Hoje descobri que Bryan Singer, diretor dos dois primeiros filmes dos X_men e de "Superman-O retorno" (filme que acho que só eu gostei, ou melhor, adorei) é produtor do seriado "House". Ele dirigiu alguns poucos episódios da série também.
Ele fez sua fama (e fortuna) com o sucesso do X-Men na telona. Além disto, teve a decência de fazer um filme do super-homem fiel aos filmes anteriores naquilo que interessava ser fiel: na trilha sonora. Nunca perdoarei quem fez "Homem-Aranha" por desprezar os Ramones.
Enfim, começo a respeitar ainda mais este rapaz. Sua foto no seu perfil no IMDB também é digna de aplauso.
Petrus.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Carnaval e Folha de SP
A primeira página de hoje da Folha de SP mostra basicamente os destaques (mulheres famosas da TV) das escolas de samba em várias fotos, além da manchete em letras pequenas "Escola de samba tal (esqueci o nome) é campeã de São Paulo", outra pequena manchete, sobre a Igreja Católica militando pela Amazônia, aparecia na página, em letras pequenas.
Só no carnaval você não vê a Folha exibindo em letras garrafais o último desastre feito pelo governo daqui ou de algum outro país.
Carnaval é isso aí. Pena que não vi este ano sem sequer um momento dos desfiles na TV.
Petrus.
Só no carnaval você não vê a Folha exibindo em letras garrafais o último desastre feito pelo governo daqui ou de algum outro país.
Carnaval é isso aí. Pena que não vi este ano sem sequer um momento dos desfiles na TV.
Petrus.
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Filme de Amor (Cena de Filme)
Assisti a umas duas cenas do filme "Filme de Amor", e então procurei sobre ele no IMDB. O Comentário no site diz tudo sobre o filme.
São três personagens num filme sem enredo falando sobre o que lhes dá tesão.
O mesmo que uma das várias peças Londrinenses que assisti durante a faculdade. Tem até peitinhos.
Acho que nunca vou esquecer da última peça do tipo que assisti em Londrina. Peitinhos maravilhosos!
Petrus.
São três personagens num filme sem enredo falando sobre o que lhes dá tesão.
O mesmo que uma das várias peças Londrinenses que assisti durante a faculdade. Tem até peitinhos.
Acho que nunca vou esquecer da última peça do tipo que assisti em Londrina. Peitinhos maravilhosos!
Petrus.
Cinema, Aspirinas e Urubus (filme)
Acabo de assistir a "Cinema, Aspirinas e Urubus", filme Brasileiro cotado por alguns como o melhor filme Brasileiro desde "Cidade de Deus".
Realmente é um bom filme. É um genuíno "road movie", envolvendo a estrada e personagens profundos e deveras humanos em situações igualmente humanas. A motivação dos protagonistas fica bastante clara, bem como os acontecimentos que os levaram a seus predicamentos.
Filme recomendado. Apreciei o fato de que quem interpreta o personagem alemão do filme é um Alemão.
Petrus.
Realmente é um bom filme. É um genuíno "road movie", envolvendo a estrada e personagens profundos e deveras humanos em situações igualmente humanas. A motivação dos protagonistas fica bastante clara, bem como os acontecimentos que os levaram a seus predicamentos.
Filme recomendado. Apreciei o fato de que quem interpreta o personagem alemão do filme é um Alemão.
Petrus.
Caderno +MAIS e a violência.
Neste domingo, o caderno +MAIS da Folha de SP trouxe como matéria de capa uma discussão sobre pensadores brasileiros falando da questão da violência, sendo que o que traz à tona o assunto é o assassinato de um garoto de 7 anos que foi arrastado por quilômetros por um carro.
O artigo tentava trazer explicações para o porquê disto ter ocorrido, e como pode haver uma solução para o problema da violência no Brasil.
Não ando sendo capaz de ler ou ver nada na mídia sem prestar mais atenção nas entrelinhas do que nas linhas.
O artigo traz opiniões de pessoas bastante respeitáveis e que trabalham o tema de forma bastante satisfatória. Um deles inclusive coloca no artigo várias das reações, opiniões e propostas dos leitores do jornal e dá suas respostas sobre elas. Os leitores opinam: "Falta policiamento", "É necessário mais ensino religioso", "Diminuir a maioridade penal ajudaria?". O Jornalista responde dando suas opiniões. Uma interessante leitura de linhas.
Vamos às entrelinhas.
A grande dificuldade em se tratar de um tema como a violência urbana está no fato de que este assunto mexe com nossas emoções muito mais do que com nossa razão. E eu acredito que o grande problema de se lidar racionalmente com um problema emocional está no fato de que geralmente as respostas racionais ao problema não o resolvem. Soluções de algo emocional envolvem geralmente uma incrível dose de atitude contra-intuitiva. Envolve fazer coisas que não se pensaria em fazer geralmente, pois elas não parecem fazer sentido uma com a outra.
Não vou entrar neste assunto agora, na contra-intuição, porque isto é muito complexo e controverso, inclusive para mim. Teria de falar sobre Stephen Levitt e outros pensadores, mas não acho que este post seja o melhor para isto. O que quero ressaltar mesmo é que o Caderno +MAIS fez uma artigo sobre a violência se baseando em um exemplo extremo, do tipo que envolve muito mais nossas emoções do que nossa razão, e por este motivo acho que seria mais importante se estudar impactos emocionais causados por este crime do que dar respostas racionais a problemas que não vieram à tona graças à nossa razão. No mínimo, seria uma abordagem inédita do problema.
