No mesmo dia que assisti dois bons filmes sobre a Índia, assisti a esta lástima Brasileira.
Na verdade, o filme não é necessariamente um completo lixo. É engraçado em alguns momentos, e Tony Ramos atua bem fingindo que é uma mulher. Para quem não sabe, Glória Pires e Tony Ramos são um casal no filme em que um belo dia um acorda no corpo do outro.
O filme se perde mesmo porque super-simplifica tudo. Os personagens tem todos a profundidade de um pires excepcionalmente raso. A família é sua típica burguesia carioca com sua casa, empregada e filha pré-adolescente. O homem é grosso e a mulher é delicadinha. No começo do filme, quando a mulher no corpo do homem vai para o trabalho do rapaz, é tudo estranho e difícil para ela, e vice-versa no caso do homem no corpo da mulher. Obviamente, até o final do filme, cada um fará o trabalho do outro melhor do que o próprio.
O melhor momento é quando Lavínia Vlasak aparece de roupas de banho no filme.
O pior (e mais infame) é quando o coral da escola de freiras vai apresentar a música que o homem no corpo e na profissão de sua mulher ensinou (em um mísero dia) para eles cantarem. A música é a nona sinfonia de Beethoven... transformada em um hip-hop à la Beyoncé.
Se você assistir este filme, cuidado. O fantasma atormentado de Beethoven pode vir te assombrar.
Petrus.
PS: Na verdade, existe uma coisa que me chamou atenção no filme. A mulher em corpo de homem fica engraçada. Tony Ramos dá ao filme assim seus melhores momentos cômicos. Mas o homem em corpo de mulher não fica engraçado. Como Glória Pires não pode fazer num filme da globo coisas como falar palavrões e fazer outras coisas mais politicamente incorretas, sua atuação como homem é esquecível.
Fico imaginando, então, que a graça ou falta dela se explica no fato de que aceita-se em nosso mundo cotidiano que uma mulher aja como homem, mas não que um homem aja como mulher. Fica no ar o pensamento.
PS2: Eu disse que o melhor momento do filme é a Lavínia Vlasak, mas antes disso há uma exibição gratuita dos peitos de Danielle Winits. Ridiculamente gratuita mesmo. Palavrão não pode, mas peitinhos (e peitões) pode. O Ibope explica.
Como a Danielle Winits pelada já é carne-de-vaca a esta altura, mantenho que o melhor momento é a Lavínia.
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Se eu fosse você (Extras do DVD)
Se o filme não é lá essas coisas e perturba o sono de alguns compositores clássicos, os extras do filme são outra história.
A seção de cenas excluídas é especialmente interessante. Elas tem um comentário do diretor onde ele fala vários detalhes interessantes do filme e das cenas, além do diretor as mostrar junto com as cenas incluídas mais próximas em preto e branco. Assim, você tem uma boa idéia de quais são os momentos no filme em que estas cenas apareceriam, e ainda pode perceber facilmente quais pedaços das cenas entraram e quais não.
E olha que este DVD é lançado pela FOX, que até pouco tempo atrás não incluía um sequer mísero extra em seus DVDs!
Petrus.
A seção de cenas excluídas é especialmente interessante. Elas tem um comentário do diretor onde ele fala vários detalhes interessantes do filme e das cenas, além do diretor as mostrar junto com as cenas incluídas mais próximas em preto e branco. Assim, você tem uma boa idéia de quais são os momentos no filme em que estas cenas apareceriam, e ainda pode perceber facilmente quais pedaços das cenas entraram e quais não.
E olha que este DVD é lançado pela FOX, que até pouco tempo atrás não incluía um sequer mísero extra em seus DVDs!
Petrus.
Índia em 2 Filmes.
Hoje assisti a dois filmes cujo pano de fundo é a Índia. Um foi "Gandhi", o outro "Nascidos em Bordéis".
Sobre Gandhi, não há muito de novo a se dizer que já não tenha sido dito antes. O filme é excelente, como há muito já sabia visto os inúmeros louvores a Ben Kingsley no papel-título. Este britânico até foi se bronzear na Índia para ficar com um bronzeado genuinamente de Gandhi!
Este filme deveria ser assistido no Irã e no Iraque, visto que claramente contrapões duas formas de se lutar contra opressores capitalistas. Uma é a de Gandhi, a não-cooperação pacífica. A outra é a dos críticos de Gandhi que querem também a independência Indiana, o terrorismo. Nos dias de hoje, acho esta discussão sobre métodos de coerção do inimigo deveras interessante.
"Nascidos em Bordéis" faz o que "Edifício Master" não faz, uma denúncia inteligente de uma miséria alimentada não tanto por "porcos imperialistas", mas principalmente por toda uma rede social complexa. Mostra a luta de uma ocidental excessivamente corajosa que dá aulas de fotografia para um grupo de crianças que nasceram e vivem no distrito da Luz Vermelha de Calcutá. Dito lugar é cheio de corredores sujos, feios e entupidos com todo tipo de ameaça à saúde humana, habitados por dinastias de prostitutas e cafetões (há casos em que a avó era prostitua, a mãe também era e a filha está sendo treinada para ser). Uma favela Brasileira pelo menos teria melhor reputação.
