sábado, 7 de abril de 2007

Impulsividade (Thumbsucker) (filme)

Filme sobre um rapaz que chupa o dedo (thumb) aos 17 anos. O pai e a família acham que ele devia parar com isso porque é coisa que rapazes de 17 anos não fazem. Como ele quer ser um cara normal e amado pela família e pelas garotas, ele tenta deixar de chupar o dedo.



Primeiro ele faz isso com hipnose do dentista dele (Keanu Reeves, melhor personagem do filme), depois com drogas passadas a ele por sua escola (que acha que ele tem DDA) e depois com maconha.



Se fizessem um curta metragem só com as cenas do keanu reeves, ficaria muito legal. Mas o filme como está ficou meio fraquinho. Me pareceu como um filme do Todd Solondz (Histórias Proibidas) só que piegas.



Petrus.





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Uma frase engraçada.

Os cães nunca ficam com os narizes sangrando. Mesmo quando cheiram doses excessivas de cocaína.



Se querem saber, tirei esta parvoice daqui.



Petrus.





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Uma tira que não resisti em publicar.

A resolução desta tira abaixo ficou ruim? Tente ver por este link.

Petrus.






Meu medo secreto... e quando o derrotei!

Bem, meus caros leitores, é hora de eu fazer uma confissão: por muito tempo eu tive medo. Medo do tipo que me roubou o sono mais de uma noite em que eu ficava preocupado e não dormia, daí quando dormia tinha pesadelos.

Isso aconteceu primeiro com minha monografia de especialização, que eu procrastinei como nunca antes tinha procrastinado e paguei por isso com noites sem dormir por medo de minha própria procrastinação e também com dor física ao tratar do assunto.

Isso depois ocorreu de novo, com outra coisa, mas sem a dor física.



Eu não tinha revelado este medo antes porque ele é esdrúxulo e rídiculo. Temer não se tornar um especialista e perder um ano (aprox.) de estudo é um medo justificável. Este não era.



Meu medo terrível era...



...de que a série "30 rock", da Tina Fey, fosse cancelada e não ganhasse segunda temporada!



Mas, como o título do post menciona meu medo sendo derrotado, obviamente que você já sabe que "30 rock" vai ter pelo meno mais uma temporada. E a carreira de Tina Fey, minha musa do momento, continuará em alta!



Sobre 30 rock, meu melhor motivo para assistir fidedignamente esta série é obviamente só porque tem a Tina Fey. Mas além deste tem outros bons motivos. A série é genuinamente sagaz. Sua estrutura faz com ela pareça a primeira vista 100% cheia de clichés bobos e vistos um milhão de vezes. É aí que está seu trunfo, porque exatamente no momento em que você esperava o cliché máximo que ia fechar o episódio, os personagens fogem do cliché e ganham personalidade, deixando o telespectador boquiaberto com a sagacidade da série.

Veja um episódio. Na primeira metade dele você vai achar que todos os personagens são burros e/ou arrogantes, com profundidade de um pires. Na segunda metade eles magicamente viram humanos, personagens bem-elaborados. É mágica.





Soube da informação pelo "Blog da Fer" (veja na barra do lado direito o link). Este dito blog tem uma autora que basicamente tem as mesma opiniões que eu só que alguns degraus acima na escada do ufanismo em relação a suas séries e filmes.

Procure lá no blog o post dela (não muito antigo, nem muito novo) sobre o começo da terceira temporada de "House". Eu também adoro "House", mas ela me ultrapassa fácil em sua adoração.



Petrus.



PS: E semana passada, resenhei um artigo interessante sobre como gerenciar "pessoas brilhantes". O arquétipo de "pessoa brilhante" era o dr. House cuspido e escarrado.





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Trilha sonora do filme "Os Infiltrados"

Hoje finalmente fiz algo que a muito queria fazer: baixei e cataloguei (pus em ordem) a trilha sonora do excelente filme "os infiltrados".



Veja-a em linhas gerias neste link.



Então, as músicas da trilha são em geral interssantes e boas. Destaco 4 aqui. (veja o link que eu dei para saber do que estarei falando)



- Música 1 - Rolling Stones - Let It Loose. O filme é permeado por esta música inteiro. O ritmo e o clima dela são exatamente o do filme.