Petrus.
O artigo tentava trazer explicações para o porquê disto ter ocorrido, e como pode haver uma solução para o problema da violência no Brasil.
Não ando sendo capaz de ler ou ver nada na mídia sem prestar mais atenção nas entrelinhas do que nas linhas.
O artigo traz opiniões de pessoas bastante respeitáveis e que trabalham o tema de forma bastante satisfatória. Um deles inclusive coloca no artigo várias das reações, opiniões e propostas dos leitores do jornal e dá suas respostas sobre elas. Os leitores opinam: "Falta policiamento", "É necessário mais ensino religioso", "Diminuir a maioridade penal ajudaria?". O Jornalista responde dando suas opiniões. Uma interessante leitura de linhas.
Vamos às entrelinhas.
A grande dificuldade em se tratar de um tema como a violência urbana está no fato de que este assunto mexe com nossas emoções muito mais do que com nossa razão. E eu acredito que o grande problema de se lidar racionalmente com um problema emocional está no fato de que geralmente as respostas racionais ao problema não o resolvem. Soluções de algo emocional envolvem geralmente uma incrível dose de atitude contra-intuitiva. Envolve fazer coisas que não se pensaria em fazer geralmente, pois elas não parecem fazer sentido uma com a outra.
Não vou entrar neste assunto agora, na contra-intuição, porque isto é muito complexo e controverso, inclusive para mim. Teria de falar sobre Stephen Levitt e outros pensadores, mas não acho que este post seja o melhor para isto. O que quero ressaltar mesmo é que o Caderno +MAIS fez uma artigo sobre a violência se baseando em um exemplo extremo, do tipo que envolve muito mais nossas emoções do que nossa razão, e por este motivo acho que seria mais importante se estudar impactos emocionais causados por este crime do que dar respostas racionais a problemas que não vieram à tona graças à nossa razão. No mínimo, seria uma abordagem inédita do problema.
Petrus.
A Múmia (Filme)
Depois de ver uma cena do filme, acabei vendo ele inteiro.
Não alugaria este filme, mas também não vou falar muito mal dele. É um filme fraco, com um roteiro previsível, e com atuações até boas dos protagonistas, que pelo menos deixam o filme engraçado. Basta não comparar este filme a "Conan" e está tudo bem.
O que me chamou a atenção foram os créditos do filme. De relance, achei ter visto o nome de "Ron Hubbard" entre os colaboradores do filme, o nome do criador da Cientologia.
Fui procurar no IMDB se o Ron Hubbard fez algo que aparecessem nos créditos de "A Múmia". Não era Ron Hubbard que fez algo no filme, mas sim "Ros Hubbard", outra pessoa. De qualquer forma, passei pela página do IMDB sobre o Ron, e vi alguns posts no Fórum de lá sobre ele.
Todos os posts eram ou sobre as maravilhas da Cientologia ou sobre como ela era Anti-Cristã.
Minha opinião sobre a Cientologia é que até agora ela tem pelo menos a decência e a cara-de-pau de pedir suas doações e falar de suas teorias sem as envernizar como coisas perfeitamente naturais e que vêm sendo feitas pelas "pessoas boas" desde o início dos tempos. Talvez eles sejam menos transparentes do que isso, mas de qualquer forma meu contato com eles é limitado.
A UnCyclopedia (a Wikipédia de artigos falsos) tem um artigo sobre a Cientologia que vem com um aviso: "O Leitor deve estar ciente que este artigo não é, nem nunca será, tão engraçado quanto a verdade."
Petrus
PS: Se você quiser saber mais sobre a Cientologia, jogue Ultima 7 ou Fallout 2. Recomendados, mesmo se você não liga para a Cientologia!
Não alugaria este filme, mas também não vou falar muito mal dele. É um filme fraco, com um roteiro previsível, e com atuações até boas dos protagonistas, que pelo menos deixam o filme engraçado. Basta não comparar este filme a "Conan" e está tudo bem.
O que me chamou a atenção foram os créditos do filme. De relance, achei ter visto o nome de "Ron Hubbard" entre os colaboradores do filme, o nome do criador da Cientologia.
Fui procurar no IMDB se o Ron Hubbard fez algo que aparecessem nos créditos de "A Múmia". Não era Ron Hubbard que fez algo no filme, mas sim "Ros Hubbard", outra pessoa. De qualquer forma, passei pela página do IMDB sobre o Ron, e vi alguns posts no Fórum de lá sobre ele.
Todos os posts eram ou sobre as maravilhas da Cientologia ou sobre como ela era Anti-Cristã.
Minha opinião sobre a Cientologia é que até agora ela tem pelo menos a decência e a cara-de-pau de pedir suas doações e falar de suas teorias sem as envernizar como coisas perfeitamente naturais e que vêm sendo feitas pelas "pessoas boas" desde o início dos tempos. Talvez eles sejam menos transparentes do que isso, mas de qualquer forma meu contato com eles é limitado.
A UnCyclopedia (a Wikipédia de artigos falsos) tem um artigo sobre a Cientologia que vem com um aviso: "O Leitor deve estar ciente que este artigo não é, nem nunca será, tão engraçado quanto a verdade."
