- O filme foi filmado em 23 dias, com câmeras digitais. A animação tomou muito mais tempo, mais de um ano.
- O filme estava empacado desde 2001 porque ninguém queria pôr dinheiro em um filme não comercial e que ia ter Keanu Reeves e sendo trocado por animação. A Warner só topou fazer o filme quando viram que Keanu, Winona, Robert Downey Jr. e Woody Harrelson aceitaram trabalhar por salário mínimo, e desperdiçar a oportunidade de se utilizar todos eles por este preço seria idiotice.
- Phillip K. Dick, que escreveu o livro em que se baseia o filme (foi o segundo dele) também escreveu "Blade Runner" e "O Vingador do Futuro", entre vários outros.
- Robert Downey Jr. colava post-its nas paredes do set de filmagem com suas falas. Na animação do filme, estes papeizinhos seriam simplismente enterrados embaixo da animação.
- Linklater adorna seu escritório em Austin, Texas, com pôsteres de clássicas da nouvelle Vague e versões européias dos cartazes de seus filmes. É também grande amigo de Robert Rodriguez (Sin City).
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
A Scanner Darkly (O Homem Duplo)
Hoje fui finalmente assistir a "O Homem Duplo", filme cujo título original é "A Scanner Darkly" (Uma Escaneada Sombria, seria uma tradução apropriada).
Quem me conhece sabe como eu estava entusiasmado para ver o filme. O Diretor é Richard Linklater, o mesmo de "Antes do Amanhecer", "Antes do Pôr-do-Sol" e "Waking Life". Tão interessado estava eu no filme que fiz questão de ler o livro, de Phillip K. Dick, em que se inspira o filme antes de o assistir.
Quando li o livro, não o achei tão grande coisa. Apesar de todas as questões que levantava, ele se fechava no final como um livro sobre os problemas do vício em drogas nos anos 60. Parecia ser uma redução muito grande no escopo dos assuntos tratados no livro.
Bem, meus caros, posso dizer pela minha experiência que o filme é melhor que o livro!
Se no livro o final "estragava" o começo, no filme Linklater consegue pegar basicamente o mesmo final e torná-lo uma experiência única, quase física. Não vou esquecer cedo como me senti, mental e fisicamente, assim que o filme acabou.
O diretor conseguiu fazer esta história bolada nos anos 60 adquirir contornos ligados à cena política dos dias de hoje, de paranóia, poluição e terrorismo. Aposto que muita gente que assistir o filme achará que é puramente uma "crítica ao sistema". Mas acho que Linklater nos dá um tapa na cara, doendo mais forte ainda para nossos conhecidos "inimigos do sistema". Na tela temos três ditos "inimigos do sistema", nos mostrando em seu comportamento, em suas manias de perseguição e conspiração, e em seus respectivos fins, que no final das contas somos todos nós , amigos e inimigos do "sistema", parte de tudo isso. E mais: entramos neste sistema conscientemente, voluntariamente.
Acho um sacrilégio que a Folha de SP tenha dado duas míseras estrelas ao filme. Ele merecia todas as quatro que a nota máxima do jornal oferece. Talvez seus editores não gostaram de ser chamados de "parte voluntária do sistema". Ou talvez tenham achado que era contra sua honra darem uma boa nota para um filme com Keanu Reeves e Winona Rider.
Mas estes dois são meros extras neste filme. Quem manda no pedaço aqui é Robert Downey Jr., no que para mim é o papel de sua carreira. Sim, ele está tão bom assim no filme. Mesmo sem ele, nosso turco favorito ainda perde para Woody Harrelson, genial como personagem cômico da trama e auxiliar da brilhante performance de Downey Jr.
Para completar, o estilo de desenho do filme ficou ótimo também, excedendo minhas expectativas. Linklater já disse em várias entrevistas como os desenhos do filme foram complicados para serem feitos, especialmente os do "traje misturador". Pois bem, o dito traje se mostrou exatamente o maior trunfo do desenho animado no filme. Magnífico.
Não perca este filme, leitor. Não perca. Se não puder vê-lo no cinema, vá atrás do DVD na primeira oportunidade, e então aproveite para levar junto "Waking Life".
Petrus.