- Música 2 - Comfortably Numb. Não sei se mencionei no meu comentário do filme, mas a cena em que toca Comfortably Numb é ÓTIMA. E só é tão boa assim pela música que complementa a cena de forma que só o Scorcese consegue mesmo. Cenas como a que menciono são as que fazem um diretor gênio. Se for correr atrás desta versão da musica (com Van Morrison e Roger Walters ao vivo), sugir que antes disso assista o filme e veja a cena. A música acho que fica mais soborosa depois disso.



- Música 7 - I'm Shipping Up To Boston - Dropkick Murphys - Música Punk Com toques irlandeses. Muito divertida. Existem duas versões. Uma do álbum dos Dropkick Murphys (Warrior Spirit, eu acho) e outra deste album da trilha sonora. Vale escutar as duas, com usos diferentes da gaita. Se for sugerir ordem, primeiro a original depois a deste album do filme.



Música 11 - The Departed Tango - A razão que me fez escrever este post. Música MUITO LEGAL! Me lembra um tango que mistura Gotan Project com a Máfia. Está no repeat aqui. Vá atrás desta, apesar de ser meio dificl de encontrar comparada com as outras.



É isso!



Petrus.





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quinta-feira, 5 de abril de 2007

Axis (Kaena: La prophétie) (filme)

Gravei este filme porque ele se chamava "AXIS". Nome interessante!



Mas eis que descobri que o nome original, em francês, era Kaena: La prophétie (Kaena, a profeta). Axis era o nome do filme na versão em inglês e no Brasil. Deram esse nome porque era o nome do mundo fantasioso do filme.



Mundo fantasioso. Hmmm... coisa de RPG, não?!



Sim. Neste caso, de Final Fantasy, mais especificamente.



Este filme é a tentativa francesa de copiar o filme "Final Fantasy". É todo feito em computação gráfica, e sua aposta está nos visuais bizarros que pipocam no filme.

Infelizmente para os franceses, visuais em 3d não fazem personagens profundos.



A história é sua típica história de Final Fantasy: mundo de fantasia, algo terrível ameaça o mundo, e uma criança (sempre tem de ser um fedelho) é quem salva o mundo. O lado bom é que o clichê não é aqui luta do bem contra o mal, não há um lado dos "maus" exatamente. O lado ruim é que existe o clichê da civilização antiga da qual só há um sobrevivente.



Bem, o filme é curto e previsível. Jogos de "Final Fantasy" são longos e previsíveis, em contraste, mas ao menos é mais divertido quando você salva o mundo pessoalmente.



O filme "Final Fantasy" é meio fraco e só quem gosta de RPG gosta dele. No fundo, o que realmente me deixa embasbacado naquele filme é como eles fizeram personagens humanos tão realistas. Até os poros dos cidadãos eram bem-feitos!



Petrus.





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Terapia do Amor (filme)

Sim. Eu assisti esse filme só porque era com Uma Thurman.

Mas tem a Meryl Streep nele também!



A carreira de Uma vai e vem. Tem seus "Kill Bills", monumentais. Tem "O Pagamento", momentos mais fracos. "Terapia do Amor" é definitivamente dos magnanimos. Mas provavelmente vai ficar mais desabercebido, visto que é uma comédia romântica e essas sofrem de preconceitos milenares.



Uma pena (trocadilho não intencional), porque é só preconceito que pode fazer um filme como "Terapia do Amor" receber nota menor que 7 no IMDB. Os casaisinhos que foram ver o filme provavelmente queriam só encontrar alguma mensagem do tipo "o amor vence tudo", não um filmaço.



"Terapia do Amor" faz rir, e rir bem, como uma boa comédia romântica deve fazer. Mas depois de você rir, você se delicia com personagens extremamente bem desenvolvidos em uma trama que beira muito bem o possível e o absrudo, o suficiente para te empolgar.

Como trunfo maior, é um filme muito adulto, com uma abordagem excelente e madura de uma situação bastante plausível, e que trata tudo de maneira respeitosa e que assume que o telespectador tem aquilo que chamam por aí de "cérebro".



