porque vendem com sleção razoável e gelada?! A Heineken que comprei estava já gelada e antes de a obter percebi que o supermercado tinha uma boa seleção de cervejas de trigo e vinhos de conhecedor!
Capitalismo.
Petrus.
Deste tal "Ouki", cujo símbolo é um panda, posso falar um pouco melhor. Ele me parece basicamente um mercado de bairro que tem as facilidades de um supermercado de grande rede. Ou seja, tem um caixa humilde, uma decoração humilde, uma seleção humilde, mas tem tudo que precisa e funcionando direitinho.
Na sua seleção, está um rol de cervejas aceitável. Nada sobrenatural, mas bom. O Pão-de-Açúcar é um pouco melhor, e o Dia % só tem cerveja barata e/ou cerveja de qualidade em quantidades mínimas.
De qualquer forma, comprei algumas cervejas Lager Heineken no Ouki hoje. O preço estava basicamente o mesmo do Pão-de-açúcar.
Quando saio de lá, eis que vejo a infame placa no guarda-volumes:
"Bebida alcóolica faz mal para a sua saúde, para a sua família, para a sociedade."
E eu saindo de lá com 3 latinhas de Heineken, faceiro.
Se é tão ruim assim para tanta gente, então porque raios vendem?
Aliás, porque vendem com sleção razoável e gelada?! A Heineken que comprei estava já gelada e antes de a obter percebi que o supermercado tinha uma boa seleção de cervejas de trigo e vinhos de conhecedor!
Capitalismo.
Petrus.
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terça-feira, 10 de abril de 2007
O que em londrina custa $1, em SP custa $4.
Gastei hoje 4$ em um belo par de fones de ouvido. São verdes fosforecentes, possuem um fio muito curto e são uma porcaria. Mas enfim, precisava de alguma forma escutar meu Saint-Germain-des-Prés Café Vol.5 enquanto trabalhava em uma apresentação em Powerpoint.
Analisando a caixa dos fones, percebi algumas coisas bizarras sobre ele.
Ele é feito na China. Ok, isto é normal.
Mas... atrás dele existem instruções e especificações de uso em 14 LÍNGUAS! Isso inclui o Inglês, Português, Alemão, Holandês, Espanhol, Russo, Húngaro e Esloveno. ATÉ ESLOVENO! Curiosamente, Chinês é a penúltima língua, logo antes do COREANO. Nada de Japonês aqui. Porque eles colocaram a língua pátria em PENÚLTIMO, e não em último (pelo destaque)?!
Em segundo lugar, a marca do fone de ouvido é SONECA. Sim, o fone de ouvido chamado SONECA! Tudo bem se eles chamassem de "Relax" ou "Lazer", mas SONECA?! Será que a marca SONECA está presente naqueles 14 países também? Qual será sua fatia no mercado esloveno?!
Enfim, acho que terei ainda alguns dias de prazer com esta aquisição. Até o dia em que o fio curto desta porcaria me der nos nervos e eu comprar fones decentes.
Petrus.
Analisando a caixa dos fones, percebi algumas coisas bizarras sobre ele.
Ele é feito na China. Ok, isto é normal.
Mas... atrás dele existem instruções e especificações de uso em 14 LÍNGUAS! Isso inclui o Inglês, Português, Alemão, Holandês, Espanhol, Russo, Húngaro e Esloveno. ATÉ ESLOVENO! Curiosamente, Chinês é a penúltima língua, logo antes do COREANO. Nada de Japonês aqui. Porque eles colocaram a língua pátria em PENÚLTIMO, e não em último (pelo destaque)?!
Em segundo lugar, a marca do fone de ouvido é SONECA. Sim, o fone de ouvido chamado SONECA! Tudo bem se eles chamassem de "Relax" ou "Lazer", mas SONECA?! Será que a marca SONECA está presente naqueles 14 países também? Qual será sua fatia no mercado esloveno?!
Enfim, acho que terei ainda alguns dias de prazer com esta aquisição. Até o dia em que o fio curto desta porcaria me der nos nervos e eu comprar fones decentes.
Petrus.
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terça-feira, 13 de março de 2007
Ano novo, trampo novo.
Hoje foi meu segundo dia de trabalho na Reciprhocal, empresa de consultores de empresas. Fui escalado lá para escrever resenhas de artigos de periódicos de negócios, como o McKinsey Quarterly e o "The Economist".