Quem me conhece sabe como eu estava entusiasmado para ver o filme. O Diretor é Richard Linklater, o mesmo de "Antes do Amanhecer", "Antes do Pôr-do-Sol" e "Waking Life". Tão interessado estava eu no filme que fiz questão de ler o livro, de Phillip K. Dick, em que se inspira o filme antes de o assistir.
Quando li o livro, não o achei tão grande coisa. Apesar de todas as questões que levantava, ele se fechava no final como um livro sobre os problemas do vício em drogas nos anos 60. Parecia ser uma redução muito grande no escopo dos assuntos tratados no livro.
Bem, meus caros, posso dizer pela minha experiência que o filme é melhor que o livro!
Se no livro o final "estragava" o começo, no filme Linklater consegue pegar basicamente o mesmo final e torná-lo uma experiência única, quase física. Não vou esquecer cedo como me senti, mental e fisicamente, assim que o filme acabou.
O diretor conseguiu fazer esta história bolada nos anos 60 adquirir contornos ligados à cena política dos dias de hoje, de paranóia, poluição e terrorismo. Aposto que muita gente que assistir o filme achará que é puramente uma "crítica ao sistema". Mas acho que Linklater nos dá um tapa na cara, doendo mais forte ainda para nossos conhecidos "inimigos do sistema". Na tela temos três ditos "inimigos do sistema", nos mostrando em seu comportamento, em suas manias de perseguição e conspiração, e em seus respectivos fins, que no final das contas somos todos nós , amigos e inimigos do "sistema", parte de tudo isso. E mais: entramos neste sistema conscientemente, voluntariamente.
Acho um sacrilégio que a Folha de SP tenha dado duas míseras estrelas ao filme. Ele merecia todas as quatro que a nota máxima do jornal oferece. Talvez seus editores não gostaram de ser chamados de "parte voluntária do sistema". Ou talvez tenham achado que era contra sua honra darem uma boa nota para um filme com Keanu Reeves e Winona Rider.
Mas estes dois são meros extras neste filme. Quem manda no pedaço aqui é Robert Downey Jr., no que para mim é o papel de sua carreira. Sim, ele está tão bom assim no filme. Mesmo sem ele, nosso turco favorito ainda perde para Woody Harrelson, genial como personagem cômico da trama e auxiliar da brilhante performance de Downey Jr.
Para completar, o estilo de desenho do filme ficou ótimo também, excedendo minhas expectativas. Linklater já disse em várias entrevistas como os desenhos do filme foram complicados para serem feitos, especialmente os do "traje misturador". Pois bem, o dito traje se mostrou exatamente o maior trunfo do desenho animado no filme. Magnífico.
Não perca este filme, leitor. Não perca. Se não puder vê-lo no cinema, vá atrás do DVD na primeira oportunidade, e então aproveite para levar junto "Waking Life".
Petrus.
MAIS: Adendo ao Último Post (A Scanner Darkly)
Depois de ler sobre "A Scanner Darkly" em meu post anterior, tenho um adendo a fazer.
Sabem que outro papel o melhor ator deste filme encarnará em breve na telona?
O Homem de Ferro!
E sua secretária será Gwyneth Paltrow. Vamos ver o que esta dupla acaba fazendo.
Petrus.
Sabem que outro papel o melhor ator deste filme encarnará em breve na telona?
O Homem de Ferro!
E sua secretária será Gwyneth Paltrow. Vamos ver o que esta dupla acaba fazendo.
Petrus.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Adição de Links
Bem, leitores, vendo a veloz expansão que este singelo blog teve em seus dois dias de existência, vejo a hora de o incrementar. Em outras palavras, é uma ótima desculpa para que eu fique brincando com as opções de layout do blogger.
Incluí uma pequena seção de links para outros blogs. Começo com 3 blogs.
Primeiro, com o blog de Bernardo Wahl G. de A. Jorge, afinal o próprio linkou-me em se blog, e eu seria um rufião se não obedecesse a lei da reciprocidade.
Segundo, com o blog entitulado "The Real Savoy". Este é um blog em Inglês de um PUA (Pick-Up Artist) canadense. Além de ser uma leitura agradável e de seu autor mostrar sapiência, credito a este blog e seu estilo um tanto "happy go-lucky" minha aspiração a criar um blog também.
Terceiro, para completar a trilogia, coloquei um link para a Quinta do Micalba, o Myles na gCopaleen brasileiro.
Com isto a postos, regozijai.
Petrus.
Incluí uma pequena seção de links para outros blogs. Começo com 3 blogs.