Não veja com sua namorada. Porque este filme é para ser visto como bom cinema, não como desculpa para outras coisas. Espero que a mensagem esteja clara.



Petrus.



PS: Não. Sem peitinhos aqui.





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Porque não coloco música aqui no blog.

Respondendo a perguntas mais ou menos recentes...

Desde que eu comecei o blog, pensei em fazer como fazem outros blogueiros, colocar uma seção "o que estou ouvindo hoje" no blog ou coisa do tipo. Mas decidi veementemente não fazer isso por alguns motivos.

1- Isso envolveria comprometimento com o blog diário. E não quero isso. Meu modelo de blog é mais como o do "The Real Savoy" (link na barra ao lado), é um blog que atualizo quando dá na telha, sem compromisso. Verdade que o atualizo mais que imaginava que o atualizaria, mas enfim, o namoro está bom e não quero casar ainda.

2- Meu gosto musical é meio cíclico. Quase sempre escuto Jazz ou músicas igualmente obscuras. Quando estou com uma música na cabeça, ponho-a no repeat dia após dia. Hoje em dia, a música que está no meu repeat é "Swoundosophy" do [re:jazz]. Amanhã talvez seja outra, ou não. Mas quando for outra, provavelmente será alguma que já está comigo a tempos. E um dia a música de hoje voltará a seu lugar de destaque. Em resumo, uma seção "o que estou ouvindo" seria meio repetitiva.

3- Não ando escutando muita música hoje em dia. Não comprei fones de ouvido para usar no trampo ainda, e ando dormindo cedo. Além disso, no computador ando baixando mais filmes do que música.

4- Eu acho que faço posts suficientes sobre música. Aquele sobre Tina Fey e o invento que ganhou o prêmio ignóbel é um deles!

Enfim.

Petrus.

PS: para quem pediu música aqui... porque não ressucita o seu blog (flog)?! Você deve estar coçando para fazer isso!

Pô, Lena, assim também não...

Depois de visitar o IMDB para ver a nota do filme "300" por ali (8.0, acho que merecia mais algo em torno de 7.6), descubro que Lena Headey (anteriormente famosa por "Os Atores" e posteriormente por VÁRIAS POSIÇÕES) está participando, entre outros projetos...

... como protagonista da série SARAH CONNOR CHRONICLES!

Quando vi o título, fiquei meio incrédulo. Esperava que fosse outra Sarah Connor, e não a mãe de John Connor dos filmes da série "Exterminador do futuro".

Enganei-me. Era a própria dita cuja!

Pô, Lena! Fazer várias posições tudo bem, a Nicole Kidman já fez o mesmo (naquele filme onde o marido dela reencarna numa criança) e tal, mas ressucitar o exterminador do futuro já é demais!

Petrus.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

300 (filme)

Muito bem, garotada, chegou o momento que todos esperavam! Vou fazer meu comentário sobre "330"!



Primeiro, vamos falar das bobagens que não interessam, como roteiro, direção e fotografia do filme.



A fotografia do filme é fantástica. Realmente coisa de Oscar. A indumentária dos espartanos ficou bacana, a dos persas também. Os Imortais em grupo ficaram bem legais, e deviam ter aparecido mais no filme. Rodrigo Santoro pode ficar orgulhoso, pois afinal a representação feita de Xerxes ficou muito legal. A pompa toda que se esperaria da comitiva do deus-imperador ficou, em geral, pomposa e luxuosa sem ser brega.



Dizem que imagens valem por mil palavras. Se isso é verdade, não sei, mas valem mais que as palavras do filme.

As melhores linhas de diálogo ficaram com... Rodrigo Santoro! Sim, para quem reclama que ele não fala nada em seus filmes estadunidenses, aqui está a sua vingança.

Infelizmente, porém, isso acontece não porque Rodrigo é bom, e sim porque os diálogos são HORRÍVEIS. O que os diálogos falam exatamente não é o problema, isso é adequado. O problema é COMO os persongens falam suas linhas. Façamos a comparação:



Santoro: Não preciso matar vocês. Basta que você se ajoelhe perante mim.

