sábado, 31 de março de 2007

Onze Homens e um segredo - o original (atendendo a pedidos)

Um de meus fiéis leitores me pediu para comentar este filme, então vamos lá.



Hoje mesmo li um quase-blog em que pediram a uns pseudo-intelectuais para que eles dissessem quais eram seus remakes favoritos e menos favoritos. Eu diria, apesar de certamente ser bombardeado por gente que discordaria, que no momento meu remake favorito é o de "12 homens e uma sentença" feito em 1997 para a TV. Afinal, este remake atualizou uma boa história com personagens mais ligáveis a nosso mundo de hoje do que os personagens do filme da década de 1960.

Entre muitas boas opiniões, um dos remakes favoritos de um ser lá era o de "11 homens e um segredo" estrelado pelo George Clooney. O besta disse que "nem vi o original, mas este remake deve ser melhor".



Não é.



Veja bem, o original "11 homens e um segredo" envelheceu um pouco, eu diria. Matt Damon + George Clooney + Brad Pitt + Don Cheadle + etc fazem hoje realmente mais impacto, por si só, que o rat pack dos anos 60. Nos anos 60 eles eram os reis. Mas hoje, os reis são outros, e Gente como Don Cheadle (Hotel Rwanda) e George Clooney (Boa noite e boa sorte) já possuem cacife suficiente para duelarem, talvez até baterem, Sinatra e Sammy Davis. Mas claro que não na música.



Por outro lado, o original ganha do remake no quesito "técnicas de esperteza". Os caras dos anos 60 não tinham acesso a tranqueiras tecnológicas para roubarem a banca, o negócio deles é mais na raça. E é mais divertido ver os ladrões se dando bem na cara-dura do que apertando o botão certo.



Mas essa discussão toda é quase fútil. Porque o original tem algo que o remake podia ter tido, mas idioticamente deixou de ter.



O final do "11 homens e um segredo" original é INESQUECÍVEL! Repito: INESQUECÍVEL!



Dizer que é um final que vai para o "TOP 10 FINAIS" é besteira. Este vai direto para o pódio. Se não for um dos três melhores finais de filme da história, é porque está dividindo o pódio com alguma preciosidade.



É isso.

E quanto aos outros pedidos que me fizeram até agora: eu não vi estes filmes mencionados. Desculpo-me por hora.



Petrus.





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Happy Feet (cena de filme)

Meu pai alugou "Happy feet: o pinguim" para assistir. Eu não quero ver este filme porque ele é inspirado em "A Marcha dos Pinguins", e eu achei este filme uma tremenda oportunidade perdida.



A "Marcha dos Pinguins" é um filme que facilmente podia ser magnifíco. Afinal, de um lado das lentes você tem os incríveis Pinguins que são uma das odes máximas à evolução das espécies. Da outra você tem uma equipe de filmagem que deve ter sofrido terrivelmente com o gelo antártico, o frio e os pinguins rebeldes, além dos predadores astutos dos pinguins, tudo em nome do cinema, pessoas que em si são uma ode à arte e à humanidade.



Aí você pega isso e faz um filme infantil. Da sessão da tarde.

Para adicionar ao desperdicio, você faz todas as falas do filme serem repetidas 3 vezes e dubla a versão brasileira com Patrícia Pillar, Antonio Fagundes e um garoto MUITO IRRITANTE.

Ah! E daí você faz um making of do filme que só fala DOS NARRADORES DO FILME.



Quanto ao happy feet: a única cena que prestei atenção tinha um pinguim feito em computador cujo sapateado soava muito melhor do que a animação do sapateado, meio sem graça e que não acompanha o som feito.



Petrus.






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O Clone (à ton image) (filme)

Eles devem ter dado este título em português para ganharem um troco comparando o filme à novela.



O filme é protagonizado por Cristopher Lambert. Isso significa que é ruim. (só highlander 1 deu certo com ele)



Ele e sua esposa, Nastasja Kinski (clone européia da Courtney Love) são um casal que não conseguem ter filhos. Como adotar uma criança chinesa ou africana é algo estadunidense demais, ele decide fazer um clone da esposa sem contar para ela.



Como se pode adivinhar, ter uma vida normal e de buenas não é uma opção para clones.



Atenção, pais de clones: lembrem-se sempre que, se seu filho é seu clone, quando eles tiverem entre 8 e 12 anos eles vão querer te matar.



Petrus.