Primeiro, com o blog de Bernardo Wahl G. de A. Jorge, afinal o próprio linkou-me em se blog, e eu seria um rufião se não obedecesse a lei da reciprocidade.
Segundo, com o blog entitulado "The Real Savoy". Este é um blog em Inglês de um PUA (Pick-Up Artist) canadense. Além de ser uma leitura agradável e de seu autor mostrar sapiência, credito a este blog e seu estilo um tanto "happy go-lucky" minha aspiração a criar um blog também.
Terceiro, para completar a trilogia, coloquei um link para a Quinta do Micalba, o Myles na gCopaleen brasileiro.
Com isto a postos, regozijai.
Petrus.
F-14 Tomcat e a Filosofia.
O F-14 Tomcat é um avião de combate da Marinha estadunidense, que é basicamente a instituição mais poderosa militarmente do universo conhecido, ao menos se contando suas armas, números e tecnologias disponíveis.
Para a maior parte das pessoas, este avião é lembrado como aquele que era pilotado por Tom Cruise em "Top Gun".
Certamente, até os dias de hoje, é uma máquina de guerra notável. Pode carregar diversas armas variadas, possui uma altíssima velocidade de vôo, e por por poder operar de um porta-aviões se torna capaz de se mobilizar para atuar em qualquer parte do mundo em poucos dias, senão poucas horas.
Esta incrível máquina de guerra esta sendo aposentada pela Marinha estadunidense. Porquê?!
Porque perdeu sua razão de existir.
Qual era então esta razão? Simples: o Míssil AIM-54 "Phoenix".
Esta arma só podia ser lançada a partir de um avião F-14. Tal míssil pode eliminar um alvo supersônico a centenas de quilômetros de distância. Basicamente, os pilotos do F-14 podem usar seu míssil Phoenix para abater um avião hostil antes talvez do mesmo ter alguma chance de atacar seu opositor. Ou pode derrubar algum bombardeiro inimigo antes que ele possa descarregar sua carga.
O míssil Phoenix custa, cada um, US$1.000.000. Isto, meus amigos, é caro.
Por muito tempo este foi o único míssil que fazia o que fazia. Mas hoje seu lugar foi tomado por uma versão avançada do Míssil AMRAAM. Digamos apenas que este míssil tem uma qualidade que o Phoenix tem (derruba aviões supersônicos inimigos a enormes distâncias) e de quebra tem outras duas:
- Cabe em mais de um modelo de avião.
- É mais barato que US$1.000.000.
Assim, aposenta-se o míssil Phoenix.
E se aposentando o Phoenix, se aposenta o F-14.
...
E o que há de filosofia nisto?
Um F-14 custa mais que Us$1.000.000, bem mais! E é mais formidável do que a maior parte dos outros aviões de combate no mundo. Duvido que o Brasil tenha sequer um avião operacional que seja superior ao F-14 como máquina de guerra.
Porém, quando o assunto é guerra no ar... o que importa são os mísseis!
Quantas vezes você se imaginou como piloto de avião?
E quantas como projetista de mísseis?
Deixo no ar minhas indagações.
Petrus.
Sunitas e Xiitas.
Adoro mapas. Realmente adoro-os. Penso um dia em transformar diversos mapas em pôsteres e pendurá-los em meu quarto e em minha casa, como adornos. Esqueça quadros, prefiro mapas!
Bem, em minha busca por mapas e por conhecimento, vislumbrei um artigo na wikipédia (em Inglês) falando sobre religiões "dominantes" pelo mundo. No tal artigo, encontrei um mapa que coloria o mundo e seus países de acordo com a religião dominante de cada um deles. A escolha de cores do mapa é louvável, visto que pinta países católicos com a cor púrpura, símbolo da nobreza no Império Romano e em sua sucessora, a Igreja Católica; bem como pinta de verde, cor-símbolo do Islã, os países muçulmanos.
Este mapa me fez pensar em muitas coisas.
Entre elas estavam: "Que tipo de budismo é este que é praticado no Vietnã e aparentemente quase em nenhum outro lugar?", "Será a queridíssima República Tcheca, que nos deu Kafka, Kárel Tchapék e Sylvia Saint, o único país majoritariamente ateu/agnóstico do mundo?" e "O cara que fez este mapa não deve ter jogado Civilization 4 se marcou a China como um país dominado pela 'religião chinesa', senão ele teria escolhido marcá-la com Confucionismo ou Taoísmo como dominantes, certo?".
