terça-feira, 6 de março de 2007

"Mutantes, Monstros e Quadrinhos" (documentário)

Acabo de ver uma cena em que um super-mutante, obviamente o "chefão" do jogo/filme "Resident Evil 2", seguir as ordens da empresa que o criou matar com facilidade um esquadrão dos melhores soldados da equipe de elite, que estava a serviço da própria empresa que criou o bicho. Fico imaginando que raio de empresa destruiria os próprios soldados que pagou para treinar e que deviam lealdade a ela só porque queria testar seu super-mutante novo, mas enfim.
Chega disso, vamos falar de um filme que presta.

"Resident Evil 2" tem zumbis e mutantes. "Mutantes, Monstros e Quadrinhos" tem um velhinho divertido. E não dá para fazer um filme ruim quando se tem um velhinho divertido.

"Mutantes, Monstros e Quadrinhos" é um documentário já pouco novo, de 2002, em que Stan Lee, criador do Homem-Aranha, X-Men e quase todo o panteão da Marvel dá uma entrevista sobre a história da criação de seus quadrinhos, bem como algumas curiosidades sobre como ele lidava com a empresa e quais eram os paradigmas dele como administrador da Marvel.

É um filme muito interessante para quem se interessa por processo criativo de livros, gibis e cinema, visto que ele fala muito sobre a relação entre imagem e história. E é também muito interessante as abordagens que Stan Lee faz do tema "relacionamento com clientes". Stan Lee mostra que ser um futuro velhinho divertido foi o segredo para a sua empresa vender mais que a DC comics, sua rival. A Marvel apostava na cativação de seu público fiel para crescer, e isto acabou dando certo para eles.

Para colocar a cereja no topo do bolo, os extras do DVD incluem Stan Lee recitando um poema de 13 minutos. O poema é magnífico. Você o pode ler aqui, mas lembre que está em inglês e que também não tenho certeza se o link vai estar disponível eternamente, visto que é um link de um fórum.

Este entra na minha lista de recomendações.

Petrus.

Resident Evil 2 (Cena de Filme)

Acabei de assistir ao documentário "Mutantes, Monstros e Quadrinhos", de Stan Lee, que é ótimo. Mas assim que o terminei de assistir, começava a passar o filme "Resident Evil 2" na TV.

Para quem não sabe, "Resident Evil" foi um videogame de sucesso. Virou um filme, e depois outro filme. Nunca joguei nenhum dos videogames da série. Assisti o primeiro filme. É ridículo.

Assisti agora os primeiros dez minutos de filme. Eis o que aconteceu:

- Na cena 1, a cidade está pacata, de repente o caos tomou conta quando as pessoas todas começaram a virar zumbis esfomeados comedores de gente.
- Na cena 2, a cidade já virou um cenário pós-apocalíptico.
- Um cientista da empresa "Umbrella", responsável pelos zumbis descontrolados, é evacuado da cidade. Ele pergunta se sua filha está bem. Vemos a filha dele sendo pega na escola. O carro onde ela está sofre um acidente. Close do carro capotado, escutarmos uma respiração.
- Uma mulher gostosa, com roupas azuis que fazem ela aparecer na multidão, chega na delegacia de polícia e atira em um zumbi na cabeça, falando delicadezas como "caralho, não sabem que é assim que se faz essa merda?!". Em uma inspeção mais detalhada percebo que a atriz que faz o papel é a linda Sienna Guillory. Suponho que obviamente a roupa azul dela é igual a que a personagem que ela imita do videogame usa.
- Milla Jojovich acorda, como acontece no final do primeiro filme, e vê que a cidade está destruída e seu corpo está com uma coceirinha bizarra.

Vamos brincar de adivinhar o final do filme?!

Sienna Guillory, que é uma das mocinhas, eventualmente se encontra com Milla Jojovich, a protagonista. As duas se juntam para matar zumbis e eventualmente resgatam a menininha que estava no acidente de carro. Depois de várias cenas de ação envolvendo tiros em cabeças, a menina lembra do que o pai falou para ela e usa o que quer que causa a coceira na nossa amiga Milla para achar uma cura para os zumbis. Pelo menos para os sem balas no crânio.

Bem, se eu terminar de ver este filme, vai ser por causa da Sienna Guillory. Ela bate um bolão muito superior ao da Milla Jojovich.

Petrus.

Longa vida às bobagens blogueiras!

Hoje adicionei dois relógios na barra lateral do blog. Um marca o horário que o blog usa para as minhas postagens. A outra mostra o horário que EU uso para isto.