O esforço da dita moça corajosa para dar uma vida melhor a estas crianças, que por sinal reconhecem muito bem que precisam cuidar de seus futuros se quiserem ter um, encontra todo tipo de obstáculo dentro da Índia, visto que nenhum indiano quer ter alguma coisa a ver com aquelas crianças. Os únicos que dão alguma pelota para esta situação são instituições ocidentais que fazem um belo esforço para encaminharem as crianças a algum lugar que possa lhes dar um futuro decente.
Este filme consegue encontrar humanidade em um ambiente desumano e ainda consegue discursar em favor do bem-estar de tal humanidade e de uma real mudança desta situação. Eu não teria muito respeito a este filme se ele simplesmente chegasse nos bordéis e contasse as "historinhas engraçadinhas" de quem nasceu e vive lá.
Petrus.
Sobre Gandhi, não há muito de novo a se dizer que já não tenha sido dito antes. O filme é excelente, como há muito já sabia visto os inúmeros louvores a Ben Kingsley no papel-título. Este britânico até foi se bronzear na Índia para ficar com um bronzeado genuinamente de Gandhi!
Este filme deveria ser assistido no Irã e no Iraque, visto que claramente contrapões duas formas de se lutar contra opressores capitalistas. Uma é a de Gandhi, a não-cooperação pacífica. A outra é a dos críticos de Gandhi que querem também a independência Indiana, o terrorismo. Nos dias de hoje, acho esta discussão sobre métodos de coerção do inimigo deveras interessante.
"Nascidos em Bordéis" faz o que "Edifício Master" não faz, uma denúncia inteligente de uma miséria alimentada não tanto por "porcos imperialistas", mas principalmente por toda uma rede social complexa. Mostra a luta de uma ocidental excessivamente corajosa que dá aulas de fotografia para um grupo de crianças que nasceram e vivem no distrito da Luz Vermelha de Calcutá. Dito lugar é cheio de corredores sujos, feios e entupidos com todo tipo de ameaça à saúde humana, habitados por dinastias de prostitutas e cafetões (há casos em que a avó era prostitua, a mãe também era e a filha está sendo treinada para ser). Uma favela Brasileira pelo menos teria melhor reputação.
O esforço da dita moça corajosa para dar uma vida melhor a estas crianças, que por sinal reconhecem muito bem que precisam cuidar de seus futuros se quiserem ter um, encontra todo tipo de obstáculo dentro da Índia, visto que nenhum indiano quer ter alguma coisa a ver com aquelas crianças. Os únicos que dão alguma pelota para esta situação são instituições ocidentais que fazem um belo esforço para encaminharem as crianças a algum lugar que possa lhes dar um futuro decente.
Este filme consegue encontrar humanidade em um ambiente desumano e ainda consegue discursar em favor do bem-estar de tal humanidade e de uma real mudança desta situação. Eu não teria muito respeito a este filme se ele simplesmente chegasse nos bordéis e contasse as "historinhas engraçadinhas" de quem nasceu e vive lá.
Petrus.
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Detalhes sobre a Manufatura de Consoles.
Lendo uma pequena reportagem do site ROMHustler sobre o Super Nintendo, descobri que uma das qualidades que o console possuía e que a Nintendo achou muito importante desenvolver era um design para o console que tornasse muito difícil uma pessoa apoiar copos em cima do console.
Imaginei em uma reunião na Nintendo, no Japão, um alto executivo falando sobre o que precisava ser desenvolvido em seu produto:
"Queremos um design arrojado, bonito, funcional, e principalmente incapaz de servir como um bom apoio para um copo."
Então a mesma reportagem revelou a importância deste fator. O primeiro console da Nintendo era deveras amigável a servir como suporte de copos. Isso levou uma grande quantidade de crianças estabanadas a colocarem copos sobre seus aparelhos de Video-Game e depois derramarem o conteúdo líquido sobre o frágil console, estragando-o.
Interessante decisão de design.
Petrus.
Imaginei em uma reunião na Nintendo, no Japão, um alto executivo falando sobre o que precisava ser desenvolvido em seu produto:
"Queremos um design arrojado, bonito, funcional, e principalmente incapaz de servir como um bom apoio para um copo."
Então a mesma reportagem revelou a importância deste fator. O primeiro console da Nintendo era deveras amigável a servir como suporte de copos. Isso levou uma grande quantidade de crianças estabanadas a colocarem copos sobre seus aparelhos de Video-Game e depois derramarem o conteúdo líquido sobre o frágil console, estragando-o.
Interessante decisão de design.