Petrus
PS: Se você quiser saber mais sobre a Cientologia, jogue Ultima 7 ou Fallout 2. Recomendados, mesmo se você não liga para a Cientologia!
A Múmia (Cena do Filme)
Nunca assisti ao Blockbuster "A Múmia". Ao que tudo indica, é um belo lixo. Aliás, a série toda deve ser. Puros filmes de "Sessão da Tarde".
De qualquer forma, este filme com Brendan Frasier e Rachel Weisz apresenta aparentemente uma atuação deveras engraçada dos dois. Acabo de assistir a duas cenas do filme e cheguei a abrir um sorriso.
Rachel Weisz é uma excelente atriz britânica que começou sua carreira no Teatro. O interessante de sua carreira é que ela entrou no cinema como "Típica Mocinha Bonitinha", aparecendo na telona por ter um rostinho bonito. Felizmente para ela, ela sabe atuar muito bem também, porque hoje em dia, poucos anos depois de ser "bonitinha", ela já não o é suficiente para manter-se em um filme só pela beleza.
Aliás, Rachel Weisz sabe muito bem escolher em que filmes vai participar. Os filmes bons que ela escolhe ("O Jardineiro Fiel", "Círculo de Fogo") são realmente muitíssimo bons, e os ruins ("A Múmia" 1 e 2) pelo menos fazem sucesso. Uma das grandes mulheres do cinema atual, certamente.
Petrus.
De qualquer forma, este filme com Brendan Frasier e Rachel Weisz apresenta aparentemente uma atuação deveras engraçada dos dois. Acabo de assistir a duas cenas do filme e cheguei a abrir um sorriso.
Rachel Weisz é uma excelente atriz britânica que começou sua carreira no Teatro. O interessante de sua carreira é que ela entrou no cinema como "Típica Mocinha Bonitinha", aparecendo na telona por ter um rostinho bonito. Felizmente para ela, ela sabe atuar muito bem também, porque hoje em dia, poucos anos depois de ser "bonitinha", ela já não o é suficiente para manter-se em um filme só pela beleza.
Aliás, Rachel Weisz sabe muito bem escolher em que filmes vai participar. Os filmes bons que ela escolhe ("O Jardineiro Fiel", "Círculo de Fogo") são realmente muitíssimo bons, e os ruins ("A Múmia" 1 e 2) pelo menos fazem sucesso. Uma das grandes mulheres do cinema atual, certamente.
Petrus.
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Duelo (desequilibrado): Paulo Betti X Marlon Brando
No post anterior, falei do filme "Mauá".
A cena que descrevi me lembra o filme "Queimada".
No primeiro filme, temos uma cena em que o ator que representa Paulo Betti Jovem tenta convencer um nobre que é necessário abolir a escravidão, entre outras cositas más.
No segundo, Marlon Brando, já na maturidade, tenta convencer com um discurso cheio de metáforas, elipses, e em nenhum momento alguma simplificação, nem de discurso nem de personagem, que um certo país escravista faria muito bem em deixar de sê-lo.
Qual deste dois filmes parece despertar mais interesse? E qual dos dois efetivamente encontrou seu caminho como clássico nas salas de aula de professores de história?
Petrus
A cena que descrevi me lembra o filme "Queimada".
No primeiro filme, temos uma cena em que o ator que representa Paulo Betti Jovem tenta convencer um nobre que é necessário abolir a escravidão, entre outras cositas más.
No segundo, Marlon Brando, já na maturidade, tenta convencer com um discurso cheio de metáforas, elipses, e em nenhum momento alguma simplificação, nem de discurso nem de personagem, que um certo país escravista faria muito bem em deixar de sê-lo.
Qual deste dois filmes parece despertar mais interesse? E qual dos dois efetivamente encontrou seu caminho como clássico nas salas de aula de professores de história?
Petrus
Mauá (Cena de Filme)
Acabo de assistir a uma cena do filme "Mauá: O Imperador e O Rei". Não pretendo ver o filme inteiro, que deve ser bastante razoável, porque uma única cena dele já mostrou que ele sofre de um dos maiores problemas do cinema brasileiro hoje em dia: a super-simplificação.
Na cena, o jovem Mauá conversa com uma espécie de nobre do Império. Eis uma aproximação do que é dialogado na cena:
Mauá: A escravidão é uma desgraça no nosso país.
Nobre: Mas Mauá, a escravidão é fundamental para o Império! Sem escravidão, não há império! Me diga, se você fosse Deus, o que daria para o Brasil?
Mauá: Daria... Ferro para o Brasil.
Nobre: Ferro?! Não seria melhor Ouro?!
Mauá: O Brasil já teve muito Ouro. O que ele precisa é de Ferro, Carvão, Livre Comércio, Abolição, Indústrias! O Brasil é muito elitista, e precisa de menos aristocracia e mais igualdade!
Temos aí, primeiro, a simplificação dos personagens. O nobre é 100% escravista (e portanto, "mau", pelo menos no filme) e o jovem Mauá não é apenas 100% bonzinho mas também é o maior pensador liberal do país, mesmo na tenra idade, e certamente é dada a impressão de que se ele fosse o Presidente ou Imperador o Brasil ia para a frente. Entrelinhas no cinema são implacáveis.