Não tem utilidade prática nenhuma, é só mais um belo exemplo das bobagens nas quais nos enfiamos em nossa vida tediosa onde os mínimos detalhes se tornam importantes.

Podia ser pior. Eu podia ter nascido na idade da pedra e me preocupar com o que eu ia comer no dia seguinte ao invés do horário.

Petrus.

PS: Mais bobagens serão futuramente enfiadas na barra lateral do blog.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Quando se descobre que não se está sozinho no mundo. [1]

Existem momentos em que você descobre que não está sozinho no mundo, que mais um condenado tem a mesma pira que você.

Vá ver estas fotos da Sandy pelada (pode clicar, é seguro para o trabalho), e você que é leitor assíduo (ou que chegou agora e leu pelo menos uns 5 posts) entenderá a descoberta.

Aproveite e leia os comentários, que mostram que REALMENTE não estou só neste planeta.

Petrus.

domingo, 4 de março de 2007

A FOX surpreende novamente.

Ontem falei do incrível e imperdível filme "Obrigado por fumar".

Nos extras do filme, mais uma vez notamos sinais surpreendentes da FOX.

Em primeiro lugar, os extras do DVD são vários e interessantes, e isso em um DVD de uma empresa que a pouco tempo não incluía absolutamente nenhum extra em sesu DVDs.

O mais interessante, porém, é que esta mesma empresa, que tem nome igual ao da "FOX news", inclui um extra intressante que se trata de um mini-documentário sobre como não existe mais "verdade" em nosso mundo, só o "politicamente correto".
Neste extra encontramos diversos clips de falas do Bush mostrando como ele manipula seus discursos sobre a Guerra no Iraque.

Enquanto isso, a FOX news eleva Bush ao posto de vice de Jesus.

Curioso.

Petrus.

Alguma coisa está fora quando... [2]

... quando se vê a lista de "jogos mais populares" do site "HonestGamers". Ou, nesta linha, a de "críticas mais lidas" dos dito site de jogos.

Vamos por partes:

Se você ver a lista de "jogos mais bem cotados" no site, vai encontrar em primeiro e segundo lugar, pelo menos hoje, os jogos "El Viento" e "Shinobi 3", dois clássicos jogos de ação do Mega Drive com protagonistas (o Ninja que mais famoso da SEGA e uma mocinha peruana) divertidos e cheios de truques,bem como controles precisos em ambos. Eles estão no topo da lista porque todos os resenhistas do site deram a eles notas 10 em um monte de críticas consecutivas, justificando a posição. Para a sua época (começo dos anos 1990) eles eram realmente ótimos. Hoje, acho que não satisfariam o jogador comum.

Mas se você ver a lista dos "mais populares", baseados nas resenhas mais LIDAS... bem, vamos ver a lista como a encontro hoje (ela supostamente muda muito):

Primeiro lugar - RapeLay.
Segundo lugar - Battle Raper 2 - o Jogo. Agora é um bom momento para você ser esclarecido que "rape" quer dizer "estupro".
Quinto lugar - um jogo chamado Kimi ga Nozomu Eien, cuja tradução literal é "a eternidade que você deseja. Tradução sugerida pelo resenhista: "O Comedor de Putas".
Nono lugar - "Venha me ver esta noite 2". Imagine o porquê.

Lendo as resenhas destes jogos, descobri que todos fazem parte do gênero de "jogos hentai". Nunca joguei um, mas pelo que li se tratam de "jogos" onde você segue uma história e faz algumas escolhas nelas que o levam a "fazer coisas", consensualmente ou não, com mocinhas desenhadas em arte japonesa.
Aparentemente, tudo o que você faz nestes jogos é ler textos e ver imagens das ditas mocinhas fazendo várias coisas em graus variáveis de vestuário e angulos pernais.

Bem, dito isso, imagino que o melhor motivo para se ler tais resenhas é o fato de que elas tendem a ser muito, muito engraçadas. Nada como por exemplo a resenha de um jogo como "Water Closet", um jogo Hentai sobre banheiros e como limpadores de latrina são sexys. Sim, este o tema do jogo.

Ah, a Internet. Sempre cheia de boas leituras!

Vale notar que as notas mais comuns dadas a estes jogos, em geral, são notas "1" ou no máximo "3". Algumas notas são justificadas com a mensagem "Lembre-se garotada: estupro é ilegal".

Petrus.

PS: diz a resenha de "Battle Raper 2" que ironicamente neste jogo ninguém é estuprado.