O que Leônidas (rei de esparta) responderia, se fosse eu fazendo o diálogo aqui: Não vamos nos render. Preferimos jantar no inferno.

O que Leônidas responde no filme EFETIVAMENTE: Mas isto é Esparta! A cidade máxima da grécia! Nossos filhos irão se colocar a plantar as sementes de futuras grandes conquistas neste solo sagrado encharcado com o sangue de meus 299 colegas, a quem eu jurei fidelidade até o fim, e blablablablabla...

...blablabla não vamos nos render!

Santoro (como ele fala no filme): É uma pena. Recusaram a oferta de um Deus generoso.



Esqueceram que shakespeare fazia tragédias, não filmes de luta.

Quem mais sofreu na repartição das falas foi a maravilhosa Lena Headey. 100% de suas falas são feitas para shakespeare, não "300".



E agora vamos falar do que interessa, da porrada.



Então, o filme basicamente faz bem neste sentido. Imaginei que o filme se pareceria como um videogame. E parece, realmente. Eis aqui mais um momento em que ouso sugerir falas alternativas:



Fala no filme: Espartanos! Agora começa a nossa luta pela nossa liberdade! Hoje, todo espartano é um rei!

Fala que eu acho mais apropriada: Press Start!



E que tal este dito videogame? Até que é um videogame razoavel. Pense por exemplo em clássicos como Final Fight, Streets of Rage, Golden Axe, etc. São jogos em que basicamente você dá porrada em um bando de inimigos que vem surgindo enquanto você e um amigo (porque este jogos são mais legais em dupla) vão avançando no nível, em que aparecem cada vez mais inimigos mais fortes para você bater.



O detalhe é que em qualquer jogo que se preze, além dos inimigos genéricos, você tem os chefões. E, francamente, o melhor de um video-game são os chefes! E um bom chefe sempre tem alguns atributos básicos: são grandes, são muito fortes, tem alguma arma ou habilidade muito louca, precisam ser socados e fustigados muitas e muitas vezes mais do que o seu personagem aguenta, sempre vão roubar uma ou duas vidas suas enquanto você não descobrir como funciona o ataque especial dele, e acima de tudo eles te dão um enorme senso de satisfação quando você finalmente os mata.



"300" tem muitos inimigos genéricos. Mas chefes, que é bom, tem poucos. Tem, por exemplo, o super-imortal, um cara grande, feio e incontrolável, que mata persas e espartanos sem pestanejar. A batalha entre leônidas e este chefão é até legal, passa no teste. Mas este é só o primeiro chefe. Os chefes que vêm depois deveriam ser mais legais ainda! Não é o caso. A batalha contra o rinoceronte gigante podia ser muito, muito louca. Mas é desapontadoramente rápida. Os elefantes gigantes roubados de "Senhor dos anéis", então, tem vida na tela menos tempo ainda. Morrem tão rápido e de forma tão ridícula que de certa forma aquela cena besta em que o elfo mata o Olifante sozinho parece quase elogiosa.

Enfim, faltaram os chefes legais. Seria interessante se Rodrigo Santoro matasse algum espartano à la Darth Vader. Daria um chefão final legal.



Então, chegamos aqui. Enfim, digo que este filme é recomendado, ou não?!

Eu estava meio em cima do muro e pendendo para o "não", porém...



Vamos aos extras!



Como disse anteriormente, fui ver este filme com a mamãe. Afinal é quase uma comédia romântica. Ela adorou.

O que ela mas falou do filme?

"Nossa, como estes espartanos são bonitos  musculosos, não?!"

Realmente, os coitados dos atores do filme tiveram de malhar como espartanos, os seus músculos devidamente desenvolvidos são reais. Merecem os parabéns.



Respondi para ela:

"Olha, cá entre nós, prefiro as mulheres!"

"Em especial a esposa do Leônidas!"



Que fique clara uma coisa, este filme bem que faz uma séria crítica ao puritanismo. Não só o filme pipoca aqui e ali uma crítica ao "misticismo" (os sacerdotes todos do filme são considerados vilões), mas há ainda uma espécie de cena de pedofilia entre um sacerdote e uma belíssima ruiva de 16 anos. E sim, rolam peitinhos.