Mas o que mais me interessou neste mapa foi ver uma pequena "mancha Xiita" no oriente médio. O termo "mancha" é meu é não foi cunhado em sentido pejorativo, apenas em sentido cartográfico.
Vendo o mapa, perceba que a grande maioria de países muçulmanos é majoritariamente sunita, com exceção do Iraque, do Irã e do Azerbaijão. Ora, pois justamente dois destes países tem uma grande proporção dos ferrenhos inimigos do "grande satã" estadunidense, e cada um deles tormenta a política deste dito satã à sua maneira. Não vejo necessidade de explicar aos meus 5 leitores o que quero dizer com isso.
Mas tem mais! Veja só os países sunitas. Entre eles figuram a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito. E em termos gerais estes países são muito mais amigáveis ao tio Sam que os previamente mencionados.
Seria assim a "satanização" do ocidente intrinsicamente ligada ao Xiitismo e não ao Islamismo em geral, como muitos fanáticos cristãos apontariam?
Para apimentar esta conversa, menciono algo que escutei com os próprios ouvidos e não foi emitido por uma caixa de som de computador.
Um dia, Em Londrina, assisti uma palestra de um árabe Sunita falando sobre sua religião apaixonadamente. Perguntado sobre qual a diferença entre sunitas e Xiitas, ele respondeu basicamente que "os sunitas são os muçulmanos de verdade, e os Xiitas são uns muçulmanos que não são exatamente muçulmanos".
Veja aqui o preconceito em relação ao Xiita aflorando. Em séculos idos, guerras sangrentas eclodiram na Europa porque uns falavam que o cristianismo de outros era falso. Como será que se sentem os Xiitas que escutam de quem deveriam ser seus pares em religião que sua fé é "falsa"?
Bem, em minha busca por mapas e por conhecimento, vislumbrei um artigo na wikipédia (em Inglês) falando sobre religiões "dominantes" pelo mundo. No tal artigo, encontrei um mapa que coloria o mundo e seus países de acordo com a religião dominante de cada um deles. A escolha de cores do mapa é louvável, visto que pinta países católicos com a cor púrpura, símbolo da nobreza no Império Romano e em sua sucessora, a Igreja Católica; bem como pinta de verde, cor-símbolo do Islã, os países muçulmanos.
Este mapa me fez pensar em muitas coisas.
Entre elas estavam: "Que tipo de budismo é este que é praticado no Vietnã e aparentemente quase em nenhum outro lugar?", "Será a queridíssima República Tcheca, que nos deu Kafka, Kárel Tchapék e Sylvia Saint, o único país majoritariamente ateu/agnóstico do mundo?" e "O cara que fez este mapa não deve ter jogado Civilization 4 se marcou a China como um país dominado pela 'religião chinesa', senão ele teria escolhido marcá-la com Confucionismo ou Taoísmo como dominantes, certo?".
Mas o que mais me interessou neste mapa foi ver uma pequena "mancha Xiita" no oriente médio. O termo "mancha" é meu é não foi cunhado em sentido pejorativo, apenas em sentido cartográfico.
Vendo o mapa, perceba que a grande maioria de países muçulmanos é majoritariamente sunita, com exceção do Iraque, do Irã e do Azerbaijão. Ora, pois justamente dois destes países tem uma grande proporção dos ferrenhos inimigos do "grande satã" estadunidense, e cada um deles tormenta a política deste dito satã à sua maneira. Não vejo necessidade de explicar aos meus 5 leitores o que quero dizer com isso.
Mas tem mais! Veja só os países sunitas. Entre eles figuram a Arábia Saudita, a Turquia e o Egito. E em termos gerais estes países são muito mais amigáveis ao tio Sam que os previamente mencionados.
Seria assim a "satanização" do ocidente intrinsicamente ligada ao Xiitismo e não ao Islamismo em geral, como muitos fanáticos cristãos apontariam?
Para apimentar esta conversa, menciono algo que escutei com os próprios ouvidos e não foi emitido por uma caixa de som de computador.
Um dia, Em Londrina, assisti uma palestra de um árabe Sunita falando sobre sua religião apaixonadamente. Perguntado sobre qual a diferença entre sunitas e Xiitas, ele respondeu basicamente que "os sunitas são os muçulmanos de verdade, e os Xiitas são uns muçulmanos que não são exatamente muçulmanos".