PS2: mas nos outros, alguém é!

Jazz [2]

Hoje passei pelo Shopping Dungeons & Dragons (D&D). Fui lá almoçar porque eles têm música ao vivo. Um dia lá, em que eu não estava, uma banda cover dos Blues Brothers tocou. Hoje, que lá estive, tocou uma banda quase amadora que se valia de um belo baixo e de um Acordeão para tocar "Esperando na Janela", uma versão da música de "O Fantasma da Ópera" sem a voz de Sarah Brightman, e versões bem fracas de múicas de Piazzolla e Mozart. Não foi um bom dia musicalmente em meu almoço.

No entanto passei pela Saraiva de lá, que é bem pequena por sinal, e encontrei à venda por $16.90 o cd de Jamie Cullum "TwentySomething". Conheci este rapaz via uma reportagem na Playboy sobre Jazz. Já conhecia algumas músicas do CD, mas comprei-o devido ao bom preço. De passagem lá, encontrei também um CD de BB King, de 1989, por $20. Comprei-o também. Descobri em casa que este CD tem músicas em um estilo bem diferente do usual de BB King, o que é uma boa variada.

Faz muito tempo que não compro CDs, mas esta compra foi bastante fortuita, pelo visto. Não foi cara, e a música é excelente. Não foi um bom dia para Piazzolla e Mozart, mas o Jazz está satisfeito.

Petrus.

Futebol Paulista, Hino Nacional e 3 "Brasis".

Começa agora, na Globo, a transmissão da partida entre Corinthians e Palmeiras.
Como manda a lei do campeonato paulista, antes de todas as partidas do campeonato, é necessário executar o Hino Nacional Brasileiro. Meu pai acha isso uma idiotice, e algo que só "barateia" o hino.

Pessoalmente concordo com isso. Acho que, se for para tocar um hino no campeonato paulista, que seja o Hino do Estado de São Paulo, oras!
Na minha opinião existem 3 "Brasis".
O primeiro, envolvendo São Paulo, a maior parte de Minas Gerais e o sul do País, talvez mesmo o Rio de Janeiro, se trata de um país de primeiro mundo, praticamente, ao naipe dos EUA. O segundo envolve o Nordeste, e é um país praticamente Africano, cheio de problemas e com um governo mais corrupto (e mais impune) que o do sul do país. A sorte é que no Nordeste não há guerra civil/étnica.
O terceiro seria o Brasil "Amazônico". Esse se assemelha a um país asiático como o Vietnã, eu diria. Não tenho muito a comentar sobre este, acho que está melhor das pernas que o "Brasil Africano".

Esta divisão em "3 Brasis" é política, não cultural. Brasileiro é Brasileiro em qualquer lugar, e isso é um dos maiores méritos do nosso país, algo que a Europa e os EUA deveriam aprender a emular. No entanto, cada região tem problemas específicos, e tratar todos da mesma forma é um erro de nosso sistema de governo. Não acho que nosso governo seja 100% corrupto e ruim, ele só precisa ser melhor organizado, mais denunciado e menos assistencialista.

Acho que um bom início para um movimento nesta direção seria tocar o Hino Paulista ao invés do Nacional nos jogos de futebol. Quem sabe daí começa a tocar o Hino do Rio de Janeiro no campeonato Carioca, e começamos aos poucos a pensar o Brasil diferentemente?

Petrus.

PS: Que medida minúscula para salvar o país, não?! Bem, dizem que o importante são os detalhes.

Alguma coisa está fora quando... (1)

Alguma coisa está fora quando...

... você assiste a uma apresentação do tradicional monólogo do Saturday Night Live onde aparecem, vestidas iguais, Scarlett Johansson e Amy Poehler e, das duas, olha mais tempo para... Amy Poehler.

E acredito que a Amy concordaria comigo.

Petrus.

PS: Uma foi eleita em algum lugar como "mulher com peitos mais lindos do mundo", a outra foi alvo de uma piada por ter quase nenhum peito. Adivinhe qual é qual.

PS: Sim, este detalhe era visível com clareza na cena que descrevi. Não, não foi nisso que prestei atenção. Prestei atenção mesmo no fato de que ambas, que para mim eram loiras branquelas, quando colocadas lado a lado, se mostravam brancas uma mais branca que a outra. Não sou tão gamado em brancura quanto outros meus conhecidos, mas enfim, a diferença foi curiosa.

sábado, 3 de março de 2007

Obrigado por fumar (filme)

Mais um filme entra no rol dos filmes que todos os terráqueos deveriam assistir. É "Obrigado por fumar".