Petrus.
Mulheres Maravilhosas no momento.
Decidi compilar um top 5 de mulheres que no momento estou achando maravilhosas.
Ou seja, isto está sujeito a mudanças a qualquer momento.
Avante, na ordem em que lhes entrego os louros de grandeza:
5. Scarlett Johansson
4. Julie Delpy
3. Naomi Watts
2. Anne Hataway
1. Tina Fey
Até a próxima mudança,
Petrus.
Ou seja, isto está sujeito a mudanças a qualquer momento.
Avante, na ordem em que lhes entrego os louros de grandeza:
5. Scarlett Johansson
4. Julie Delpy
3. Naomi Watts
2. Anne Hataway
1. Tina Fey
Até a próxima mudança,
Petrus.
Jazz 1
Talvez vocês não saibam, mas um britânico ganhou um prêmio IG-Nobel por inventar um aparelho que afasta adolescente através de tecnologia sônica.
Tina Fey, no segmento de notícias falsas do Saturday Night Live, elucidou mais sobre tal aparelho:
"Um cientista britânico recentemente inventou um aparelho capaz de emitir sons que repelem adolescentes. O invento foi batizado de 'Disco de Jazz'.".
- Tina Fey
Petrus.
Tina Fey, no segmento de notícias falsas do Saturday Night Live, elucidou mais sobre tal aparelho:
"Um cientista britânico recentemente inventou um aparelho capaz de emitir sons que repelem adolescentes. O invento foi batizado de 'Disco de Jazz'.".
- Tina Fey
Petrus.
Um Clipe.
No Canal Sony passa, de vez em quando, um clipe de uma música do filme "serpentes a bordo".
A música não é nada de especial, e o clipe tem uma loira que é para ser gostosa mas eu não acharia muito especial em muitas cirscunstâncias.
Porém eu gosto de ver a loira no clipe. Seu papel é apenas falar "Oh, I'm Ready for it". Não sei para que ela está preparada, mas acho sexy. No Clipe.
Acho que isto acontece apenas porque ela fala com sotaque britânico. Bonito.
Portanto, eis um exemplo de duas coisas que não apreciei (uma loira meio sonsa e uma música não muito boa) mas que quando misturadas eu achei bom.
Petrus.
A música não é nada de especial, e o clipe tem uma loira que é para ser gostosa mas eu não acharia muito especial em muitas cirscunstâncias.
Porém eu gosto de ver a loira no clipe. Seu papel é apenas falar "Oh, I'm Ready for it". Não sei para que ela está preparada, mas acho sexy. No Clipe.
Acho que isto acontece apenas porque ela fala com sotaque britânico. Bonito.
Portanto, eis um exemplo de duas coisas que não apreciei (uma loira meio sonsa e uma música não muito boa) mas que quando misturadas eu achei bom.
Petrus.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
O Diabo Veste Prada (filme)
Meu pai alugou o Diabo Veste Prada por motivos de trabalho, e eu revi o filme.
É um filme ótimo. Anne Hataway está, como sempre, uma delícia e mostrando que até sabe atuar. Meryl Streep está ótima também, com o mérito de estar representando uma personagem diferente da que ela sempre representa. O filme é divertido e consegue ser bem engraçado. E mesmo se fosse chato, bem, ao menos sempre teremos Anne Hataway.
O que me irrita neste filme é o namorado da personagem de Anne. Basicamente ele é um chef hippie bosta. No começo do filme, Anne é também uma hippie, se bem que gostosa, mas com o passar do tempo ela começa a fazer coisas como se maquiar e vestir roupas bonitas. Mas seu namorado não faz nada senão reclamar que ela está "traindo seus princípios". Isso seria louvável se Anne estivesse assassinando cachorrinhos, mas não, ela só está trabalhando mais, ganhando dinheiro e ficando mais deliciosa. Eventualmente ele começa a reclamar com ela porque ela tem de trabalhar e ficar rica e não tem tempo de ir na roda de violão dele. Em certas partes do filme ela é devidamente cortejada por um rapaz que ao menos sabe apreciar algo ao vislumbre. Mas não, este homem que eu poderia respeitar não é devidamente recompensado pelo roteiro do filme.
Ou seja, um filme ótimo de se ver. Só é deprimente ver aquela criatura carente e reclamona com Anne Hataway nas mãos. O mundo às vezes é mesmo uma bosta.
Petrus.
É um filme ótimo. Anne Hataway está, como sempre, uma delícia e mostrando que até sabe atuar. Meryl Streep está ótima também, com o mérito de estar representando uma personagem diferente da que ela sempre representa. O filme é divertido e consegue ser bem engraçado. E mesmo se fosse chato, bem, ao menos sempre teremos Anne Hataway.