Veja aqui o preconceito em relação ao Xiita aflorando. Em séculos idos, guerras sangrentas eclodiram na Europa porque uns falavam que o cristianismo de outros era falso. Como será que se sentem os Xiitas que escutam de quem deveriam ser seus pares em religião que sua fé é "falsa"?
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
O que aprendi hoje.
Hoje aprendi que trema (aqueles dois pontos ocasionalmente colocados em cima da letra u, troando-a um "ü") em inglês é "umlaut".
Fascinante!
Petrus.
PS: Uma pesquisa mais aprofundada na wikipedia revela que em inglês é correto chamar o nosso trema de "trema" mesmo. Porém os falantes de inglês são mais familiarizados a chamá-lo de "umlaut" mesmo.
Fascinante!
Petrus.
PS: Uma pesquisa mais aprofundada na wikipedia revela que em inglês é correto chamar o nosso trema de "trema" mesmo. Porém os falantes de inglês são mais familiarizados a chamá-lo de "umlaut" mesmo.
Esportes da ESPN.
Em casa, em uma noite qualquer, como por exemplo hoje, sintonizei a TV em um canal positivamente bizarro, a ESPN.
A ESPN realmente é a campeã em exibir esportes que ninguém considera esporte. Exceto os estadunidenses, claro. Esta TV símbolo do homem de verdade para um estadunidense típico sempre está mostrando uma excitante partida de boliche, sinuca ou pôquer de uma maneira séria demais. Ou seja, você vê aquelas pessoas sérias tentando ganhar naqueles jogos que servem como pretexto para você reunir os amigos e falar bobagem.
Me lembro de um dia em que, numa madrugada em que cerveja adornava minha mão, sintonizei neste canal e vi uma partida de uma final de sinuca feminina em Las Vegas. Basicamente o duelo era entre uma chinesa elegante e uma estadunidense com a feminilidade de uma moradora da área rural do Bible Belt. Durante toda a partida, só vi a Chinesa jogar, praticamente. Ela começava a partida, encaçapava pelo menos uma bola por jogada, e então jogava mais uma vez, encaçapando outra bola. Como ela sempre encaçapava pelo menos uma bola, seguia jogando sempre. A tal "final" envolvia uma série de jogos, e a Chinesa ganhou todas e por isso sempre começava jogando, continuando a jogar até o fim das bolas e começo de outra partida. Em uma única jogada ela não encaçapou nenhuma bola, mas fez isso propositalmente. Deixou a bola em um lugar onde a jogada de sua adversária não poderia também encaçapar nada. Depois que ela jogou, e não encaçapou, a Chinesa voltou a jogar e por fim ganhou mais um jogo.
Ao invés de pensar "Puxa, como ela joga bem! Será que um dia vou jogar assim?", eu pensei... "que troço chato!".
Basicamente, eu olhava para aquilo e sabia que, de alguma forma, a tal da chinesa ia encaçapar todas as bolas e ganhar o jogo sem deixar a outra jogadora jogar.
Minhas partidas de sinuca na faculdade, que para bem da verdade não foram tantas assim, eram mais divertidas.
Petrus.
PS: Este corretor ortográfico de meia tigela nem sequer conhece a palavra "esporte"! Em que mundo blogístico estamos?!
A ESPN realmente é a campeã em exibir esportes que ninguém considera esporte. Exceto os estadunidenses, claro. Esta TV símbolo do homem de verdade para um estadunidense típico sempre está mostrando uma excitante partida de boliche, sinuca ou pôquer de uma maneira séria demais. Ou seja, você vê aquelas pessoas sérias tentando ganhar naqueles jogos que servem como pretexto para você reunir os amigos e falar bobagem.
Me lembro de um dia em que, numa madrugada em que cerveja adornava minha mão, sintonizei neste canal e vi uma partida de uma final de sinuca feminina em Las Vegas. Basicamente o duelo era entre uma chinesa elegante e uma estadunidense com a feminilidade de uma moradora da área rural do Bible Belt. Durante toda a partida, só vi a Chinesa jogar, praticamente. Ela começava a partida, encaçapava pelo menos uma bola por jogada, e então jogava mais uma vez, encaçapando outra bola. Como ela sempre encaçapava pelo menos uma bola, seguia jogando sempre. A tal "final" envolvia uma série de jogos, e a Chinesa ganhou todas e por isso sempre começava jogando, continuando a jogar até o fim das bolas e começo de outra partida. Em uma única jogada ela não encaçapou nenhuma bola, mas fez isso propositalmente. Deixou a bola em um lugar onde a jogada de sua adversária não poderia também encaçapar nada. Depois que ela jogou, e não encaçapou, a Chinesa voltou a jogar e por fim ganhou mais um jogo.