Resenhar o Economist é ótimo. Resenhar o McKinsey é um pé no saco. Mas vamos que vamos!
Querem saber a real tragédia do trampo?! Chama-se "buraco do metrô". Graças a ele, a linha amarela ficará pronta só sabe a CPTM quando. Até lá, tenho que enfrentar o congestionamento da hora do rush para pegar o ônibus para voltar ao lar.
O trágico não é o ônibus, é ficar parado no trânsito. Se eu pegasse um transporte sobre trilhos, ao menos estaria em constante movimento, mesmo se talvez a larga volta que eu fizesse fosse mais dispendiosa. Sobre rodas, não posso dizer o mesmo.
Mas enfim, como hoje passei pela rua Marselhesa, À La Battaille!
Petrus.
Resenhar o Economist é ótimo. Resenhar o McKinsey é um pé no saco. Mas vamos que vamos!
Querem saber a real tragédia do trampo?! Chama-se "buraco do metrô". Graças a ele, a linha amarela ficará pronta só sabe a CPTM quando. Até lá, tenho que enfrentar o congestionamento da hora do rush para pegar o ônibus para voltar ao lar.
O trágico não é o ônibus, é ficar parado no trânsito. Se eu pegasse um transporte sobre trilhos, ao menos estaria em constante movimento, mesmo se talvez a larga volta que eu fizesse fosse mais dispendiosa. Sobre rodas, não posso dizer o mesmo.
Mas enfim, como hoje passei pela rua Marselhesa, À La Battaille!
Petrus.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Paradigmas Rodoviários da linha Londrina-São Paulo
Hoje voltei de viagem de Londrina. Isso explica os dias sem postagens.
A minha empresa favorita que fazia a linha Londrina-São Paulo, a Brasil-Sul, não mais faz tal linha. Por este motivo, minhas opções de viagem entre as duas cidades se reduziram a duas opções: a empresa Garcia e a Kaiowa.
Analisando meu histórico de viagens com estas empresas, cheguei a algumas conclusões sobre os paradigmas das mesmas.
A Garcia faz certamente a maior parte do transporte de passageiros entre São Paulo e Londrina. A Kaiowa e a Brasil-Sul devem fazer transportar em torno de 10% do que a Garcia transporta nesta linha. O grande motivo para isto vem do "Imperialismo da Garcia" em Londrina, visto que a empresa é de lá e seu fundador era um dos patronos figurões da cidade.
Não critico este "Imperialismo", só acho que a Garcia deve ser incrivelmente agressiva contra suas concorrentes. Aposto que foi ela que colocou, através de alguma liminar na lei, a Brasil-Sul fora desta briga.
A Garcia é muito superior a suas concorrentes nos aspectos envolvidos fora do ônibus. Ela tem uma loja convenientemente instalada no centro de Londrina para vender passagens, que facilita minha vida quando quero comprar bilhetes antecipadamente. Além disto, nas rodoviárias tanto de Londrina quanto de São Paulo, seus guichês estão sempre com vários atendentes trabalhando, e os ditos guichês são organizados e mais bonitos que o da concorrência. Em São Paulo, é a única que vende bilhetes depois das 22:00, o que é útil visto que seus ônibus saem da rodoviária às 23:00. Para completar, houve uma vez que perdi meu ônibus porque acordei tarde demais para o pegar. Troquei meu bilhete por outro, no mesmo dia, sem complicações.
No entanto, quando o assunto é a parte de dentro do ônibus...
A Kaiowa e a Brasil-Sul, nas viagens nesta linha, têm a sensatez de fazer apenas uma parada no meio do caminho. Uma única parada é mais do que suficiente nesta linha. Já a Garcia faz DUAS paradas. Duas! Isto é ridículo! Só serve para que ela SEMPRE atrase o horário de suas chegadas. Aquilo que as outras fazem em 6 horas e meia, a Garcia faz em 7. Uma vez, já chegou a fazer em 9.
Para piorar, se você viajar à tarde, terá outra má surpresa. Enquanto a Kaiowa e a Brasil-Sul passam filmes para você assistir no caminho (e ás vezes até filmes bons), a Garcia não passa nada.