O que me irrita neste filme é o namorado da personagem de Anne. Basicamente ele é um chef hippie bosta. No começo do filme, Anne é também uma hippie, se bem que gostosa, mas com o passar do tempo ela começa a fazer coisas como se maquiar e vestir roupas bonitas. Mas seu namorado não faz nada senão reclamar que ela está "traindo seus princípios". Isso seria louvável se Anne estivesse assassinando cachorrinhos, mas não, ela só está trabalhando mais, ganhando dinheiro e ficando mais deliciosa. Eventualmente ele começa a reclamar com ela porque ela tem de trabalhar e ficar rica e não tem tempo de ir na roda de violão dele. Em certas partes do filme ela é devidamente cortejada por um rapaz que ao menos sabe apreciar algo ao vislumbre. Mas não, este homem que eu poderia respeitar não é devidamente recompensado pelo roteiro do filme.
Ou seja, um filme ótimo de se ver. Só é deprimente ver aquela criatura carente e reclamona com Anne Hataway nas mãos. O mundo às vezes é mesmo uma bosta.
Petrus.
Cafundó (filme).
A TV ao meu lado está exibindo "Cafundó", filme Brasileiro com Lázaro Ramos e outra pessoa que logo mencionarei. Outra pessoa o está assitindo. Eu não estou, porém vejo algumas cenas aqui no meu canto e faço conjecturas.
Desta vez não direi se o filme é bom ou não. Parece ter uma proposta boa e um bom elenco, mas isso não garante um bom filme, só ajuda.
O detalhe do filme que notei é que a co-estrela do filme é Leona Cavalli, que fez "Amarelo Manga" e outros filmes não muito comerciais, como por exemplo um bom curta sobre a vida de dois franco-atiradores da polícia aparentemente dessensibilizados com a violência devido à profissão (ela é a refém do criminoso-alvo dos atiradores).
Quando vi que este filme tinha Leona Cavalli no elenco, profetizei aos que iam assitir ao filme: "este filme tem obscenidades, sacanagem, ou mesmo ambos". Me deram algum, mas pouco, crédito pela profecia.
Acabo de escutar dos telespectadores do filme: "você estava certo".
Acho que Leona Cavalli é uma atriz competente. Mas pelo visto ela está relegada a só ser chamada para fazer papéis que outras atrizes não topariam fazer com medo de terem suas carreiras marcadas. Pelo visto, a dela já está.
Petrus.
Desta vez não direi se o filme é bom ou não. Parece ter uma proposta boa e um bom elenco, mas isso não garante um bom filme, só ajuda.
O detalhe do filme que notei é que a co-estrela do filme é Leona Cavalli, que fez "Amarelo Manga" e outros filmes não muito comerciais, como por exemplo um bom curta sobre a vida de dois franco-atiradores da polícia aparentemente dessensibilizados com a violência devido à profissão (ela é a refém do criminoso-alvo dos atiradores).
Quando vi que este filme tinha Leona Cavalli no elenco, profetizei aos que iam assitir ao filme: "este filme tem obscenidades, sacanagem, ou mesmo ambos". Me deram algum, mas pouco, crédito pela profecia.
Acabo de escutar dos telespectadores do filme: "você estava certo".
Acho que Leona Cavalli é uma atriz competente. Mas pelo visto ela está relegada a só ser chamada para fazer papéis que outras atrizes não topariam fazer com medo de terem suas carreiras marcadas. Pelo visto, a dela já está.
Petrus.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Edifício Master.
Hoje assisti ao filme "Edifício Master".
O filme é um documentário que trata de um prédio de apartamentos no Rio de Janeiro. O prédio foi uma espécie de "Favela/Bordel Vertical" a alguns anos, mas hoje é um prédio menos barra-pesada. A equipe de documentaristas passa pelos corredores do prédio e entrevista os habitantes do local. Tais habitantes são em geral pessoas de classe média-baixa, eu diria.
Depois de ver o filme, cheguei a duas conclusões:
- Velhinhos são excessivamente tarados. Os entrevistados mais jovens falam sobre a vida em geral. Os velhinhos só falam de sexo e namoro.
- O Brasil necessita DESESPERADAMENTE ter um sistema educacional mais eficiente e inclusivo. Especialmente de educação sexual. Aposto que não apresentaram para as pessoas que contam sobre suas visitas ao "centro espírita que faz seu neném descer" algo que chamam de "camisinha".
Não preciso de um documentário para chegar a estas conclusões. Uma delas é óbvia e a outra (a vida sexual dos velhinhos) francamente não é da minha conta.
Ver as histórias dos habitantes do prédio me deixou ou indiferente, ou horrorizado com o sistemas pensamento de alguns habitantes. Não pude deixar de rir quando demonstraram que a habitante mais culta do prédio, uma poetisa que morou em Nova Orleans, é aparentemente altista e curte ópio.
Não fui muito fã do filme. Acho que o diretor queria fazer uma espécie de "história oral" mostrando apenas as opiniões dos habitantes do prédio e seus mundinhos "extraordinários".