Em segundo lugar temos a simplificação da situação. No meio de um encontro praticamente casual, o nobre e Mauá já duelam suas ideologias implacavelmente. Nada de personalidade entre os dois, talvez alguns cumprimentos entre os dois, algum respeito de um pelo outro, alguma tensão no ar do tipo que faz você pensar "o que será que ele vai fazer agora".
É por causa de simplificações como estas, onde personagens são praticamente apenas suas ideologias e não humanos, que se pode contar nos dedos os personagens memoráveis do nosso cinema. Jogue aí uma Carlota Joaquina (só porque é interpretada por Marieta Severo) e um Zé Pequeno, talvez um Sherlock Holmes (do filme baseado no livro de Jô Soares) e acabou-se. Linklater sozinho já abateu um país todo neste quesito.
Petrus.
Na cena, o jovem Mauá conversa com uma espécie de nobre do Império. Eis uma aproximação do que é dialogado na cena:
Mauá: A escravidão é uma desgraça no nosso país.
Nobre: Mas Mauá, a escravidão é fundamental para o Império! Sem escravidão, não há império! Me diga, se você fosse Deus, o que daria para o Brasil?
Mauá: Daria... Ferro para o Brasil.
Nobre: Ferro?! Não seria melhor Ouro?!
Mauá: O Brasil já teve muito Ouro. O que ele precisa é de Ferro, Carvão, Livre Comércio, Abolição, Indústrias! O Brasil é muito elitista, e precisa de menos aristocracia e mais igualdade!
Temos aí, primeiro, a simplificação dos personagens. O nobre é 100% escravista (e portanto, "mau", pelo menos no filme) e o jovem Mauá não é apenas 100% bonzinho mas também é o maior pensador liberal do país, mesmo na tenra idade, e certamente é dada a impressão de que se ele fosse o Presidente ou Imperador o Brasil ia para a frente. Entrelinhas no cinema são implacáveis.
Em segundo lugar temos a simplificação da situação. No meio de um encontro praticamente casual, o nobre e Mauá já duelam suas ideologias implacavelmente. Nada de personalidade entre os dois, talvez alguns cumprimentos entre os dois, algum respeito de um pelo outro, alguma tensão no ar do tipo que faz você pensar "o que será que ele vai fazer agora".
É por causa de simplificações como estas, onde personagens são praticamente apenas suas ideologias e não humanos, que se pode contar nos dedos os personagens memoráveis do nosso cinema. Jogue aí uma Carlota Joaquina (só porque é interpretada por Marieta Severo) e um Zé Pequeno, talvez um Sherlock Holmes (do filme baseado no livro de Jô Soares) e acabou-se. Linklater sozinho já abateu um país todo neste quesito.
Petrus.
sábado, 17 de fevereiro de 2007
A Marca dos Trinta
Passei a marca dos trinta posts.
Não imaginava que sequer chegaria a tal marca, quanto mais com tal ânimo!
Agora é só achar alguns leitores!
Avante!
Petrus.
Não imaginava que sequer chegaria a tal marca, quanto mais com tal ânimo!
Agora é só achar alguns leitores!
Avante!
Petrus.
Albergue Espanhol + Bonecas Russas (Filmes)
A vários anos, aluguei e assisti a um filme chamado "O Albergue Espanhol". O tal "albergue" não era um albergue, mas sim uma república de estudantes em Barcelona. O filme é Francês, e o personagem em que a história é focada é um Francês, mas sua idéia era mostrar na república de Barcelona a idéia de várias pessoas de vários lugares e países vivendo juntos.
Aluguei o filme esperando ver algo comparável à minha vida como estudante morador de república. Decepcionei-me. O filme na verdade se foca quase exclusivamente na vida do rapaz francês, e a república multicultural em si não passa exatamente de umas pessoas que racham um teto e umas contas. Alguns personagens possuem profundidade, outros não. Algumas situações do filme são bem interessantes, inclusive uma que pode facilmente entrar nos anais das "cenas mais antológicas e/ou engraçadas do cinema", mas não salva um filme que podia ter muito mais cenas assim. Minha vida de morador de república não apenas foi mais divertida como também me apresentou mais pessoas diferentes do que aparecem no filme.
Um detalhe que nunca vou me esquecer é o menu do DVD deste filme. O DVD era lançado pela FOX, e até algum tempo atrás os DVDs da FOX eram o exemplo máximo do não-aproveitamento das novidades do DVD. Os filmes em DVD da FOX vinham sem nenhum extra, e ainda por cima todos eles tinham o mesmo Menu de raiz, padronizado com a marca da FOX. Deste filme, que é Francês e falado em várias línguas, especialmente em Francês, a dublagem original era acessada no menu escolhendo a opção "Inglês", com um asterisco que dizia embaixo "algumas partes do filme são faladas não em inglês, mas em outras línguas". Em resumo, este DVD mostrava que a FOX nem se interessou em trocar neste DVD a escolha de "áudio em inglês" para "áudio original".
Mas justiça seja feita, hoje a FOX mudou isto, e seus DVDs são alguns dos mais recheados de extras hoje em dia.
Falo deste filme porque acabo de assistir à continuação dele. É o filme "Bonecas Russas". O DVD é da "Europa Filmes", e não da FOX.
De continuação, o filme basicamente só tem os mesmos personagens. Felizmente!