Em minha viagem de ida para Londrina, feita em oito horas, passei todo o trajeto escutando teorias populares sobre o combate à violência (aparentemente, os ladrões só precisavam era conhecer Jesus através do Pastor da Igreja deles). Quando isto acabou, escutei um rapaz e uma mocinha papeando e trocando uns xavecos. A mocinha era realmente bem gostosinha, além de bem burra.
Eis o ônibus da Garcia. O da Brasil-Sul é veloz e pontualíssimo, a única empresa que chegou adiantada em seu destino comigo dentro do seu ônibus. O da Kaiowa é de um modelo (semi-leito) cuja poltrona se reclina mais que a dos outros ônibus, e além disso seu bilhete é 3 reais mais barato.
Eis os paradigmas. Eis as empresas fora e dentro do ônibus. Escolha a sua.
Petrus.
PS: O Bilhete da Kaiowa é simplismente maravilhoso. É lindo.
A minha empresa favorita que fazia a linha Londrina-São Paulo, a Brasil-Sul, não mais faz tal linha. Por este motivo, minhas opções de viagem entre as duas cidades se reduziram a duas opções: a empresa Garcia e a Kaiowa.
Analisando meu histórico de viagens com estas empresas, cheguei a algumas conclusões sobre os paradigmas das mesmas.
A Garcia faz certamente a maior parte do transporte de passageiros entre São Paulo e Londrina. A Kaiowa e a Brasil-Sul devem fazer transportar em torno de 10% do que a Garcia transporta nesta linha. O grande motivo para isto vem do "Imperialismo da Garcia" em Londrina, visto que a empresa é de lá e seu fundador era um dos patronos figurões da cidade.
Não critico este "Imperialismo", só acho que a Garcia deve ser incrivelmente agressiva contra suas concorrentes. Aposto que foi ela que colocou, através de alguma liminar na lei, a Brasil-Sul fora desta briga.
A Garcia é muito superior a suas concorrentes nos aspectos envolvidos fora do ônibus. Ela tem uma loja convenientemente instalada no centro de Londrina para vender passagens, que facilita minha vida quando quero comprar bilhetes antecipadamente. Além disto, nas rodoviárias tanto de Londrina quanto de São Paulo, seus guichês estão sempre com vários atendentes trabalhando, e os ditos guichês são organizados e mais bonitos que o da concorrência. Em São Paulo, é a única que vende bilhetes depois das 22:00, o que é útil visto que seus ônibus saem da rodoviária às 23:00. Para completar, houve uma vez que perdi meu ônibus porque acordei tarde demais para o pegar. Troquei meu bilhete por outro, no mesmo dia, sem complicações.
No entanto, quando o assunto é a parte de dentro do ônibus...
A Kaiowa e a Brasil-Sul, nas viagens nesta linha, têm a sensatez de fazer apenas uma parada no meio do caminho. Uma única parada é mais do que suficiente nesta linha. Já a Garcia faz DUAS paradas. Duas! Isto é ridículo! Só serve para que ela SEMPRE atrase o horário de suas chegadas. Aquilo que as outras fazem em 6 horas e meia, a Garcia faz em 7. Uma vez, já chegou a fazer em 9.
Para piorar, se você viajar à tarde, terá outra má surpresa. Enquanto a Kaiowa e a Brasil-Sul passam filmes para você assistir no caminho (e ás vezes até filmes bons), a Garcia não passa nada.
Em minha viagem de ida para Londrina, feita em oito horas, passei todo o trajeto escutando teorias populares sobre o combate à violência (aparentemente, os ladrões só precisavam era conhecer Jesus através do Pastor da Igreja deles). Quando isto acabou, escutei um rapaz e uma mocinha papeando e trocando uns xavecos. A mocinha era realmente bem gostosinha, além de bem burra.
Eis o ônibus da Garcia. O da Brasil-Sul é veloz e pontualíssimo, a única empresa que chegou adiantada em seu destino comigo dentro do seu ônibus. O da Kaiowa é de um modelo (semi-leito) cuja poltrona se reclina mais que a dos outros ônibus, e além disso seu bilhete é 3 reais mais barato.
Eis os paradigmas. Eis as empresas fora e dentro do ônibus. Escolha a sua.
Petrus.
PS: O Bilhete da Kaiowa é simplismente maravilhoso. É lindo.
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Detalhes sobre a Manufatura de Consoles.