Sendo que considero diretores os principais formadores de opinião de um filme, não posso aprovar que ele se ausente como opinador de seu filme. Michael Moore não seria Michael Moore se não utilizasse seus filmes como meios para expressar suas idéias.
Se eu me engano e o diretor está presente, e o filme de fato for uma expressão da mente do diretor, então acho que simplesmente não gosto deste diretor e de sua pessoa. Detesto quem tenta glamourizar a miséria, e minha impressão é que o diretor fez exatamente isto.
Fazendo comentários assim, serei odiado logo logo pelos cientistas sociais!
Petrus.
O filme é um documentário que trata de um prédio de apartamentos no Rio de Janeiro. O prédio foi uma espécie de "Favela/Bordel Vertical" a alguns anos, mas hoje é um prédio menos barra-pesada. A equipe de documentaristas passa pelos corredores do prédio e entrevista os habitantes do local. Tais habitantes são em geral pessoas de classe média-baixa, eu diria.
Depois de ver o filme, cheguei a duas conclusões:
- Velhinhos são excessivamente tarados. Os entrevistados mais jovens falam sobre a vida em geral. Os velhinhos só falam de sexo e namoro.
- O Brasil necessita DESESPERADAMENTE ter um sistema educacional mais eficiente e inclusivo. Especialmente de educação sexual. Aposto que não apresentaram para as pessoas que contam sobre suas visitas ao "centro espírita que faz seu neném descer" algo que chamam de "camisinha".
Não preciso de um documentário para chegar a estas conclusões. Uma delas é óbvia e a outra (a vida sexual dos velhinhos) francamente não é da minha conta.
Ver as histórias dos habitantes do prédio me deixou ou indiferente, ou horrorizado com o sistemas pensamento de alguns habitantes. Não pude deixar de rir quando demonstraram que a habitante mais culta do prédio, uma poetisa que morou em Nova Orleans, é aparentemente altista e curte ópio.
Não fui muito fã do filme. Acho que o diretor queria fazer uma espécie de "história oral" mostrando apenas as opiniões dos habitantes do prédio e seus mundinhos "extraordinários".
Sendo que considero diretores os principais formadores de opinião de um filme, não posso aprovar que ele se ausente como opinador de seu filme. Michael Moore não seria Michael Moore se não utilizasse seus filmes como meios para expressar suas idéias.
Se eu me engano e o diretor está presente, e o filme de fato for uma expressão da mente do diretor, então acho que simplesmente não gosto deste diretor e de sua pessoa. Detesto quem tenta glamourizar a miséria, e minha impressão é que o diretor fez exatamente isto.
Fazendo comentários assim, serei odiado logo logo pelos cientistas sociais!
Petrus.
MAIS: O Homem Duplo + Edifício Master
Aproveitando meu recente descontentamento com o "Edifício Master", farei um pequeno exercício sobre uma reflexão que tive.
Eu acho que "Edifício Master" faz um desfavor pessoal a alguns habitantes deste prédio em alguns momentos. Como diria a personagem de Winona Ryder em "O Homem Duplo", os inimigos do sistema as vezes se excedem e se mostram tão perversos quanto seus oponentes.
Sendo franco, algumas das histórias dos moradores genuinamente os consagram e mostram-nos numa aura de humanidade digna de emulação. Um exemplo é um morador que declara que "é satisfeito com sua vida, nunca usou drogas nem bebeu, e acha que foi um bom filho", e de quebra conta uma história sobre seu ex-chefe que ensina uma lição interessante sobre como ser um bom chefe.
Mas algumas histórias francamente devem arruinar as vidas sociais de alguns moradores. Por exemplo, temos a história de uma mulher de 20 anos que tem uma filha desde os 14, e que conta como foi seu primeiro programa. Ela diz:"Eu senti muito medo no dia, mas fiquei muito feliz quando ganhei 150 reais. Eu tenho que trabalhar um mês inteiro para ganhar isso. Naquele dia peguei minha filha e fomos festejar no Shopping, gastei lá todo o dinheiro. Claro que hoje nem tenho coragem de fazer isso de novo.". Pergunta o entrevistador: "Não tem coragem de fazer programa de novo?", e a mulher responde: "não, de gastar 150 reais desse jeito".
A história da mulher pode ser contada, tudo bem. Mas deveriam ter mantido seu anonimato, no mínimo! Ao invés disto, os cineastas mostram-na contando esta história em frente à câmera, sem censura nem um "biombo" para esconder sua face.
Depois dos moradores do prédio verem o filme que ajudaram a fazer, imagine o que devem pensar hoje no prédio desta mulher? Esse filme deve ter dificultado sua vida e a de outras pessoas que contaram histórias deste naipe.
Não se pode fazer o discurso da "ética" e da "justiça" quem sacrifica gratuitamente pela causa quem por ela não se voluntariou.
Petrus.