Peitinhos é pouco, mais para o fim do filme temos a cena do harém do nosso amigo Rodrigo Santoro. Aí rolam peitinhos e peitões.



E para finalizar, o momento definidor do filme: SEXO PRATICAMENTE EXPLÍCITO COM A LENA HEADEY. Melhor que o cine privé! Tem peitinhos! Tem gemidos! Tem VÀRIAS POSIÇÕES (tem mesmo)! TEM A LENA HEADEY!



Ei... porque você parou de ler e foi comprar este ingresso?! Querer comprar ingresso do filme tudo bem, mas... com uma mão só?!



Petrus.



PS: Falando sério, cena de sexo, tudo bem, normal. Peitinhos, beleza. Gemidos, bem, se forem necessários até passa. Mas VÁRIAS POSIÇÕES?! Aí já é pornô mesmo!





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Aprendendo história com "300".

(veja em outro post meus comentários principai sobre o filme)

Vendo "300", aprendi um pouco mais sobre metalurgia espartana.

Um bom escudo espartano é feito de titânio! Quiçá até de adamantium, como o Wolverine dos X-Men.
Só assim que os escudos deles podiam resistir a uma chuva de flechas que cobria todo o céu e NENHUM ESPARTANO MORRER COM ISSO.

Mas tudo bem. Flechas que tapam o Sol dão chefões bobos mesmo.

Petrus.

PS: VÁRIAS POSIÇÕES!
(escapou)

Quando Jerry Seinfeld vai pra São Paulo.

O título do post é uma paródia da música "Quando Frank Zappa vai pra Martinica".

Hoje, no caminho para o trabalho, vejo da janela do ônibus um vetusto senhor fazer uma conversão à direita e seguir em frente dentro da via expressa a bordo de sua bike.
Obviamente que sua bike era uma daquelas máquinas práticas e velozes, com um banco e quatro rodinhas, que pessoas que não podem andar direito, especialmente vetustos senhores, se utilizam para se locomover.
Obviamente também que me lembrei da clássica cena de Seinfeld que envolve George Constanza em uma perseguição de alta velocidade nas ruas de Nova Iorque, onde ele e seu veículo são perseguidos por uma turba de veículos similares pilotados habilmente. Lá foi cunhada também a famosa frase:

Get the bikes!

Petrus.

PS: e por falar em "Nova Iorque", descobri ontem que a potência da antiguidade Cartago, na língua nativa da cidade (um tipo de hebreu antigo) queria dizer exatamente "Nova Cidade". Que nome original!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

As Aventuras de Alceu e Dentinho (filme)

Existe a possibilidade de que um dia você encontre este filme na sessão da tarde. Afinal é um desenho animado infantil. E você provavelmente iria passar direto por ele, achando que é um filme infantil.

Este filme ganha o troféu de "filme infantil que menos sucesso deve fazer com a criançada". Isso porque o humor do filme é MUITO inteligente. É humor político do começo ao fim. A criançada provavelmente ficaria chateada de ver seus pais rindo de piadas que (se forem crianças inocentes) não entendem.

O desenho animado em que o filme se baseia é um desenho dos anos 60 também muito inteligente, que também eu não sei como foi ser exibido como desenho infantil. Afinal os temas tratados no desenho envolvem o mercado de ações da bolsa e relações diplomáticas internacionais.

Mas enfim, o desenho virou este filme, e conta com a participação de Robert de Niro, Renée Russo, Jason Alexander (o George de Seinfeld), e pequenas mas memoráveis aparições de Billy Cristal, John Goodman, Whoopi Goldberg e Janeane Garofalo. Todos os personagens tem nomes que são piadas com o próprio filme. Aliás o principal temas de piadas do filme é a própria tosquice do filme.