Lendo uma pequena reportagem do site ROMHustler sobre o Super Nintendo, descobri que uma das qualidades que o console possuía e que a Nintendo achou muito importante desenvolver era um design para o console que tornasse muito difícil uma pessoa apoiar copos em cima do console.
Imaginei em uma reunião na Nintendo, no Japão, um alto executivo falando sobre o que precisava ser desenvolvido em seu produto:
"Queremos um design arrojado, bonito, funcional, e principalmente incapaz de servir como um bom apoio para um copo."
Então a mesma reportagem revelou a importância deste fator. O primeiro console da Nintendo era deveras amigável a servir como suporte de copos. Isso levou uma grande quantidade de crianças estabanadas a colocarem copos sobre seus aparelhos de Video-Game e depois derramarem o conteúdo líquido sobre o frágil console, estragando-o.
Interessante decisão de design.
Petrus.
Imaginei em uma reunião na Nintendo, no Japão, um alto executivo falando sobre o que precisava ser desenvolvido em seu produto:
"Queremos um design arrojado, bonito, funcional, e principalmente incapaz de servir como um bom apoio para um copo."
Então a mesma reportagem revelou a importância deste fator. O primeiro console da Nintendo era deveras amigável a servir como suporte de copos. Isso levou uma grande quantidade de crianças estabanadas a colocarem copos sobre seus aparelhos de Video-Game e depois derramarem o conteúdo líquido sobre o frágil console, estragando-o.
Interessante decisão de design.
Petrus.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Supermercado Dia %
A tempos eu queria falar com alguém sobre o supermercado Dia %, para expor minhas preocupações sobre esta empresa do grupo Carrefour. Agora que bebo uma lata de Bohemia lá comprada, sinto que chegou o momento de chorar minhas pitangas neste blog.
Perto de meu lar, o Dia % se configura como o supermercado mais próximo. Não é tanto quanto o era o Musamar Express, porém. O Dia % fica a umas 3 quadras de meu lar. Se eu caminhar mais umas 2 quadras, chego no Pão de Açúcar. Visto que ambos ficam na Avenida Padre Antônio José dos Santos, ir ao Dia % ou ao Pão de Açúcar nem sempre faz muita diferença em termos de distância.
Pensando com a razão, costumo ir mais no Dia % que no Pão de Açúcar, afinal ele é mais perto, mesmo que não pareça sempre assim, e ele é "mais barato".
Digo "mais barato entre aspas" porque "ser mais barato" é o barato deste mercado (o jogo de palavras foi intencional). Seu slogan e o seu atrativo é justamente o fato de que o Dia % é o supermercado mais barato de São Paulo.
É mais barato mesmo?! Eu diria que é, comparando o preço da cerveja Antarctica. No Dia %, custa 0,99$, no Pão de Açúcar custa 1,05$.
Como Petrus Ebrium, o meu melhor ponto de referencia em preços é a cerveja. Mas acho que o Dia % é em geral mais barato sim. Se bem que a economia se dá na casa dos centavos, quando muito chega a um ou dois reais, acredito. Pelo menos é assim nos níveis de compra que efetuo.
Mas agora, qual preço temos de pagar para pagar um preço menor?!
Vejam bem, leitores, o Pão de Açúcar perto de meu lar é um supermercado "normal". Pode ser comparado ao Fatão em Londrina, por exemplo, ou mesmo ao Musamar Express. É um lugar relativamente limpo, é organizado, coloca sua marca em todas as etiquetas de preço nas gôndolas, coloca em letras garrafais certas ofertas e certas seções, etc e tal.
Já o Dia %, o supermercado "mais barato", cada vez mais me parece que faz questão de demonstrar uma coisa:
é feito por pobres para que os pobres possam comprar e consumir.
Por mais cruel e preconceituoso que isso possa parecer, eu genuinamente acho que o Dia % se vale da "estética da pobreza" no seu supermercado. Vamos aos detalhes:
- As paredes são brancas, com faixas vermelhas onde está escrito "Dia %" em alguns pontos. Não há mais nenhum adorno nas paredes do lugar.
- A variedade de produtos é pequena, e se resume ao básico "povanesco". Com cerveja, por exemplo, você encontra apenas cervejas baratas (Rio Branco, Crystal, etc.), as da Ambev (Skol, Antarctica, Brahma), e no máximo uma Bohemia num nível superior. E tudo em lata, nada de Long Neck. No Pão de Açúcar, que pelo menos no perto de casa não é um "point" de cervejeiros exatamente, você encontra bem mais variedade, como long necks de Cintra, Brahma Extra e Germânia.