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sexta-feira, 30 de março de 2007

Democratas (DEM)

Os Alquimistas Democratas estão chegando!



Eis que o PFL decidiu mudar de nome! Com o fim da necessidade dos nomes dos partidos terem "partido" no nome, o partido deles se chama agora "Democratas"!

Que jogada brilhante! Agora, quando o PT tiver que trocar de nome, só vai sobrar "Republicanos"!



Eles podiam ter sidos mais originais. "Feudais" caía melhor para o PFL.



Se bem que, quando o "Partido Democrata" dos EUA surgiram, eles eram o partido dos brancos escravistas. É, assim faz sentido.



Petrus.





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Wine Blues (Wein Blaus)

É sexta de noite...



Bebi um gole de vinho...



Já anseio pelo segundo...



Petrus.





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quarta-feira, 28 de março de 2007

Update - In my Father's Den + O clube do Bangue Bangue

No Post anterior, falei do absolutamente excelente filme "O covil do meu pai", cujo nome em português foi rdiculamente colocado como sendo "Um Refúgio no passado".



No filme, as fotos do personagem principal, que é fotógrafo de guerra, foram originalmente tiradas por membros do "Clube do Bangue Bangue", grupo de repórteres de guerra que cobriram a quase-guerra-civil que ocorreu na África do Sulno fim do Apartheid.



Li o primeiro capítulo do dito livro e posso dizer que a leitura é chocante.

Definitivamente um livro que eu gostaria de ler inteiro. Um dos melhores motivos para me fazer voltar a Londrina, já que a biblioteca da UEL tem várias cópias deste livro.



Petrus.





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terça-feira, 27 de março de 2007

Um refúgio no passado (My father's Den) (filme)

Meu pai precisava alugar 6 filmes na locadora para pagar o preço promocional. O sexto era este filme, cujo nome em português para variar é horrível. "Um refúgio no passado" é muito menos interessante do que "O Covil do meu Pai".



Pus este filme para rodar meio contrariado. Só fui vê-lo porque era o último dia hoje da locação do filme e alguém tinha de o ver para o preço pago não ser à toa.

Achei no começo que era apenas mais um filme Neo-zelandês sobre a típica história do homem frio e calculista que volta a sua cidadezinha e descobre os prazeres do afeto humano, e mais aquela pieguice toda.



Bah, ledo engano! O filme dá toda a pinta que vai seguir esta linha no começo do filme. Mas não segue. Na verdade segue uma linha que o faz se tornar um filmaço. Excelente!



As coisas começam a mudar no filme quando surge a personagem que parece uma Bjork com olhos mais normais. Ela parece no começo que vai ser a típica palhaça colocada no filme para darmos umas risadas. Que surpresa, ela é a protagonista! E que protagonista, por sinal. Um personagem interessantíssimo. Todos que verem este filme vão se ver um pouco nela.



Igualmente temos o ator principal, o protagonista masculino, o cara que aparece na capa do filme. É um ator que você nunca ouviu falar e que faz você se sentir enganado quando vê a capa do filme, porque você pensou que estava alugando um filme do John Cusack e não deste sósia desconhecido dele. Seu personagem no começo do filme parece que vai ser o típico homem duro e com coração de pedra da cidade grande que vem para a cidade pequena e vai eventualmente descobrir o amor e blah blah blah.

Mas aí o filme vira a moeda totalmente. Você descobre que na verdade o rapaz da cidade grande é o único com bom senso em um mundo virado e ponta-cabeça, e a cidade pequena em que ele se meteu é na verdade a Dogville da Nova Zelândia.



E além destes personagens fantásticos, temos um grande trabalho de direção e roteiro. Flashbacks que misturam de forma perfeita passado e futuro. Sequências mudas, só com imagens e música, em que o diretor consegue mostrar tudo o que passa na cabeça do personagem, bem como tudo o que aconteceu em seu passado e que você só pode tentar adivinhar.



Como se não bastasse esse filme que começa mal e no meio fica excelente, no final temos uma surpresa da magnitude da de "Sexto Sentido". O lado bom é que isto é uma daquelas coisas que te faz sentir recompensado de ter visto o filme do começo ao fim.

O lado ruim é que, do jeito que a coisa vai, você sai da sessão de cinema como se tivesse acabado de assistir "Uma verdade Inconveniente" mesclada com uma certa cena especial de "Irreversível".



Não é para os fracos de coração. É, isso sim, para os amantes do cinema.



Petrus.