Além deste tema, eis aqui uns dos outros temas dos quais o filme tira suas gargalhadas:

- Metalinguagem. (O filme é completamente cheio de piadas que referenciam ao próprio filme e à estrutura cinematográfica).
- Corrupção no governo, corrupção no sistema judiciário, e manipulação da mídia pelo governo e pelo capitalismo.
- Crítica do capitalismo: como iniciativas ecológicas apenas são apoiadas quando rola uma grana, e como o capitalismo aliena as pessoas e destrói a cultura.
- Uma piada onde se faz uma metáfora sobre uma mulher batendo uma para o namorado no escuro do cinema.

Que outros filmes infantis abordam tais assuntos?!

Fique bem de olho na programação da sessão da tarde.

Petrus.

PS: Eu Não sei porque, mas este filme recebeu apenas a nota 4.1 no geral do IMDB. Não sei porque tanta gente deu notas baixas para o filme. Já para o desenho animado dos anos 60, a nota é 9.4.

Lendo os comentários acho que entendi porque o filme recebeu nota baixa: as crianças que viram o filme dizem que não entenderam as piadas! No comentário do desenho, existe mais de um de pessoas que eram crianças nos anos 60, dizem que não entendiam o desenho quando o viam, e só começaram a o apreciar quando ficaram adultos e entenderam as piadas.

Anne Hathaway não faz dieta.

Notícia pertinente (se eu disser que vai mudar o mundo seria plágio):



"Anne Hathaway quer fazer dieta". (Askmen.com, 18/3/2007)



Se for para perder um papel porque o diretor acha que fiquei gorda, paciência. Prefiro isto a ter de fazer dieta.



Obrigado, Anne.

Você não seria o monumento que é se fosse magricela.



Petrus.



PS: E que Jennifer Connelly lhe ouça! (se bem que já é tarde para ela)





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domingo, 1 de abril de 2007

300 - o que espero deste filme.

Já confirmei com minha mamãe que vamos ver juntos aquela comédia romântica "300", que saiu no cinema a pouco tempo. A idéia foi dela.



Assisti com ela também "Sin City". Foi uma ótima companhia. Nada como rir junto com sua mãe vendo o Elijah Wood sendo esquartejado e depois almoçado vivo por cãezinhos famintos.

No entanto, se há algo de realidade no filme, ela é a pior das companhias. Vendo "Ray" junto com ela, parecia que ela ia ter um troço quando Ray Charles enfiava uma agulha no braço.

A diferença seria que, enquanto o primeiro filme é uma total fantasia, o segundo seria "realidade".



"300" se encaixa na categoria total fantasia. Apesar da batalha histórica entre espartanos e peras er acontecido e os persas terem uma vantagem absurda sobre os gregos, que mesmo assim deram um belo show, a "história como aconteceu" não tem nada a ver com "300".

Primeiro, o único historiador que "documentou" a batalha era um bardo (Heródoto) que ganhava a vida contando histórias e as tornando mais fabulosas. Sendo grego e querendo agradar gregos, ele trata os espartanos como semideuses e os persas como não-gente. Para os gregos, qualquer não-grego era menos que humano.

Segundo, porque arqueólogos e estudiosos de fontes do lado persa acreditam que a batalha real não envolveu 300 gregos, mas sim 7.000. Os "300" seriam apenas os senhores dos 7.000 escravos, e estes sim ralaram contra os invasores. O exército persa era pelo menos 5 vezes maior, mas ainda assim falar de "300" ao invés de "7000" envolve um pouco de fantasia.



Vamos ao que espero do filme. Toda a crítica que vi sobre o filme esculachou-o. Menos a crítica que eu respeito: a revista SET. Para eles o filme é bom. Talvez não um clássico atemporal, mas deve ser visto por qualquer cinéfilo que se preze.



O elenco é um ponto forte. Rodrigo Santoro merece nosso apoio depois de "Abril Despedaçado". Gerald Butler é um ator muito divertido, o vi em "Querido Frankie" e mesmo no papel de "pai postiço perfeito" ele é divertido e fodão. Lena Headley é uma mulher maravilhosa e dá um baile sempre que aparece como "personagem feminina com responsabilidades de primeira grandeza".



Mas o que espero mesmo é que este filme seja uma revolução no cinema. Um filme que não enrola nas besteiras que o "politicamente correto" exige. Que seja um filme que dê ao telespectador exatamente aquilo que ele queria ver.