- As etiquetas de preços parecem impressas em alguma fonte genérica de Impressora Matricial. Mostram números feios e grandes, alguns impressos de forma que um conhecedor de impressoras matriciais, como eu, pode deduzir que a fita da impressora está sendo usada ao limite. Crédito seja dado ao Dia %, existem pouquíssimos conhecedores de impressora matricial no Brasil e no Mundo, e a informação do preço é eficaz. Mas, pelos deuses, é feia.
- Ainda nas etiquetas de preço, algumas são impressas em papéis de cores diferentes umas das outras. Uma etiqueta pode ser impressa em papel branco, outra em papel verde, outra em rosa, e assim vai. Isso pode chegar ao extremo: lá já encontrei o preço de uma cachacinha sendo mostrado em um papel verde, escrito à mão! E com uma caligrafia duvidosa, ainda por cima!
- Não existem "gondolas" exatamente no Dia %, cheias de produtos prontos para serem pegos para seu consumo. Existem caixas marrons abertas com seus conteúdos expostos. Isso seria bonito no Atacadão, mas o Dia % é varejista.
- Por fim, você mesmo coloca em sacolinhas suas compras. Seria algo pouco notável, se pelo menos antes de você ter de colocar suas compras nas sacolinhas você não tivesse de enfrentar uma fila de três pessoas para pagar (porque só um ou no máximo dois caixas estão abertos no lugar) e ainda por cima teve de pagar suas compras para uma caixa que sempre é feia, mal-arrumada e parece ter cara de burra.
Depois de tantos insultos, serei franco: o Dia % realmente é barato, cumpre seu trabalho, e não me lesa como consumidor em nenhum momento.
Porém eu, como consumidor que não é completamente contra o capitalismo e o consumismo e que convivo diariamente com a indústria da consultoria de empresas, acho que a postura do Dia % ou é diabolicamente voltada à estética da miséria ou então é apenas vazio de conhecimento sobre "branding", ou a arte de cativar clientes que optarão por sua marca ao invés de outras.
E, apesar de tudo isto, eu ainda continuo comprando lá alguns dias. É verdade. Mas este supermercado só se beneficia dos meus desejos consumistas antes de minha entrada lá. Posso dizer com certeza que outros supermercados ganharam mais do meu dinheiro ao me darem mais desejos depois que lá entre, e não os culpo visto que hoje mesmo assisti "A Scanner Darkly".
Petrus.
Perto de meu lar, o Dia % se configura como o supermercado mais próximo. Não é tanto quanto o era o Musamar Express, porém. O Dia % fica a umas 3 quadras de meu lar. Se eu caminhar mais umas 2 quadras, chego no Pão de Açúcar. Visto que ambos ficam na Avenida Padre Antônio José dos Santos, ir ao Dia % ou ao Pão de Açúcar nem sempre faz muita diferença em termos de distância.
Pensando com a razão, costumo ir mais no Dia % que no Pão de Açúcar, afinal ele é mais perto, mesmo que não pareça sempre assim, e ele é "mais barato".
Digo "mais barato entre aspas" porque "ser mais barato" é o barato deste mercado (o jogo de palavras foi intencional). Seu slogan e o seu atrativo é justamente o fato de que o Dia % é o supermercado mais barato de São Paulo.
É mais barato mesmo?! Eu diria que é, comparando o preço da cerveja Antarctica. No Dia %, custa 0,99$, no Pão de Açúcar custa 1,05$.
Como Petrus Ebrium, o meu melhor ponto de referencia em preços é a cerveja. Mas acho que o Dia % é em geral mais barato sim. Se bem que a economia se dá na casa dos centavos, quando muito chega a um ou dois reais, acredito. Pelo menos é assim nos níveis de compra que efetuo.
Mas agora, qual preço temos de pagar para pagar um preço menor?!
Vejam bem, leitores, o Pão de Açúcar perto de meu lar é um supermercado "normal". Pode ser comparado ao Fatão em Londrina, por exemplo, ou mesmo ao Musamar Express. É um lugar relativamente limpo, é organizado, coloca sua marca em todas as etiquetas de preço nas gôndolas, coloca em letras garrafais certas ofertas e certas seções, etc e tal.