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segunda-feira, 26 de março de 2007

Flores Partidas (Broken Flowers) (filme)

Já vi este filme a algum tempo, mas ele passou no Telecine e dele me lembrei.



Um Road Movie levado magistralmente por Bill Murray no ápice da carreira. Ao seu lado, Jeffrey Wright igualmente com a bola toda. Para completar, todas as atrizes que fazem os papéis secundários são de primeiríssima linha: Julie Delpy, Jessica Lange, e até Sharon Stone fazendo bonito.



O que acho interessante é como os diversos momentos de silêncio do filme falam alto. Os cenários deixam no ar muitas possibilidades sobre o que pode ou não ter acontecido no passado dos personagens. Excelente para conversas de bar.



E para completar, uma trilha sonora de cinco estrelas. Destaque para o jazz do Etíope Mulatu Astaké.



Petrus.



PS: Rodrigo, se ler este post, saiba que acho que a trilha do filme está num dos CDs que entreguei-lhe.





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domingo, 25 de março de 2007

As Loucuras de Dick & Jane (filme)

O nome original do filme é "fun with Dick & Jane" (Divertindo-se com Dick & Jane). É totalmente um nome de um filme que só serve para você ter "fun", se divertir.



É um filme do Jim Carrey voltando às origens, fazendo caretas em situações bizarras. A paródia aqui é com o que aconteceu com a Enron.

O personagem de Jim é um rapaz que trabalhava para uma empresa que falsificou dados e faliu. Então ele ficou miserável e virou portanto um criminoso.

Vale notar que quando Jim Carrey era criança, sua família também chegou a ficar miserável. Ele chegou a morar em uma tenda no quintal de sua tia.



Destaque para os extras do filme. As cenas excluídas são engraçadas, e uma das entrevistas é especialmente boa, uma em que Jim Carrey e Tea Leoni falam sobre como é fazer uma cena de amor em frente a uma camera.



Petrus.





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Pauly Shore está morto (filme)

É engraçado ver o enorme número de celebridades e comediantes famosos que toparam fazer esta versão estadunidense de "Hermes e Renato", só que sem perceber que piadas baseadas na palavra "fuck" perdem a graça na décima oitava vez.



Petrus.





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sábado, 24 de março de 2007

Caminhos Alternativos para a História, em Video Games

Um tema que sempre achei interessante são propostas de "histórias alternativas". E se um momento da história acontecesse de forma diferente do que historicamente aconteceu?



A seguir, dois bons jogos, excelentes de se jogar, que trabalham com o tema. Um eu acho que é mais ousado que o outro ao oferecer uma história laternativa. Descubra qual deles.



Primeiro:

História: Na década de 1930, com a crise econômica, as potências ocidentais estavam com medo que parte do mundo se juntasse à URSS e virasse comunista. Isso deu espaço para que Hitler construísse a máquina de guerra Alemã sem ser questionado pelo ocidente, levando depois à segunda guerra mundial.



História Alternativa: E se Hitler não tivesse chegado ao poder na Alemanha?



Jogo: Trata-se de "Red Alert", para o PC, em que na europa sem Hitler o jogador pode jogar ou como a URSS totalitarista de Stalin ou como uma aliança européia Anti-URSS para decidir se a Europa vai tomar o rumo do capitalismo ou comunismo.



Segundo:





História: No Japão feudal, no ano cristão de 1542, um expedição Portuguesa chegou no Japão. Foi o primeiro contato entre Japoneses e Europeus na história. Com o encontro, os Japoneses descobriram o que era o Cristianismo e também aprenderam sobre como usar a pólvora como arma de guerra. Ela foi inventada na China, mas foi via Portugal que os Japoneses a conheceram de fato, e com isso a maneira de se fazer a guerra no Japão mudou muito. Nesta época ocorria uma guerra civil no Japão, onde Oda Nobunaga (que usava e abusava da pólvora na guerra) estava tentando conquistar todos os feudos japoneses para virar Xogun e uma aliança Anti-Oda se formava para o impedir.



História Alternativa: E se os lusitanos de 1542, ao invés de ensinarem aos japoneses apenas a como construir mosquetes e canhões primitivos, também ensinassem eles a construírem máquina a vapor, zeppelins e de quebra ROBÔS GIGANTES?!



