quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Se eu fosse você (Filme)

No mesmo dia que assisti dois bons filmes sobre a Índia, assisti a esta lástima Brasileira.

Na verdade, o filme não é necessariamente um completo lixo. É engraçado em alguns momentos, e Tony Ramos atua bem fingindo que é uma mulher. Para quem não sabe, Glória Pires e Tony Ramos são um casal no filme em que um belo dia um acorda no corpo do outro.

O filme se perde mesmo porque super-simplifica tudo. Os personagens tem todos a profundidade de um pires excepcionalmente raso. A família é sua típica burguesia carioca com sua casa, empregada e filha pré-adolescente. O homem é grosso e a mulher é delicadinha. No começo do filme, quando a mulher no corpo do homem vai para o trabalho do rapaz, é tudo estranho e difícil para ela, e vice-versa no caso do homem no corpo da mulher. Obviamente, até o final do filme, cada um fará o trabalho do outro melhor do que o próprio.

O melhor momento é quando Lavínia Vlasak aparece de roupas de banho no filme.
O pior (e mais infame) é quando o coral da escola de freiras vai apresentar a música que o homem no corpo e na profissão de sua mulher ensinou (em um mísero dia) para eles cantarem. A música é a nona sinfonia de Beethoven... transformada em um hip-hop à la Beyoncé.

Se você assistir este filme, cuidado. O fantasma atormentado de Beethoven pode vir te assombrar.

Petrus.

PS: Na verdade, existe uma coisa que me chamou atenção no filme. A mulher em corpo de homem fica engraçada. Tony Ramos dá ao filme assim seus melhores momentos cômicos. Mas o homem em corpo de mulher não fica engraçado. Como Glória Pires não pode fazer num filme da globo coisas como falar palavrões e fazer outras coisas mais politicamente incorretas, sua atuação como homem é esquecível.
Fico imaginando, então, que a graça ou falta dela se explica no fato de que aceita-se em nosso mundo cotidiano que uma mulher aja como homem, mas não que um homem aja como mulher. Fica no ar o pensamento.

PS2: Eu disse que o melhor momento do filme é a Lavínia Vlasak, mas antes disso há uma exibição gratuita dos peitos de Danielle Winits. Ridiculamente gratuita mesmo. Palavrão não pode, mas peitinhos (e peitões) pode. O Ibope explica.
Como a Danielle Winits pelada já é carne-de-vaca a esta altura, mantenho que o melhor momento é a Lavínia.

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