Já o Dia %, o supermercado "mais barato", cada vez mais me parece que faz questão de demonstrar uma coisa:
é feito por pobres para que os pobres possam comprar e consumir.
Por mais cruel e preconceituoso que isso possa parecer, eu genuinamente acho que o Dia % se vale da "estética da pobreza" no seu supermercado. Vamos aos detalhes:
- As paredes são brancas, com faixas vermelhas onde está escrito "Dia %" em alguns pontos. Não há mais nenhum adorno nas paredes do lugar.
- A variedade de produtos é pequena, e se resume ao básico "povanesco". Com cerveja, por exemplo, você encontra apenas cervejas baratas (Rio Branco, Crystal, etc.), as da Ambev (Skol, Antarctica, Brahma), e no máximo uma Bohemia num nível superior. E tudo em lata, nada de Long Neck. No Pão de Açúcar, que pelo menos no perto de casa não é um "point" de cervejeiros exatamente, você encontra bem mais variedade, como long necks de Cintra, Brahma Extra e Germânia.
- As etiquetas de preços parecem impressas em alguma fonte genérica de Impressora Matricial. Mostram números feios e grandes, alguns impressos de forma que um conhecedor de impressoras matriciais, como eu, pode deduzir que a fita da impressora está sendo usada ao limite. Crédito seja dado ao Dia %, existem pouquíssimos conhecedores de impressora matricial no Brasil e no Mundo, e a informação do preço é eficaz. Mas, pelos deuses, é feia.
- Ainda nas etiquetas de preço, algumas são impressas em papéis de cores diferentes umas das outras. Uma etiqueta pode ser impressa em papel branco, outra em papel verde, outra em rosa, e assim vai. Isso pode chegar ao extremo: lá já encontrei o preço de uma cachacinha sendo mostrado em um papel verde, escrito à mão! E com uma caligrafia duvidosa, ainda por cima!
- Não existem "gondolas" exatamente no Dia %, cheias de produtos prontos para serem pegos para seu consumo. Existem caixas marrons abertas com seus conteúdos expostos. Isso seria bonito no Atacadão, mas o Dia % é varejista.
- Por fim, você mesmo coloca em sacolinhas suas compras. Seria algo pouco notável, se pelo menos antes de você ter de colocar suas compras nas sacolinhas você não tivesse de enfrentar uma fila de três pessoas para pagar (porque só um ou no máximo dois caixas estão abertos no lugar) e ainda por cima teve de pagar suas compras para uma caixa que sempre é feia, mal-arrumada e parece ter cara de burra.
Depois de tantos insultos, serei franco: o Dia % realmente é barato, cumpre seu trabalho, e não me lesa como consumidor em nenhum momento.
Porém eu, como consumidor que não é completamente contra o capitalismo e o consumismo e que convivo diariamente com a indústria da consultoria de empresas, acho que a postura do Dia % ou é diabolicamente voltada à estética da miséria ou então é apenas vazio de conhecimento sobre "branding", ou a arte de cativar clientes que optarão por sua marca ao invés de outras.
E, apesar de tudo isto, eu ainda continuo comprando lá alguns dias. É verdade. Mas este supermercado só se beneficia dos meus desejos consumistas antes de minha entrada lá. Posso dizer com certeza que outros supermercados ganharam mais do meu dinheiro ao me darem mais desejos depois que lá entre, e não os culpo visto que hoje mesmo assisti "A Scanner Darkly".
Petrus.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Trabants e Gurgéis
Escreverei um post com tons menos blogicidas desta vez.
Sempre tive um apreço especial pelo automóvel Gurgel. No Início, o apreciava porque era um carro pequeno e enxuto, que podia levar seus passageiros do ponto A ao ponto B e só. Nada de conforto, ambiente bonito, música para escutar no trânsito ou bom climinha para dar uns amassos com alguma mocinha. O Gurgel representa puro transporte. É fluxo, energia cinética em ação, o milagre do movimento executado com um custo mínimo monetário. Isto, claro, se você puder fazer ele funcionar. E tiver paciência para esperá-lo completar o percurso desejado, visto que sua velocidade deixa a desejar.