Se o primeiro filme foi para mim uma decepção, o segundo atingiu níveis de excelência quase que Linklater-icos. Não tendo a premissa de mostrar uma humanidade multicultural, o filme decide explorar mais um pouco da vida do personagem do primeiro filme. Agora, livre da incumbência, o personagem começa a viver situações em que realmente se pode fazer uma ponte entre o que acontece com ele e ao seu redor e nossas vidas como pobres mortais.
O filme começa com uma introdução animada e genial, com imagens e músicas empolgantes, do tipo que recomendaria para qualquer estudante de cinema. O filme começa em um bom ritmo, conquista o telespectador com momentos engraçados, momentos filosóficos e momentos de elaboração dos personagens. Tais personagens acabam ficando tão bem desenvolvidos que seguram sozinhos o filme em sua parte final. Você quer ver como acaba o filme só porque se importa com eles.
E isso, meus caros, é algo que poucos filmes conseguem fazer. "Dália Negra" não conseguiu, aliás passou longe disso.
Recomendo então este segundo filme. Não é necessário em absoluto ver o primeiro para se apreciar o segundo.
Petrus.
Aluguei o filme esperando ver algo comparável à minha vida como estudante morador de república. Decepcionei-me. O filme na verdade se foca quase exclusivamente na vida do rapaz francês, e a república multicultural em si não passa exatamente de umas pessoas que racham um teto e umas contas. Alguns personagens possuem profundidade, outros não. Algumas situações do filme são bem interessantes, inclusive uma que pode facilmente entrar nos anais das "cenas mais antológicas e/ou engraçadas do cinema", mas não salva um filme que podia ter muito mais cenas assim. Minha vida de morador de república não apenas foi mais divertida como também me apresentou mais pessoas diferentes do que aparecem no filme.
Um detalhe que nunca vou me esquecer é o menu do DVD deste filme. O DVD era lançado pela FOX, e até algum tempo atrás os DVDs da FOX eram o exemplo máximo do não-aproveitamento das novidades do DVD. Os filmes em DVD da FOX vinham sem nenhum extra, e ainda por cima todos eles tinham o mesmo Menu de raiz, padronizado com a marca da FOX. Deste filme, que é Francês e falado em várias línguas, especialmente em Francês, a dublagem original era acessada no menu escolhendo a opção "Inglês", com um asterisco que dizia embaixo "algumas partes do filme são faladas não em inglês, mas em outras línguas". Em resumo, este DVD mostrava que a FOX nem se interessou em trocar neste DVD a escolha de "áudio em inglês" para "áudio original".
Mas justiça seja feita, hoje a FOX mudou isto, e seus DVDs são alguns dos mais recheados de extras hoje em dia.
Falo deste filme porque acabo de assistir à continuação dele. É o filme "Bonecas Russas". O DVD é da "Europa Filmes", e não da FOX.
De continuação, o filme basicamente só tem os mesmos personagens. Felizmente!
Se o primeiro filme foi para mim uma decepção, o segundo atingiu níveis de excelência quase que Linklater-icos. Não tendo a premissa de mostrar uma humanidade multicultural, o filme decide explorar mais um pouco da vida do personagem do primeiro filme. Agora, livre da incumbência, o personagem começa a viver situações em que realmente se pode fazer uma ponte entre o que acontece com ele e ao seu redor e nossas vidas como pobres mortais.
O filme começa com uma introdução animada e genial, com imagens e músicas empolgantes, do tipo que recomendaria para qualquer estudante de cinema. O filme começa em um bom ritmo, conquista o telespectador com momentos engraçados, momentos filosóficos e momentos de elaboração dos personagens. Tais personagens acabam ficando tão bem desenvolvidos que seguram sozinhos o filme em sua parte final. Você quer ver como acaba o filme só porque se importa com eles.
E isso, meus caros, é algo que poucos filmes conseguem fazer. "Dália Negra" não conseguiu, aliás passou longe disso.
Recomendo então este segundo filme. Não é necessário em absoluto ver o primeiro para se apreciar o segundo.
Petrus.
Dália Negra (filme)
Acabo de assistir a "Dália Negra".
O filme é dirigido por Brian de Palma. Muito bem dirigido, por sinal. A fotografia o filme é magnífica. As cenas de ação são muito bem feitas. As atuações dos atores são todas bastante boas, também. O filme tem várias mulheres bonitas e arrumadas, como Scarlett Johansson e Rose McGowan. Hillary Swank, que sempre faz papel de mulheres meio masculinas (começou a carreira sendo discípula do sr. Miagy em "Karate Kid 5", ganhou o Oscar por "Meninos não choram" e "Menina de Ouro", e neste filme aparece pela primeira vez no filme em uma boate lésbica), é a melhor atriz do filme, com um sotaque ótimo escocês e uma bela bunda.
Mas o filme é absolutamente arruinado pelo roteiro mal-feito. Várias histórias ficam truncadas de várias maneiras, ao mesmo tempo em que temos a impressão de que nada está acontecendo no filme. Depois de uma hora de filme (o filme em duas) eu já estava fazendo piada do filme e, para piorar, tendo público para as tais piadas. É um roteiro que simplesmente tira a seriedade e o clima do filme. Quando descobrem quem foi o assassino, você já não liga muito para isso não.