Eu acho que "Edifício Master" faz um desfavor pessoal a alguns habitantes deste prédio em alguns momentos. Como diria a personagem de Winona Ryder em "O Homem Duplo", os inimigos do sistema as vezes se excedem e se mostram tão perversos quanto seus oponentes.
Sendo franco, algumas das histórias dos moradores genuinamente os consagram e mostram-nos numa aura de humanidade digna de emulação. Um exemplo é um morador que declara que "é satisfeito com sua vida, nunca usou drogas nem bebeu, e acha que foi um bom filho", e de quebra conta uma história sobre seu ex-chefe que ensina uma lição interessante sobre como ser um bom chefe.
Mas algumas histórias francamente devem arruinar as vidas sociais de alguns moradores. Por exemplo, temos a história de uma mulher de 20 anos que tem uma filha desde os 14, e que conta como foi seu primeiro programa. Ela diz:"Eu senti muito medo no dia, mas fiquei muito feliz quando ganhei 150 reais. Eu tenho que trabalhar um mês inteiro para ganhar isso. Naquele dia peguei minha filha e fomos festejar no Shopping, gastei lá todo o dinheiro. Claro que hoje nem tenho coragem de fazer isso de novo.". Pergunta o entrevistador: "Não tem coragem de fazer programa de novo?", e a mulher responde: "não, de gastar 150 reais desse jeito".
A história da mulher pode ser contada, tudo bem. Mas deveriam ter mantido seu anonimato, no mínimo! Ao invés disto, os cineastas mostram-na contando esta história em frente à câmera, sem censura nem um "biombo" para esconder sua face.
Depois dos moradores do prédio verem o filme que ajudaram a fazer, imagine o que devem pensar hoje no prédio desta mulher? Esse filme deve ter dificultado sua vida e a de outras pessoas que contaram histórias deste naipe.
Não se pode fazer o discurso da "ética" e da "justiça" quem sacrifica gratuitamente pela causa quem por ela não se voluntariou.
Petrus.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Cavalo Marinho.
"Espertinho é o cavalo marinho, que se fingiu de peixe só para não puxar a carroça."
- Zé Bonitinho.
Petrus.
Interação com a natureza.
Qual a diferença entre o sites de sexo e pornografia que pipocam na Internet todos os dias (e noites) e os sites de "ensaios sensuais", como o "The Girl", do Terra, com fotos no estilo da revista VIP?
Bem, só mesmo em um site como o "The Girl" pode inocentemente nos presentear com chamadas para seus ensaios como esta:
Obviamente foi para pessoas interessadas em interagir com a natureza que este e outros sites foram criados, não é mesmo?!
Petrus.
Bem, só mesmo em um site como o "The Girl" pode inocentemente nos presentear com chamadas para seus ensaios como esta:
"Amanda MüllerEcológico!
Interação com a natureza
Ex-jogadora de tênis faz seu primeiro ensaio para o The Girl em uma praia paradisíaca"
Obviamente foi para pessoas interessadas em interagir com a natureza que este e outros sites foram criados, não é mesmo?!
Petrus.
Cientistas presumem que por volta de 2010, os computadores tomarão o lugar dos humanos como usuários mais comuns da Internet.
Essa estimativa é feita com base na hipótese de que até 2010 os computadores aprenderão a se masturbar.
-Tina Fey, "Weekend Update" do Saturday Night Live.
Postagens gigantescas.
Minhas postagens andam muito gigantescas ultimamente.
Sempre pensei que quando fosse fazer um blog ia fazer postagens menores do que ando fazendo.
Que surpresa para mim ver que minha escrita se extende além do que eu imaginava que extender-se-ia.
Agora era só começar a escrever algo de útil!
Petrus.
Sempre pensei que quando fosse fazer um blog ia fazer postagens menores do que ando fazendo.
Que surpresa para mim ver que minha escrita se extende além do que eu imaginava que extender-se-ia.
Agora era só começar a escrever algo de útil!
Petrus.
Supermercado Dia %
A tempos eu queria falar com alguém sobre o supermercado Dia %, para expor minhas preocupações sobre esta empresa do grupo Carrefour. Agora que bebo uma lata de Bohemia lá comprada, sinto que chegou o momento de chorar minhas pitangas neste blog.
Perto de meu lar, o Dia % se configura como o supermercado mais próximo. Não é tanto quanto o era o Musamar Express, porém. O Dia % fica a umas 3 quadras de meu lar. Se eu caminhar mais umas 2 quadras, chego no Pão de Açúcar. Visto que ambos ficam na Avenida Padre Antônio José dos Santos, ir ao Dia % ou ao Pão de Açúcar nem sempre faz muita diferença em termos de distância.
Pensando com a razão, costumo ir mais no Dia % que no Pão de Açúcar, afinal ele é mais perto, mesmo que não pareça sempre assim, e ele é "mais barato".