De qualquer forma, minha apreciação pelo Gurgel cresceu após minha descoberta de seus primórdios. No início, a Gurgel construía seus carros utilizando peças de diversas fornecedoras diferentes. Um Gurgel podia ter câmbio Ford, volante Wolkswagen e motor GM. Outro podia ter câmbio GM, volante Ford e motor Wolkswagen. Certamente um consumidor da Gurgel deveras sortudo deve ter saído da revendedora com o famigerado Gurgel com volante Ferrari, câmbio Porsche e motor Lada.
Por falar nisto, eis um outro milagre do transporte popular, o Lada. Mais deixemos as homenagens aos soviéticos para outro post.
Avante no tempo, chegaram-me notícias da existência do Trabant, a escolha número 1 dos Alemães Orientais e uma das razões que levaram à unificação deste país com seu par Ocidental.
Este carro, o Trabant, era basicamente enxuto e de fazer inveja a qualquer cortador de grama. Um milagre da engenharia Teutônica, ele solucionava diversos problemas do mundo do transporte genialmente. Precisava saber quanto combustível havia no tanque? Pois bem, cada Trabant vinha equipado com uma varinha para que seu usuário fizesse exatamente isto!
Hoje em dia, tanto o Gurgel quanto o Trabant basicamente desapareceram dos holofotes que lhes iluminavam, em hoje são queridos apenas por aqueles que lhes beijam quando encontram-nos estacionados nas ruas e por grupos organizados de amantes de Gurgéis e Trabants. Na realidade, não sei se existem grupos organizados de amantes do Gurgel, mas certamente existem grupos de amantes do Trabant, e até mesmo Trabantologistas.
Petrus.
PS: Segundo o corretor ortográfico do Blogger, as palavras "ação" e "exatamente" estão escritas erradas aqui. Como seria o correto? "Acção" e "exactamente"! Este corretor do Blogger é mesmo bestial!
Sempre tive um apreço especial pelo automóvel Gurgel. No Início, o apreciava porque era um carro pequeno e enxuto, que podia levar seus passageiros do ponto A ao ponto B e só. Nada de conforto, ambiente bonito, música para escutar no trânsito ou bom climinha para dar uns amassos com alguma mocinha. O Gurgel representa puro transporte. É fluxo, energia cinética em ação, o milagre do movimento executado com um custo mínimo monetário. Isto, claro, se você puder fazer ele funcionar. E tiver paciência para esperá-lo completar o percurso desejado, visto que sua velocidade deixa a desejar.
De qualquer forma, minha apreciação pelo Gurgel cresceu após minha descoberta de seus primórdios. No início, a Gurgel construía seus carros utilizando peças de diversas fornecedoras diferentes. Um Gurgel podia ter câmbio Ford, volante Wolkswagen e motor GM. Outro podia ter câmbio GM, volante Ford e motor Wolkswagen. Certamente um consumidor da Gurgel deveras sortudo deve ter saído da revendedora com o famigerado Gurgel com volante Ferrari, câmbio Porsche e motor Lada.
Por falar nisto, eis um outro milagre do transporte popular, o Lada. Mais deixemos as homenagens aos soviéticos para outro post.
Avante no tempo, chegaram-me notícias da existência do Trabant, a escolha número 1 dos Alemães Orientais e uma das razões que levaram à unificação deste país com seu par Ocidental.
Este carro, o Trabant, era basicamente enxuto e de fazer inveja a qualquer cortador de grama. Um milagre da engenharia Teutônica, ele solucionava diversos problemas do mundo do transporte genialmente. Precisava saber quanto combustível havia no tanque? Pois bem, cada Trabant vinha equipado com uma varinha para que seu usuário fizesse exatamente isto!
Hoje em dia, tanto o Gurgel quanto o Trabant basicamente desapareceram dos holofotes que lhes iluminavam, em hoje são queridos apenas por aqueles que lhes beijam quando encontram-nos estacionados nas ruas e por grupos organizados de amantes de Gurgéis e Trabants. Na realidade, não sei se existem grupos organizados de amantes do Gurgel, mas certamente existem grupos de amantes do Trabant, e até mesmo Trabantologistas.
Petrus.
PS: Segundo o corretor ortográfico do Blogger, as palavras "ação" e "exatamente" estão escritas erradas aqui. Como seria o correto? "Acção" e "exactamente"! Este corretor do Blogger é mesmo bestial!
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