Filmes de ação são filmes de ação porque tem cenas de ação. Quem os assiste quer ver cenas muito loucas de ação, não miasmas de almas chuvosas. São filmes que preenchem uma função social específica, que ajudam a preencher algum vazio existencial nas pessoas. Minha mãe está cuidando de uma paciente sofrendo de Alzheimer que requer atenção 24 horas e sem agradecimentos no final do dia. Que motivo tenho eu para lhe negar que veja o Rodrigo Santoro seminu e Gerald Butler jantando no Inferno?!



Ninguém gostaria de admitir, mas todos temos vontade de enfiar uma espada ou bala na cabeça de quem não gostamos. Acho que são pessoas negadas a formas sadias de liberarem as emoções reprimidas que acabam aderindo a formas não-sadias. Os religiosos adorariam que apenas reprimíssemos nossos desejos secretos e pronto, mas como somos humanos as coisas não funcionam bem assim.



Espero que "300" seja portanto um filme que responda a algum desejo humano que faz parte do buraco de nossas almas, e que os xingamentos da crítica ao filme sejam apenas reflexo de como gostaríamos de que pudéssemos apenas não ter estes ditos desejos.



Muitos filmes tentaram, mas falharam neste preenchimento.



O primeiro é "Tróia". A set diz que "300" é o filme que "Tróia" queria ser quando crescesse. Também pudera. Quem foi ver Tróia esperava ver umas cenas de batalha bacanas. Ao invés disso, o que mais as pessoas se lembram é dos números absurdos de barcos gregos no horizonte de Tróia, e de como os cineastas transformaram 10 anos em 12 dias. "Tróia" paga caríssimo por querer ser "realista", sem magia ou deuses. Seu "realismo" faz um fime de merda.

Os telespectadores queriam ver no filme batalhas bacanas, e não batalhas que precisam sempre encontrar justificativas dúbias para acontecerem.



Um filme com batalhas boas é "Alexandre" de Oliver Stone. Nada tão surreal quanto a cena em que as falanges gregas encontram com elefantes indianos na selva. A batalha entre Alexandre e Dário também é notável, com uma trilha sonora que pontua a pulsação do exército inteiro em luta. Só que as batalhas magníficas de Alexandre pecam por terem sido marqueteadas como algo para um público hostil a elas. "Alexandre" é quase um filme de arte, e não um filme de luta para homens e mulheres tolhidas por seus pais e suas igrejas com dúvidas sobre suas sexualidades. A maioria dos telespectadores ficou chocada com Alexandre ser gay (pior que era mesmo, e como) e ficou cega para a magia do cinema que lhes foi presenteada.



Por fim eu lembro de mais um filme com uma cena de batalha memorável: Nárnia. Nasceu com o estigma de ser um caça-níqueis querendo fazer grana em cima do "Senhor dos Anéis". É um filme infantil e bobo, mas sua cena de batalha para mim deixa "Senhor dos Anéis" no chinelo.

Batalhas de mundos de fantasia não são para mim elfos "overpower" matando Olifantes sozinhos. Prefiro ver Centauros e Minotauros correndo em carga uns contra os outros, enquanto uma feroz batalha aérea entre corujas e morcegos ocorre nos céus.



E agora que venha "300". Que seja um filme honesto, que aponte seu dedo para o telespectador e diga "você quer sangue e porrada, seu maldito bárbaro sem cultura?! Então aqui está!"



Honestidade sempre faz bem.



Petrus.



PS: A Folha de São Paulo acusa o filme de ser propaganda anti-Irã. Imaginei que alguém diria iso mais cedo ou mais tarde.

Acho a acusação uma idiotice. O filme é só um filme. Os antagonistas do filme são Persas da antiguidade, não Shiitas Iranianos. Rodrigo Santoro não usa um turbante e nem pretende lançar "flechas nucleares" na grécia. Nenhum soldado estadunidense (nem suas mães) quer lutar na sombra das flechas inimigas nem jantar no inferno.

Se as coisas fossem sempre metáforas tão preto-e-brancas, uma pessoa chamada "Obama" não teria chance de se tornar o próximo presidente dos EUA.





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