Detalhe: a SET, o IMDB e a crítica em geral falaram mal do filme, exatamente por causa do roteiro, e deram notas não-muito-altas para o filme. A Folha de São Paulo, por sua vez, deu quatro estrelas para o filme. Se me perguntarem o motivo, vou dizer que é porque o filme é distribuído pela "Imagem Filmes". A Folha quase sempre dá notas altas para os filmes distribuídos por eles. Aposto que as duas empresas são dos mesmos donos.
Petrus.
PS: Mesmo com este conluio entre a Folha e a "Imagem Filmes", ainda acho esta a melhor distribuidora de DVDs do Brasil. Não apenas ela lança no país alguns dos melhores filmes disponíveis, como "Kill Bill", "Confissões de uma Mente Perigosa" e "The Corporation", mas também ela comumente inclui muitos extras em seus DVDs.
O filme é dirigido por Brian de Palma. Muito bem dirigido, por sinal. A fotografia o filme é magnífica. As cenas de ação são muito bem feitas. As atuações dos atores são todas bastante boas, também. O filme tem várias mulheres bonitas e arrumadas, como Scarlett Johansson e Rose McGowan. Hillary Swank, que sempre faz papel de mulheres meio masculinas (começou a carreira sendo discípula do sr. Miagy em "Karate Kid 5", ganhou o Oscar por "Meninos não choram" e "Menina de Ouro", e neste filme aparece pela primeira vez no filme em uma boate lésbica), é a melhor atriz do filme, com um sotaque ótimo escocês e uma bela bunda.
Mas o filme é absolutamente arruinado pelo roteiro mal-feito. Várias histórias ficam truncadas de várias maneiras, ao mesmo tempo em que temos a impressão de que nada está acontecendo no filme. Depois de uma hora de filme (o filme em duas) eu já estava fazendo piada do filme e, para piorar, tendo público para as tais piadas. É um roteiro que simplesmente tira a seriedade e o clima do filme. Quando descobrem quem foi o assassino, você já não liga muito para isso não.
Detalhe: a SET, o IMDB e a crítica em geral falaram mal do filme, exatamente por causa do roteiro, e deram notas não-muito-altas para o filme. A Folha de São Paulo, por sua vez, deu quatro estrelas para o filme. Se me perguntarem o motivo, vou dizer que é porque o filme é distribuído pela "Imagem Filmes". A Folha quase sempre dá notas altas para os filmes distribuídos por eles. Aposto que as duas empresas são dos mesmos donos.
Petrus.
PS: Mesmo com este conluio entre a Folha e a "Imagem Filmes", ainda acho esta a melhor distribuidora de DVDs do Brasil. Não apenas ela lança no país alguns dos melhores filmes disponíveis, como "Kill Bill", "Confissões de uma Mente Perigosa" e "The Corporation", mas também ela comumente inclui muitos extras em seus DVDs.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Pensamentos advindos de "House".
Ontem passou no canal "Universal" mais um episódio da série "House". Excelente série.
O episódio em questão foi especialmente tenso, e me fez ficar pensando sem parar no que ia acontecer em seguida. O episódio tem 2 partes, e assim que a primeira passou na TV corri para a Internet para procurar a segunda parte.
Muito interessante o que acontece, e certamente se trata de um dos melhores momentos da série. De qualquer forma, não vou dar detalhes sobre nada, e apenas falar de algumas coisas meio genéricas sobre o que assisti.
O ponto alto da série é que ela explora principalmente o "animal humano". Sempre para descobrir o que está errado com seus pacientes, House precisa conhecer o humano que está tratando e sua vida. No episódio em questão, a solução do mistério é obtida duas vezes, ao mesmo tempo, por duas pessoas diferentes. Uma utiliza um procedimento médico arriscado, a outra analisa um comportamento recorrente de um paciente. O tal comportamento: a vontade de não pagar nada que possa ser "pilhado" sem que ninguém descubra.
Este tal comportamento, a chave para o mistério que consome 2 episódios inteiros, me deixou pensando sobre a humanidade, especialmente depois de meu post sobre a Wikipédia.
O paciente de House estava sempre dando um jeitinho para não pagar por alguns itens básicos de sobrevivência. Ficou doente por isso, mas só se descobre isto quando é tarde demais. Isso demonstra, como parábola, como alguns comportamentos humanos se adaptam para que possam ocorrer em situações variadas.
Estou divagando demais. A idéia aqui é que o paciente levou seu hábito de buscar aproveitar coisas que podia obter de graça ao limite. Os usuários da Wikipédia, como eu, provavelmente fariam o mesmo sem ela acabasse, de maneiras diferentes porém similares.
Pensamento excessivamente filosófico e distante. Verdadeiro Petrusebrianismo!
Petrus.
O episódio em questão foi especialmente tenso, e me fez ficar pensando sem parar no que ia acontecer em seguida. O episódio tem 2 partes, e assim que a primeira passou na TV corri para a Internet para procurar a segunda parte.
Muito interessante o que acontece, e certamente se trata de um dos melhores momentos da série. De qualquer forma, não vou dar detalhes sobre nada, e apenas falar de algumas coisas meio genéricas sobre o que assisti.
O ponto alto da série é que ela explora principalmente o "animal humano". Sempre para descobrir o que está errado com seus pacientes, House precisa conhecer o humano que está tratando e sua vida. No episódio em questão, a solução do mistério é obtida duas vezes, ao mesmo tempo, por duas pessoas diferentes. Uma utiliza um procedimento médico arriscado, a outra analisa um comportamento recorrente de um paciente. O tal comportamento: a vontade de não pagar nada que possa ser "pilhado" sem que ninguém descubra.