O jogo: Trata-se de "Robo Aleste" do SEGA CD, onde temos que Oda Nobunaga se encontra encurralado pela aliança Anti-Oda e seus exércitos de CENTENAS de robôs gigantes e zeppelins. O jogador precisa salvar seu mestre tomando o controle do ROBÔ GIGANTE NINJA chamado "Aleste", atirador de FACAS, GRANADAS, LASERS, BOLAS DE FOGO, e ESTRELAS NINJAS, e vencer TODO O EXÉRCITO DE ROBÔS GIGANTES JAPONESES INIMIGOS, SOZINHO.



Veja o vídeo de apresentação do dito jogo, em inglês, se você acha que esta "história alternativa" só pipocou em minha mente. É uma aula de história, com informações corretas, ao menos nos pontos em que não se fala de robôs gigantes. O legal deste vídeo é ver a animação do narrador ao mencionar os robôs gigantes ninjas.



Petrus.




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Volver (Filme)

Vamos em frente, fazer algumas pessoas me odiarem...



Assisti a Volver agora a pouco, filme de Pedro Almodóvar, a Fernanda Montenegro da Espanha. A Brasileira é uma excelente atriz, mas faz sempre basicamente o mesmo papel. A da Espanha ("A" é um artigo que cabe a este meu xará mais do que "O", e para ele isto é um elogio) é um(a) bom(a) diretor(a), mas faz sempre o mesmo filme.



O elenco tem Penélope Cruz e Carmen Maura, ambas mulheres que deslancharam em filmes do(a) Pedro. Carmen Maura não deslanchou exatamente, mas Penélope sim, graças a suas sábias decisões (em filmes, silicone e bom senso sobre a moda).

Como SEMPRE, as mulheres do filme são angelicais e tão bondosas que fazem do homem-aranha um porco capitalista. Já quem tem um pênis obviamente descende de satã. A única salvação para a alma de um homem em um filme de Almodóvar é que ele não use o que seu gene XY lhe deu e/ou finja que na verdade tem XX.

Resumindo, se você viu "Tudo sobre minha mãe" não precisa ver "Volver". E vice-versa.



O detalhe do Almodóvar é que ele ocupa um espaço no panteão dos filmes Cult similar ao de Kubrick. Ele é uma marca, mais que um diretor. As pessoas que querem ser tidas por cinéfilas começam a se dizer cinéfilas citando que gostam de Almodóvar e Kubrick. Como o espanhol ainda está vivo, acho que ele vai adubar mais futuros "cinéfilos" que Kubrick.

O problema é que os jovens cinéfilos que só viram Almodóvar (e dizem que adoraram e que ele é o rei da cocada preta/branca) nem sabem quem é Richard Linklater e empinam o nariz se ouvem falar de "Conan, o Bárbaro".

De certa forma, minha relação com estes cinéfilos é que quando me deparo com eles me encho da esperança que com eles eu possa falar das coisas do nível "hard", mas depois me desaponto quando vejo que eles estão jogando ainda no nível "easy" e que não me dá mais barato. Mais interessante nesses casos é trocar o cartucho do jogo.



Enfim, não fique desencorajado para ver este e outros filmes de Almodóvar. Só recomendo que o acompanhe com algum outro. Talvez um dos que recomendo aqui.



Petrus.





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sexta-feira, 23 de março de 2007

Postagem número 101.

Esta é a postagem de número 101.

Uau! Agora a coisa vai!

Achei um plugin do firefox que inclui um editor de blogs na interface do brwoser. Muito prático. Acho que se chama ScribeFire.

Enfim, por hora é isso.

Petrus.

Zé Ramalho Faz Feio

Hoje escutei na rádio USP uma música do Zé Ramalho.



Nesta música, ele usou instrumentos afinados com bons músicos. Inclusive havia um clarinetista bom fazendo um solinho na música.



O resultado final ficou algo do tipo "forró de boa qualidade", um tipo de música regional que seria bom se fosse adotado pelos outros cantores de música sertaneja.



Pena que a música, deveras sertaneja, que o Zé Ramalho escolheu cantar era "Malandragem dá um tempo", do Bezerra da Silva.



O Barão Vermelho agradece! A versão do Zé é a redenção da versão deles.



Petrus.

O Matador (filme)

Nada como uma sexta feira de noite em que você vê o ex-james-bond Pierce Brosnam fazendo um matador de aluguel alcóolatra e meio pedófilo com crise de consciência sendo ajudado por Greg Kinnear e sua esposa, Hope Davis, a ter forças para matar uma pessoa aleatória.



Quando vi no começo do filme que a música era de autoria do Rolfe Kent já sabia que vinha coisa boa.



Petrus.





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