Ao invés de pensar "Puxa, como ela joga bem! Será que um dia vou jogar assim?", eu pensei... "que troço chato!".
Basicamente, eu olhava para aquilo e sabia que, de alguma forma, a tal da chinesa ia encaçapar todas as bolas e ganhar o jogo sem deixar a outra jogadora jogar.
Minhas partidas de sinuca na faculdade, que para bem da verdade não foram tantas assim, eram mais divertidas.
Petrus.
PS: Este corretor ortográfico de meia tigela nem sequer conhece a palavra "esporte"! Em que mundo blogístico estamos?!
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Trabants e Gurgéis
Escreverei um post com tons menos blogicidas desta vez.
Sempre tive um apreço especial pelo automóvel Gurgel. No Início, o apreciava porque era um carro pequeno e enxuto, que podia levar seus passageiros do ponto A ao ponto B e só. Nada de conforto, ambiente bonito, música para escutar no trânsito ou bom climinha para dar uns amassos com alguma mocinha. O Gurgel representa puro transporte. É fluxo, energia cinética em ação, o milagre do movimento executado com um custo mínimo monetário. Isto, claro, se você puder fazer ele funcionar. E tiver paciência para esperá-lo completar o percurso desejado, visto que sua velocidade deixa a desejar.
De qualquer forma, minha apreciação pelo Gurgel cresceu após minha descoberta de seus primórdios. No início, a Gurgel construía seus carros utilizando peças de diversas fornecedoras diferentes. Um Gurgel podia ter câmbio Ford, volante Wolkswagen e motor GM. Outro podia ter câmbio GM, volante Ford e motor Wolkswagen. Certamente um consumidor da Gurgel deveras sortudo deve ter saído da revendedora com o famigerado Gurgel com volante Ferrari, câmbio Porsche e motor Lada.
Por falar nisto, eis um outro milagre do transporte popular, o Lada. Mais deixemos as homenagens aos soviéticos para outro post.
Avante no tempo, chegaram-me notícias da existência do Trabant, a escolha número 1 dos Alemães Orientais e uma das razões que levaram à unificação deste país com seu par Ocidental.
Este carro, o Trabant, era basicamente enxuto e de fazer inveja a qualquer cortador de grama. Um milagre da engenharia Teutônica, ele solucionava diversos problemas do mundo do transporte genialmente. Precisava saber quanto combustível havia no tanque? Pois bem, cada Trabant vinha equipado com uma varinha para que seu usuário fizesse exatamente isto!
Hoje em dia, tanto o Gurgel quanto o Trabant basicamente desapareceram dos holofotes que lhes iluminavam, em hoje são queridos apenas por aqueles que lhes beijam quando encontram-nos estacionados nas ruas e por grupos organizados de amantes de Gurgéis e Trabants. Na realidade, não sei se existem grupos organizados de amantes do Gurgel, mas certamente existem grupos de amantes do Trabant, e até mesmo Trabantologistas.
Petrus.
PS: Segundo o corretor ortográfico do Blogger, as palavras "ação" e "exatamente" estão escritas erradas aqui. Como seria o correto? "Acção" e "exactamente"! Este corretor do Blogger é mesmo bestial!
Sempre tive um apreço especial pelo automóvel Gurgel. No Início, o apreciava porque era um carro pequeno e enxuto, que podia levar seus passageiros do ponto A ao ponto B e só. Nada de conforto, ambiente bonito, música para escutar no trânsito ou bom climinha para dar uns amassos com alguma mocinha. O Gurgel representa puro transporte. É fluxo, energia cinética em ação, o milagre do movimento executado com um custo mínimo monetário. Isto, claro, se você puder fazer ele funcionar. E tiver paciência para esperá-lo completar o percurso desejado, visto que sua velocidade deixa a desejar.