Este tal comportamento, a chave para o mistério que consome 2 episódios inteiros, me deixou pensando sobre a humanidade, especialmente depois de meu post sobre a Wikipédia.
O paciente de House estava sempre dando um jeitinho para não pagar por alguns itens básicos de sobrevivência. Ficou doente por isso, mas só se descobre isto quando é tarde demais. Isso demonstra, como parábola, como alguns comportamentos humanos se adaptam para que possam ocorrer em situações variadas.
Estou divagando demais. A idéia aqui é que o paciente levou seu hábito de buscar aproveitar coisas que podia obter de graça ao limite. Os usuários da Wikipédia, como eu, provavelmente fariam o mesmo sem ela acabasse, de maneiras diferentes porém similares.
Pensamento excessivamente filosófico e distante. Verdadeiro Petrusebrianismo!
Petrus.
A Batalha pela Wikipédia
Hoje descobri, via Folha de São Paulo, que a Wikipédia está em perigo. Ela está em sérios problemas financeiros, o que é compreensível, mas também está correndo o risco de ser banida de bibliotecas nos EUA devido a propostas de um tal senador de lá. A Fundação da Wikipédia está chamando por militantes para a ajudar nesta crise. A Wikipédia está mais interessada em militantes do que em dinheiro, o problema da censura é que pode fazer a Wikipédia ser destruída. Estes são os detalhes que conheço deste dilema, não são muitos.
Me colocaria facilmente do lado dos militantes da Wikipédia. Ela é de longe minha leitura favorita e uma fonte inestimável de informação.
No entanto, fico realmente pensando o que se passa na cabeça dos estrategistas anti-wikipédia. O que eles querem banindo-a das bibliotecas? Querem proteger direitos autorais em nome do capitalismo? Ou talvez pensem que a Wikipédia possibilita o acesso a muitas informações sobre sexualidade e pontos de vista diferentes, e querem controlar o fluxo de informações em nome de sua religião?
Geralmente os interessados em "banir" alguma coisa são pessoas com um pensamento ou muito retrógrado ou muito religioso, quando não os dois. Acho que o senador interessado em conseguir isto comete muitos erros em seu discurso se quer atingir seus fins. A palavra "banir" é muito "feia" no mundo de hoje.
Se o senador conseguir "banir" a Wikipédia, como pretende, fará dela uma mártir do mundo contemporâneo. Nas bibliotecas, alunos gastarão várias horas bolando truques para fazer a Wikipédia ser acessada e em alguns momentos conseguirão. Horas que podiam ser gastadas em estudo serão gastas em duelos de acesso e banimento ao site martirizado.
A destruição arbitrária da Wikipédia provavelmente faria ocorrer algo parecido como foi o fim do Napster. O serviço foi mutilado, mas no vácuo criado outros clones seus tomaram seu lugar. O Napster trouxe o hábito do download de MP3 para milhões de internautas. Sua destruição mudou apenas onde e como as pessoas baixavam suas músicas, não o hábito.
Fosse a Wikipédia destruída, outros sites seriam construídos às pressas para ancorar conhecimento enciclopédico tal como ela faz. Talvez no início se tratassem de sites de baixa qualidade e com poucos artigos, porém em um ou dois anos já seria provável que se desenvolvessem mais de um substituto à sua altura. Nesta altura, o fenômeno e a idéia já estariam a muito incontroláveis.
Esta batalha me faz pensar em muitas coisas. Falarei mais dela eventualmente.
Petrus.
Me colocaria facilmente do lado dos militantes da Wikipédia. Ela é de longe minha leitura favorita e uma fonte inestimável de informação.
No entanto, fico realmente pensando o que se passa na cabeça dos estrategistas anti-wikipédia. O que eles querem banindo-a das bibliotecas? Querem proteger direitos autorais em nome do capitalismo? Ou talvez pensem que a Wikipédia possibilita o acesso a muitas informações sobre sexualidade e pontos de vista diferentes, e querem controlar o fluxo de informações em nome de sua religião?
Geralmente os interessados em "banir" alguma coisa são pessoas com um pensamento ou muito retrógrado ou muito religioso, quando não os dois. Acho que o senador interessado em conseguir isto comete muitos erros em seu discurso se quer atingir seus fins. A palavra "banir" é muito "feia" no mundo de hoje.
Se o senador conseguir "banir" a Wikipédia, como pretende, fará dela uma mártir do mundo contemporâneo. Nas bibliotecas, alunos gastarão várias horas bolando truques para fazer a Wikipédia ser acessada e em alguns momentos conseguirão. Horas que podiam ser gastadas em estudo serão gastas em duelos de acesso e banimento ao site martirizado.
A destruição arbitrária da Wikipédia provavelmente faria ocorrer algo parecido como foi o fim do Napster. O serviço foi mutilado, mas no vácuo criado outros clones seus tomaram seu lugar. O Napster trouxe o hábito do download de MP3 para milhões de internautas. Sua destruição mudou apenas onde e como as pessoas baixavam suas músicas, não o hábito.