Digo "mais barato entre aspas" porque "ser mais barato" é o barato deste mercado (o jogo de palavras foi intencional). Seu slogan e o seu atrativo é justamente o fato de que o Dia % é o supermercado mais barato de São Paulo.
É mais barato mesmo?! Eu diria que é, comparando o preço da cerveja Antarctica. No Dia %, custa 0,99$, no Pão de Açúcar custa 1,05$.
Como Petrus Ebrium, o meu melhor ponto de referencia em preços é a cerveja. Mas acho que o Dia % é em geral mais barato sim. Se bem que a economia se dá na casa dos centavos, quando muito chega a um ou dois reais, acredito. Pelo menos é assim nos níveis de compra que efetuo.
Mas agora, qual preço temos de pagar para pagar um preço menor?!
Vejam bem, leitores, o Pão de Açúcar perto de meu lar é um supermercado "normal". Pode ser comparado ao Fatão em Londrina, por exemplo, ou mesmo ao Musamar Express. É um lugar relativamente limpo, é organizado, coloca sua marca em todas as etiquetas de preço nas gôndolas, coloca em letras garrafais certas ofertas e certas seções, etc e tal.
Já o Dia %, o supermercado "mais barato", cada vez mais me parece que faz questão de demonstrar uma coisa:
é feito por pobres para que os pobres possam comprar e consumir.
Por mais cruel e preconceituoso que isso possa parecer, eu genuinamente acho que o Dia % se vale da "estética da pobreza" no seu supermercado. Vamos aos detalhes:
- As paredes são brancas, com faixas vermelhas onde está escrito "Dia %" em alguns pontos. Não há mais nenhum adorno nas paredes do lugar.
- A variedade de produtos é pequena, e se resume ao básico "povanesco". Com cerveja, por exemplo, você encontra apenas cervejas baratas (Rio Branco, Crystal, etc.), as da Ambev (Skol, Antarctica, Brahma), e no máximo uma Bohemia num nível superior. E tudo em lata, nada de Long Neck. No Pão de Açúcar, que pelo menos no perto de casa não é um "point" de cervejeiros exatamente, você encontra bem mais variedade, como long necks de Cintra, Brahma Extra e Germânia.
- As etiquetas de preços parecem impressas em alguma fonte genérica de Impressora Matricial. Mostram números feios e grandes, alguns impressos de forma que um conhecedor de impressoras matriciais, como eu, pode deduzir que a fita da impressora está sendo usada ao limite. Crédito seja dado ao Dia %, existem pouquíssimos conhecedores de impressora matricial no Brasil e no Mundo, e a informação do preço é eficaz. Mas, pelos deuses, é feia.
- Ainda nas etiquetas de preço, algumas são impressas em papéis de cores diferentes umas das outras. Uma etiqueta pode ser impressa em papel branco, outra em papel verde, outra em rosa, e assim vai. Isso pode chegar ao extremo: lá já encontrei o preço de uma cachacinha sendo mostrado em um papel verde, escrito à mão! E com uma caligrafia duvidosa, ainda por cima!
- Não existem "gondolas" exatamente no Dia %, cheias de produtos prontos para serem pegos para seu consumo. Existem caixas marrons abertas com seus conteúdos expostos. Isso seria bonito no Atacadão, mas o Dia % é varejista.
- Por fim, você mesmo coloca em sacolinhas suas compras. Seria algo pouco notável, se pelo menos antes de você ter de colocar suas compras nas sacolinhas você não tivesse de enfrentar uma fila de três pessoas para pagar (porque só um ou no máximo dois caixas estão abertos no lugar) e ainda por cima teve de pagar suas compras para uma caixa que sempre é feia, mal-arrumada e parece ter cara de burra.
Depois de tantos insultos, serei franco: o Dia % realmente é barato, cumpre seu trabalho, e não me lesa como consumidor em nenhum momento.
Porém eu, como consumidor que não é completamente contra o capitalismo e o consumismo e que convivo diariamente com a indústria da consultoria de empresas, acho que a postura do Dia % ou é diabolicamente voltada à estética da miséria ou então é apenas vazio de conhecimento sobre "branding", ou a arte de cativar clientes que optarão por sua marca ao invés de outras.
E, apesar de tudo isto, eu ainda continuo comprando lá alguns dias. É verdade. Mas este supermercado só se beneficia dos meus desejos consumistas antes de minha entrada lá. Posso dizer com certeza que outros supermercados ganharam mais do meu dinheiro ao me darem mais desejos depois que lá entre, e não os culpo visto que hoje mesmo assisti "A Scanner Darkly".
Petrus.
Perto de meu lar, o Dia % se configura como o supermercado mais próximo. Não é tanto quanto o era o Musamar Express, porém. O Dia % fica a umas 3 quadras de meu lar. Se eu caminhar mais umas 2 quadras, chego no Pão de Açúcar. Visto que ambos ficam na Avenida Padre Antônio José dos Santos, ir ao Dia % ou ao Pão de Açúcar nem sempre faz muita diferença em termos de distância.