O filme trata de um nobre Lobby-ista. Um bravo representante da indústria do tabaco, um exemplo brilhante para todos os guerreiros que lutam por empresas cujos próprios consumidores abandonaram-nas à crítica, como a indústria do cigarro, do álcool, dos fabricantes de minas terrestres e dos escalpeladores de foquinhas bebês.

Obviamente que esta comédia de humor negro poderia tomar um rumo mais próximo a "O Senhor das Armas" e apostar que vamos rir das artimanhas dos negócios sujos da indústria em destaque (naquele, o tráfico de armas; aqui, o cigarro) e da falta de ética de seus operários. No entanto, este filme faz algo mais parecido com "Hooligans" e coloca de lado a dicotomia.
Nosso protagonista, Nick naylor (Aaron Eckhart no que deve ser o papel que lhe abrirá portas a outros filmes como protagonista) , pode trabalhar em uma empresa por motivos escusáveis apenas com o que ele chama de "Defesa de Nuremberg":

"Eu só queria pagar as contas".
Mas é difícil para nos, espectadores do filme, o odiar por completo, ou sequer um pouquinho. Sim, ele pode ter em seu currículo várias mortes de pessoas que fumaram por causa dele, mas por outro lado o ser humano Nick tem também seus méritos:

- Ele é um profissional excelente. Ponto.
Na primeira cena do filme, em que ele está em show no estilo de "Oprah" onde vai ser malhado por um garoto com câncer e pelo intelectual que levou a criancinha ao programa, Nick consegue com umas três ou quatro frases colocar o garoto do seu lado e o intelectual como um vilão matador de criancinhas. Sim, ele é tão bom assim. Fosse ele um personagem em um jogo de computador, ele seria o sacerdote de "Age of Empires", e o melhor deles.

- Não podemos odiar esse rapaz em um filme em que vemos as reais pessoas interessadas na queda da indústria do tabaco, as pessoas que ganham dinheiro com o choque das pessoas.
Do outro lado do campo de batalha, encontramos neste filme o exército do senador que quer ganhar votos dos anti-tabagistas por qualquer meio necessário, incluindo sequestro e coação de meninos com câncer.
Chegando pelos flancos, vemos cavalgando à batalha o exército da mídia, liderado por uma mocinha que topa uma prostituiçãozinha de boa se rolar algo publicável.

- Por fim, Nick é um excelente pai. Se todos os pais fossem como Nick, o mundo seria melhor e mais calmo.
Nick não quer seu filho morrendo de câncer de pulmão. Para que isso não ocorra, seu filho não está sendo educado a ser um "bom menino" que escuta "faça o que eu digo, não o que eu faço". Longe disso. Ele está sendo educado a escolher. Se ele quiser fumar, que fume, mas que não seja um hipócrita que "não sabe que faz mal". Convenhamos, isso não cola. Em outras palavras, seu pai lhe ensina algo que chamo de "bom senso".

Nietzche teria um dia feliz se por um acaso assistisse esse filme. Ele nos mostra que, no final das contas, não existe "bem e mal".
Existem palavras.

A professora do filho de Nick pede a seu aluninho que escreva uma redação entitulada "porque os EUA possuem o melhor governo do mundo". Nick fala para seu filho pouco mais que o seguinte:

"Isso é uma besteira. Afinal de contas, estão em jogo dois critérios aqui: 1- Será que os EUA realmente possuem o melhor governo do mundo?! 2- O que exatamente classifica um governo como "o melhor"?! Natalidade? Segurança? Votos?!"
"A única conclusão que se pode chegar neste caso é que não há como saber realmente se nosso governo é ou não o melhor."


Muito mais tarde, no filme, o garoto entrega sua redação. E tal redação é tão simples e tão profunda que pode alterar sua forma de ver o mundo.

Se você possui a capacidade de respirar e falar em público, faria bem em assistir esse filme.

Petrus.

Minha Super Ex-Namorada (filme)

Filme com Uma Thurman em que ela é uma Super-Heroína, igual ao super-homem só que (bem) mais bonita.
Quando seu namorado (Luke Wilson) larga-a, por ela ser neurótica e louca, ela começa a infernizar sua vida. Coisas básicas como jogar um tubaraõ vivo para o almoçar em seu apê.

Com essa premissa, vendo Uma Thurman como heroína e fazendo bobagens muito loucas, pensa-se que este poderia ser um filme realmente muito engraçado.
E é bem engraçado mesmo.