Fosse a Wikipédia destruída, outros sites seriam construídos às pressas para ancorar conhecimento enciclopédico tal como ela faz. Talvez no início se tratassem de sites de baixa qualidade e com poucos artigos, porém em um ou dois anos já seria provável que se desenvolvessem mais de um substituto à sua altura. Nesta altura, o fenômeno e a idéia já estariam a muito incontroláveis.
Esta batalha me faz pensar em muitas coisas. Falarei mais dela eventualmente.
Petrus.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Diogo Mainardi e a Hanna-Barbera
Li hoje um artigo de um escritor que ainda não tinha lido. E a partir de hoje, acho que encontrei um escritor do qual preciso ler mais obras: o famoso Diogo Mainardi, o Führer do Brasil.
Li a sua coluna na veja de 31/1/2007, a que tem na capa uma matéria sobre como os Brasileiros não confiam em seus políticos.
A coluna falava sobre a felicidade que seu autor sentiu quando soube da morte de Joseph Barbera, co-fundador da Hanna-Barbera, e Iwao Takamoto, criador do Scooby-Doo.
A Hanna-Barbera criou diversos desenhos clássicos, como o Zé Colméia, os Flintstones, e mais tarde o Cartoon Network e o Adult Swim.
Para facilitar, coloco imagens escaneadas do artigo neste link e neste outro link.
Lendo o artigo, não posso deixar de simplesmente achar este cara um tremendo fanfarrão.
Não sou um defensor da Hanna-Barbera, apesar de achar que eles fizeram mais bem do que mal para a humanidade. Os responsáveis pela versão dos anos 80 de Tom e Jerry foram muito mais malignos. De qualquer forma, se Diogo Mainardi quer xingar a Hanna-Barbera, sem problemas.
Até aí, tudo bem. O lado cômico aparece quando Mainardi escreve coisas como "nada representa com tanta clareza o barateamento intelectual do nosso tempo quanto os desenhos animados de Hanna-Barbera". Mais, diz ele que "os pioneiros de Hanna-Barbera acabam de morrer, mas nossa época está irremediavelmente perdida".
Dramático, não?
Quer dizer então que quando a equipe de produção da Hanna-Barbera decidiu cortar custos e assim possibilitar a sobrevivência da empresa, a humanidade se viu destinada ao fracasso? Faz muito sentido. Afinal, aqueles desenhos da Disney e da MGM que tem custos mais altos obviamente eram muuuuuito mais perspicazes do que os da Hanna-Barbera. Suponho que estes sim representavam uma obra de arte autêntica, visando não o lucro mas a grandeza humana. E a grandeza roedora, também.
Acho que o Diogo Mainardi vem passado muito tempo no bar. Artigos como este parecem aquelas coisas que você fala bêbado e fazem total sentido no seu estado ébrio.
Agora vou parar de escrever. Tenho que chegar no meu abrigo nuclear antes que comece a passar "Harvey, o Advogado".
Petrus.
PS: Eu assisto um filme em que a Nona Sinfonia é transformada em Rap e depois me vem o cara dizer que a Hanna-Barbera é que representa o nosso barateamento intelectual?!
Li a sua coluna na veja de 31/1/2007, a que tem na capa uma matéria sobre como os Brasileiros não confiam em seus políticos.
A coluna falava sobre a felicidade que seu autor sentiu quando soube da morte de Joseph Barbera, co-fundador da Hanna-Barbera, e Iwao Takamoto, criador do Scooby-Doo.
A Hanna-Barbera criou diversos desenhos clássicos, como o Zé Colméia, os Flintstones, e mais tarde o Cartoon Network e o Adult Swim.
Para facilitar, coloco imagens escaneadas do artigo neste link e neste outro link.
Lendo o artigo, não posso deixar de simplesmente achar este cara um tremendo fanfarrão.
Não sou um defensor da Hanna-Barbera, apesar de achar que eles fizeram mais bem do que mal para a humanidade. Os responsáveis pela versão dos anos 80 de Tom e Jerry foram muito mais malignos. De qualquer forma, se Diogo Mainardi quer xingar a Hanna-Barbera, sem problemas.
Até aí, tudo bem. O lado cômico aparece quando Mainardi escreve coisas como "nada representa com tanta clareza o barateamento intelectual do nosso tempo quanto os desenhos animados de Hanna-Barbera". Mais, diz ele que "os pioneiros de Hanna-Barbera acabam de morrer, mas nossa época está irremediavelmente perdida".
Dramático, não?
Quer dizer então que quando a equipe de produção da Hanna-Barbera decidiu cortar custos e assim possibilitar a sobrevivência da empresa, a humanidade se viu destinada ao fracasso? Faz muito sentido. Afinal, aqueles desenhos da Disney e da MGM que tem custos mais altos obviamente eram muuuuuito mais perspicazes do que os da Hanna-Barbera. Suponho que estes sim representavam uma obra de arte autêntica, visando não o lucro mas a grandeza humana. E a grandeza roedora, também.
Acho que o Diogo Mainardi vem passado muito tempo no bar. Artigos como este parecem aquelas coisas que você fala bêbado e fazem total sentido no seu estado ébrio.
Agora vou parar de escrever. Tenho que chegar no meu abrigo nuclear antes que comece a passar "Harvey, o Advogado".
Petrus.
PS: Eu assisto um filme em que a Nona Sinfonia é transformada em Rap e depois me vem o cara dizer que a Hanna-Barbera é que representa o nosso barateamento intelectual?!
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