De qualquer forma, minha apreciação pelo Gurgel cresceu após minha descoberta de seus primórdios. No início, a Gurgel construía seus carros utilizando peças de diversas fornecedoras diferentes. Um Gurgel podia ter câmbio Ford, volante Wolkswagen e motor GM. Outro podia ter câmbio GM, volante Ford e motor Wolkswagen. Certamente um consumidor da Gurgel deveras sortudo deve ter saído da revendedora com o famigerado Gurgel com volante Ferrari, câmbio Porsche e motor Lada.
Por falar nisto, eis um outro milagre do transporte popular, o Lada. Mais deixemos as homenagens aos soviéticos para outro post.
Avante no tempo, chegaram-me notícias da existência do Trabant, a escolha número 1 dos Alemães Orientais e uma das razões que levaram à unificação deste país com seu par Ocidental.
Este carro, o Trabant, era basicamente enxuto e de fazer inveja a qualquer cortador de grama. Um milagre da engenharia Teutônica, ele solucionava diversos problemas do mundo do transporte genialmente. Precisava saber quanto combustível havia no tanque? Pois bem, cada Trabant vinha equipado com uma varinha para que seu usuário fizesse exatamente isto!
Hoje em dia, tanto o Gurgel quanto o Trabant basicamente desapareceram dos holofotes que lhes iluminavam, em hoje são queridos apenas por aqueles que lhes beijam quando encontram-nos estacionados nas ruas e por grupos organizados de amantes de Gurgéis e Trabants. Na realidade, não sei se existem grupos organizados de amantes do Gurgel, mas certamente existem grupos de amantes do Trabant, e até mesmo Trabantologistas.
Petrus.
PS: Segundo o corretor ortográfico do Blogger, as palavras "ação" e "exatamente" estão escritas erradas aqui. Como seria o correto? "Acção" e "exactamente"! Este corretor do Blogger é mesmo bestial!
sábado, 3 de fevereiro de 2007
Tudo está garantido no reino.
Amigos, tudo ficou bem novamente.
É meu primeiro dia com o Blog, e já encontrei onde fica o botão "excluir blog".
Prossigo sem medo, sabendo que tenho escapatória!
(Começo positivo, não?!)
Petrus.
É meu primeiro dia com o Blog, e já encontrei onde fica o botão "excluir blog".
Prossigo sem medo, sabendo que tenho escapatória!
(Começo positivo, não?!)
Petrus.
O que você pode esperar deste blog?
Por muito tempo pensei com meus botões, "porque eu não faço um blog?", afinal de contas eu gasto tempo suficiente em frente à tela que eu gostaria que fosse de plasma do computador.
A resposta que sempre me veio à cabeça foi a mesma: "porque um belo dia você se entediará com o blog, vai reclamar que ninguém visita ele e descobrirá que alguém já teve as suas idéias revolucionárias antes de você". Basicamente foi o que aconteceu com o meu antigo site.
Se você quer ver como ele está hoje, apresento-lhe:
http://www.geocities.com/zanzard
Gastei muito mais tempo duelando com o HTML do que com o conteúdo da página. Isso não é uma reclamação, é que o HTML me divertia mais mesmo.
Mas enfim, pelas graças do império Google que tudo nos dá (se você tiver um email deles), agora tenho um Blog. E agora, Pasquim Elias?
Bem, uma coisa você pode esperar deste blog: não farei um blog irônico ou de piadas. Vou *tentar* ser engraçado (Aliás, já tentei várias vezes. Você percebeu?), mas vou escrever de outras coisas. Não sei o que, mas será outra coisa.
Tomo esta decisão baseado em um cartão de natal do Garfield que um amigo meu Geminiano (como eu) recebeu uma vez. Segundo a sabedoria contida ali, os geminianos são pessoas alegres e simpáticas, que vivem contando piadas que só eles entendem. Sentiste o drama?
A segunda coisa que você pode esperar, é que se um dia este blog ficar um blog bom, vai demorar algum tempo para isso acontecer. Isso acontece de maneira similar a todos aqueles sites de cartunistas que exibem seus quadrinhos online.
Você já percebeu como estes sites são no começo? Eles mostram uma HQ inovadora e engraçada para começar. Daí até o número 100 você tem basicamente o desenho da primeira tira com um monte de piadas velhas, adivinháveis e repetitivas. Aí depois a coisa começa a melhorar.