Ri bastante com este filme.
E não fui muito além disto.

Basicamente é isso.
E Uma Thurman é maravilhosa.

Petrus.

PS: Apreciei as cenas de sexo em que ao fundo toca "Oye, como va". Não, não rolam peitinhos.

PS2: O diretor deste filme é um dos 3 caça-fantasmas: Ivan Reitman (o caça-fantasma Egon).
Logo após ver este filme, eis que coloco "Obrigado por fumar" para rodar, dirigido pelo filho do próprio. Que coincidência!

Heights (Por Conta do Destino) (filme)

Este filme (Heights), com este título em português (Por Conta do Destino) que não lhe faz jus (o nome original quer dizer "alturas", e o nome em portguês é bobo demais), é certamente uma excelente surpresa que tive este ano.

O filme, com Glenn Close e Elizabeth Banks (uma mulher que merecia mais destaque do que vem recebendo), tem direção de um tal "Chris Terrio" e é baseado em uma peça teatral de uma certa "Amy Fox". Nunca ouvi falar destas pessoas, porém desde já sou fã deles.

O filme consegue ter uma típica trama daquelas que dá várias voltas e é cheia de revelações que mudam tudo. Ou seja, é um roteiro que cairia muito bem num filme de ação ou em uma série como "24 horas". Mas não é um filme de ação. É um filme sobre a vida moderna e o cotidiano. Bem, mais sobre a vida moderna (e as misturas entre profissionalismo e romance dos dias de hoje) do que sobre o cotidiano, mas de qualquer forma um filme sobre situações plausíveis com gente suficientemente humana.

Os personagens são bem explorados, cativantes e conseguem levar bem o filme. O roteiro, como mencionei, é siplesmente excelente, um dos melhores que já vi, e capaz da façanha de fazer um filme com reviravoltas que não envolvam conspirações, terrorismo ou governos ditatoriais, e sim gente comum. Vendo os extras do filme, percebe-se que o diretor estava disposto a penar para conseguir as coisas do seu jeito (como por exemplo filmar uma cena em um metrô usando um metrô de verdade como set), e que ele também teve de lidar com locações em Nova Iorque difíceis de obter e de filmar em uma época em que a maioria dos filmes sobre os EUA são filmados no Canadá, onde filmar é mais barato.

A sina este filme, e o que provavelmente faz com ele receba um "mísero" 7.1 no IMDB (não é tão mísero, mas "Querido Frankie" recebeu 7.8; estes dois filmes podiam trocar de notas) e que provavelment vai repelir 70% dos seus telespectadores é o fato de que o filme tem vários personagens gays. Não é do naipe de "Brokeback Mountain", e os personagens heterossexuais são mais importantes, mas é o suficiente para todo um rol de espectadores torcerem o nariz. Azar o deles.

Entra na minha lista de recomendações este excelente filme.

Petrus.

PS: O cantor Rufus Wainwright, que tem algumas músicas boas, faz um papel no filme de um dos gays que mencionei anteriormente. Por este filme percebi que ele, que é gay assumido, é pelo visto mais assumido do que eu imaginava. Acho que sua música é melhor que sua atuação (e sua visagem).

sexta-feira, 2 de março de 2007

Hooligans (filme)

Enquanto escrevo, passa no Telecine o filme "Hooligans", com Elijah Wood (Frodo). Este filme eu já assisti, faz parte da boa safra de filmes que vi nos ônibus da Brasil-Sul.

O filme trata de um estadunidense (Frodo) que vai visitar a irmã na Inglaterra e lá se envolve com o irmão do marido da moça, um Hooligan. E aí basicamente ele se junta aos ditos cujos.

É um filme muito interessante por humanizar os hooligans. Ele mostra os rapazes como gente decente, parte integrada da sociedade, que trabalha e ajuda velhinhas a atravessar a rua. E então se juntam em exércitos particulares e saem dando porrada, usando as mãos nuas e placas de trânsito como escudo.

O filme mostra que uma boa briga de hooligans tem regras de honra. Nada, por exemplo, de bater em gente caída. Também não rola matar ninguém, só fazer um sanguinho jorrar.

Elijah Wood mostra que tem bom gosto para escolher os filmes que participa. Um nome que vai ficando comum no circuito de filmes pequenos sobre lições de vida. Este filme é recomendado.

Petrus.