Pensando com a razão, costumo ir mais no Dia % que no Pão de Açúcar, afinal ele é mais perto, mesmo que não pareça sempre assim, e ele é "mais barato".
Digo "mais barato entre aspas" porque "ser mais barato" é o barato deste mercado (o jogo de palavras foi intencional). Seu slogan e o seu atrativo é justamente o fato de que o Dia % é o supermercado mais barato de São Paulo.
É mais barato mesmo?! Eu diria que é, comparando o preço da cerveja Antarctica. No Dia %, custa 0,99$, no Pão de Açúcar custa 1,05$.
Como Petrus Ebrium, o meu melhor ponto de referencia em preços é a cerveja. Mas acho que o Dia % é em geral mais barato sim. Se bem que a economia se dá na casa dos centavos, quando muito chega a um ou dois reais, acredito. Pelo menos é assim nos níveis de compra que efetuo.
Mas agora, qual preço temos de pagar para pagar um preço menor?!
Vejam bem, leitores, o Pão de Açúcar perto de meu lar é um supermercado "normal". Pode ser comparado ao Fatão em Londrina, por exemplo, ou mesmo ao Musamar Express. É um lugar relativamente limpo, é organizado, coloca sua marca em todas as etiquetas de preço nas gôndolas, coloca em letras garrafais certas ofertas e certas seções, etc e tal.
Já o Dia %, o supermercado "mais barato", cada vez mais me parece que faz questão de demonstrar uma coisa:
é feito por pobres para que os pobres possam comprar e consumir.
Por mais cruel e preconceituoso que isso possa parecer, eu genuinamente acho que o Dia % se vale da "estética da pobreza" no seu supermercado. Vamos aos detalhes:
- As paredes são brancas, com faixas vermelhas onde está escrito "Dia %" em alguns pontos. Não há mais nenhum adorno nas paredes do lugar.
- A variedade de produtos é pequena, e se resume ao básico "povanesco". Com cerveja, por exemplo, você encontra apenas cervejas baratas (Rio Branco, Crystal, etc.), as da Ambev (Skol, Antarctica, Brahma), e no máximo uma Bohemia num nível superior. E tudo em lata, nada de Long Neck. No Pão de Açúcar, que pelo menos no perto de casa não é um "point" de cervejeiros exatamente, você encontra bem mais variedade, como long necks de Cintra, Brahma Extra e Germânia.
- As etiquetas de preços parecem impressas em alguma fonte genérica de Impressora Matricial. Mostram números feios e grandes, alguns impressos de forma que um conhecedor de impressoras matriciais, como eu, pode deduzir que a fita da impressora está sendo usada ao limite. Crédito seja dado ao Dia %, existem pouquíssimos conhecedores de impressora matricial no Brasil e no Mundo, e a informação do preço é eficaz. Mas, pelos deuses, é feia.
- Ainda nas etiquetas de preço, algumas são impressas em papéis de cores diferentes umas das outras. Uma etiqueta pode ser impressa em papel branco, outra em papel verde, outra em rosa, e assim vai. Isso pode chegar ao extremo: lá já encontrei o preço de uma cachacinha sendo mostrado em um papel verde, escrito à mão! E com uma caligrafia duvidosa, ainda por cima!
- Não existem "gondolas" exatamente no Dia %, cheias de produtos prontos para serem pegos para seu consumo. Existem caixas marrons abertas com seus conteúdos expostos. Isso seria bonito no Atacadão, mas o Dia % é varejista.
- Por fim, você mesmo coloca em sacolinhas suas compras. Seria algo pouco notável, se pelo menos antes de você ter de colocar suas compras nas sacolinhas você não tivesse de enfrentar uma fila de três pessoas para pagar (porque só um ou no máximo dois caixas estão abertos no lugar) e ainda por cima teve de pagar suas compras para uma caixa que sempre é feia, mal-arrumada e parece ter cara de burra.
Depois de tantos insultos, serei franco: o Dia % realmente é barato, cumpre seu trabalho, e não me lesa como consumidor em nenhum momento.
Porém eu, como consumidor que não é completamente contra o capitalismo e o consumismo e que convivo diariamente com a indústria da consultoria de empresas, acho que a postura do Dia % ou é diabolicamente voltada à estética da miséria ou então é apenas vazio de conhecimento sobre "branding", ou a arte de cativar clientes que optarão por sua marca ao invés de outras.
E, apesar de tudo isto, eu ainda continuo comprando lá alguns dias. É verdade. Mas este supermercado só se beneficia dos meus desejos consumistas antes de minha entrada lá. Posso dizer com certeza que outros supermercados ganharam mais do meu dinheiro ao me darem mais desejos depois que lá entre, e não os culpo visto que hoje mesmo assisti "A Scanner Darkly".
Petrus.
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