Enfim, meus caros 5 leitores, nos vemos no post número 115, combinado?
Petrus.
PS: Algumas palavras que o corretor ortográfico do blogger acusam de estarem erradas: "post", "sites", "quadrinhos", "entediará", "idéias", "duelando", "Geminiano", "email". O programa sugere também que se corrija a palavra "email" escrevendo-se em seu lugar "Gmail". Bairrista, não?
A resposta que sempre me veio à cabeça foi a mesma: "porque um belo dia você se entediará com o blog, vai reclamar que ninguém visita ele e descobrirá que alguém já teve as suas idéias revolucionárias antes de você". Basicamente foi o que aconteceu com o meu antigo site.
Se você quer ver como ele está hoje, apresento-lhe:
http://www.geocities.com/zanzard
Gastei muito mais tempo duelando com o HTML do que com o conteúdo da página. Isso não é uma reclamação, é que o HTML me divertia mais mesmo.
Mas enfim, pelas graças do império Google que tudo nos dá (se você tiver um email deles), agora tenho um Blog. E agora, Pasquim Elias?
Bem, uma coisa você pode esperar deste blog: não farei um blog irônico ou de piadas. Vou *tentar* ser engraçado (Aliás, já tentei várias vezes. Você percebeu?), mas vou escrever de outras coisas. Não sei o que, mas será outra coisa.
Tomo esta decisão baseado em um cartão de natal do Garfield que um amigo meu Geminiano (como eu) recebeu uma vez. Segundo a sabedoria contida ali, os geminianos são pessoas alegres e simpáticas, que vivem contando piadas que só eles entendem. Sentiste o drama?
A segunda coisa que você pode esperar, é que se um dia este blog ficar um blog bom, vai demorar algum tempo para isso acontecer. Isso acontece de maneira similar a todos aqueles sites de cartunistas que exibem seus quadrinhos online.
Você já percebeu como estes sites são no começo? Eles mostram uma HQ inovadora e engraçada para começar. Daí até o número 100 você tem basicamente o desenho da primeira tira com um monte de piadas velhas, adivinháveis e repetitivas. Aí depois a coisa começa a melhorar.
Enfim, meus caros 5 leitores, nos vemos no post número 115, combinado?
Petrus.
PS: Algumas palavras que o corretor ortográfico do blogger acusam de estarem erradas: "post", "sites", "quadrinhos", "entediará", "idéias", "duelando", "Geminiano", "email". O programa sugere também que se corrija a palavra "email" escrevendo-se em seu lugar "Gmail". Bairrista, não?
Primeiro Post
Enfim, eis que crio um blog.
O que aconteceu? Bem, descobri meio por acaso, dando uma dica de um filme ruim a um amigo de longa data, que eu tinha uma "conta" no blogger.
"Mas afinal, quando tinha eu feito uma conta no blogger?" Pensei.
Não sei. Devo ter criado um dia quando estava bêbado. Ou Sóbrio, o que seria pior. De qualquer forma, descobri desta forma que o popular blogger tinha sido adquirido pelo Império Google. E através do famigerado álbumde figurinhas que chamam de "Orkut" eu tinha uma conta do Google.
Juntando 2 + 2 para fazer 7 (5 seria fácil demais), criei este blog. Até que foi rápido e indolor. Espero que seja rápido e indolor, também, matar este blog quando eu cansar dele.
Se você está lendo estas linhas, parabéns! Você faz parte do microcosmo dos outros 5 humanos que leram esta linha também!
Petrus.
O que aconteceu? Bem, descobri meio por acaso, dando uma dica de um filme ruim a um amigo de longa data, que eu tinha uma "conta" no blogger.
"Mas afinal, quando tinha eu feito uma conta no blogger?" Pensei.
Não sei. Devo ter criado um dia quando estava bêbado. Ou Sóbrio, o que seria pior. De qualquer forma, descobri desta forma que o popular blogger tinha sido adquirido pelo Império Google. E através do famigerado álbumde figurinhas que chamam de "Orkut" eu tinha uma conta do Google.
Juntando 2 + 2 para fazer 7 (5 seria fácil demais), criei este blog. Até que foi rápido e indolor. Espero que seja rápido e indolor, também, matar este blog quando eu cansar dele.
Se você está lendo estas linhas, parabéns! Você faz parte do microcosmo dos outros 5 humanos que leram esta linha também!
Petrus.
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