PS: Esqueci de dizer. O filme mostra a passagem do rapaz por entre os hooligans como uma espécie de "escola da vida" para ele, onde ele aprende coisas sobre como é se tornar um adulto, e coisa e tal. Meio no mesmo naipe do filme "Era tudo o que eu queria", que eu comentei aqui no blog também.

PS2: Não vá pensando também que o filme glorifica os hooligans. Não, muito pelo contrário. Ele acaba mostrando a falta de sentido na parada, como a adrenalina que os ditos hooligans buscam acabam vindo de uma espécie de mal-estar da sociedade em geral, algo além do "bem" e do "mal". Ou seja, é um filme controverso e nada dicotômico. Por isso vale ser assistido.

Paradigmas Rodoviários da linha Londrina-São Paulo

Hoje voltei de viagem de Londrina. Isso explica os dias sem postagens.

A minha empresa favorita que fazia a linha Londrina-São Paulo, a Brasil-Sul, não mais faz tal linha. Por este motivo, minhas opções de viagem entre as duas cidades se reduziram a duas opções: a empresa Garcia e a Kaiowa.

Analisando meu histórico de viagens com estas empresas, cheguei a algumas conclusões sobre os paradigmas das mesmas.

A Garcia faz certamente a maior parte do transporte de passageiros entre São Paulo e Londrina. A Kaiowa e a Brasil-Sul devem fazer transportar em torno de 10% do que a Garcia transporta nesta linha. O grande motivo para isto vem do "Imperialismo da Garcia" em Londrina, visto que a empresa é de lá e seu fundador era um dos patronos figurões da cidade.
Não critico este "Imperialismo", só acho que a Garcia deve ser incrivelmente agressiva contra suas concorrentes. Aposto que foi ela que colocou, através de alguma liminar na lei, a Brasil-Sul fora desta briga.

A Garcia é muito superior a suas concorrentes nos aspectos envolvidos fora do ônibus. Ela tem uma loja convenientemente instalada no centro de Londrina para vender passagens, que facilita minha vida quando quero comprar bilhetes antecipadamente. Além disto, nas rodoviárias tanto de Londrina quanto de São Paulo, seus guichês estão sempre com vários atendentes trabalhando, e os ditos guichês são organizados e mais bonitos que o da concorrência. Em São Paulo, é a única que vende bilhetes depois das 22:00, o que é útil visto que seus ônibus saem da rodoviária às 23:00. Para completar, houve uma vez que perdi meu ônibus porque acordei tarde demais para o pegar. Troquei meu bilhete por outro, no mesmo dia, sem complicações.

No entanto, quando o assunto é a parte de dentro do ônibus...

A Kaiowa e a Brasil-Sul, nas viagens nesta linha, têm a sensatez de fazer apenas uma parada no meio do caminho. Uma única parada é mais do que suficiente nesta linha. Já a Garcia faz DUAS paradas. Duas! Isto é ridículo! Só serve para que ela SEMPRE atrase o horário de suas chegadas. Aquilo que as outras fazem em 6 horas e meia, a Garcia faz em 7. Uma vez, já chegou a fazer em 9.

Para piorar, se você viajar à tarde, terá outra má surpresa. Enquanto a Kaiowa e a Brasil-Sul passam filmes para você assistir no caminho (e ás vezes até filmes bons), a Garcia não passa nada.
Em minha viagem de ida para Londrina, feita em oito horas, passei todo o trajeto escutando teorias populares sobre o combate à violência (aparentemente, os ladrões só precisavam era conhecer Jesus através do Pastor da Igreja deles). Quando isto acabou, escutei um rapaz e uma mocinha papeando e trocando uns xavecos. A mocinha era realmente bem gostosinha, além de bem burra.

Eis o ônibus da Garcia. O da Brasil-Sul é veloz e pontualíssimo, a única empresa que chegou adiantada em seu destino comigo dentro do seu ônibus. O da Kaiowa é de um modelo (semi-leito) cuja poltrona se reclina mais que a dos outros ônibus, e além disso seu bilhete é 3 reais mais barato.

Eis os paradigmas. Eis as empresas fora e dentro do ônibus. Escolha a sua.

Petrus.

PS: O Bilhete da Kaiowa é simplismente maravilhoso. É lindo.

Querido Frankie (filme)

Acabo de assistir ao filme "Caro Frankie". O motivo que me levou a ver este filme foi apenas que ele é com a Emily Mortimer, que é graciosa.

É um filme legal, recebeu uma nota bem alta (7.7) do IMDB, e Emily Mortimer está bem nele.

É isso!

Petrus.